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Portugal ambiciona repetir glórias passadas

Com cinco títulos no seu palmarés, entre Sub-16 e Sub-17, Portugal tem estado afastado do sucesso, mas espera compensar o tempo perdido no EURO Sub-17 de 2016, que arranca esta quinta-feira.

O seleccionador de Portugal, Hélio Sousa
O seleccionador de Portugal, Hélio Sousa ©Sportsfile

O Campeonato da Europa Sub-17 da UEFA arranca esta quinta-feira, no Azerbaijão, e Portugal, depois de uma fase de qualificação tranquila, ambiciona recolocar-se nos patamares mais altos da categoria, tal como aconteceu em 2003.

Nesse ano, na competição organizada em solo luso, a equipa das "quinas" fez um percurso imaculado, só com vitórias, que culminou com a conquista do título frente à Espanha. De entre os campeões, destaque para Vieirinha, Miguel Veloso e João Moutinho, que actualmente fazem parte das escolhas da selecção principal.

O triunfo representou um excelente resultado, já que foi conseguido ao cabo da segunda participação de Portugal no torneio, num total de três consecutivas desde a sua passagem de competição Sub-16 (onde já tinha quatro títulos) para Sub-17. No entanto, os anos que se seguiram não tiveram a continuidade desejada e só em 2010 é que a prova voltou a contar com a selecção lusa, que se ficou pela fase de grupos.

Na presença mais recente, em 2014, Portugal esteve perto da final, mas foi afastado nas meias-finais pela Inglaterra, que viria a ser campeã. Ainda assim, esta participação acabou por dar a conhecer Rúben Neves e Renato Sanches, que são actualmente duas das maiores promessas do futebol português.

Mostrando que o trabalho desenvolvido nas selecções jovens está a dar frutos, nova qualificação para o torneio, agora em 2016, com Portugal a ultrapassar as duas fases de qualificação com um total de cinco vitórias e um empate, tendo em ambas garantido o apuramento a uma jornada do fim. Para a fase final, a equipa comandada por Hélio Sousa tem motivos para estar optimista. Integrada no Grupo A, vai defrontar o anfitrião Azerbaijão, Escócia e Bélgica.

A equipa da casa estreia-se na competição e vai tentar compensar a falta de experiência com o facto de trabalhar junta há dois anos. Já a Escócia chega até à fase final após uma campanha complicada, pois em seis jogos somou apenas duas vitórias; na fase de qualificação foi um dos cinco melhores terceiros classificados, enquanto na Ronda de Elite, num grupo em que todos terminaram com três pontos, conseguiu o segundo posto devido ao confronto directo. Por fim, a Bélgica talvez seja o adversário que mais deve preocupar Portugal. Derrotada nas meias-finais da época passada, garantiu o apuramento após bater a Espanha na luta pelo primeiro lugar na Ronda de Elite.

Para conseguir uma boa prestação no Azerbaijão, Hélio Sousa vai contar com um plantel na máxima força, do qual fazem parte os jogadores mais utilizados na qualificação. Uma defesa segura, que sofreu apenas três golos em seis jogos na qualificação, e um ataque goleador, com 20 golos em seis jogos, são motivos para sonhar com uma boa classificação final, com os avançados João Filipe (melhor marcador da equipa, com sete golos) e José Gomes (seis) a serem os destaques no capítulo da finalização.

Depois do apuramento, Hélio Sousa revelou o que pretendia para Portugal na competição: "Vamos proporcionar aos jogadores uma experiência única com a presença nesta fase final. Estou feliz por eles poderem competir ao mais alto nível, algo que lhes vai ser útil no futuro."

A campanha lusa começa frente à equipa da casa, e na conferência de imprensa de antevisão, o treinador mostrou-se confiante na sua equipa, que classificou de "muito competitiva e solidária". Ao mesmo tempo, não se deixou atemorizar pela possibilidade de enfrentar um estádio lotado a apoiar a formação anfitriã, dizendo inclusive: "Podemos transformar isso numa vantagem, praticando um futebol positivo e de ataque com o qual o público se identifique, ganhando simpatia por nós para os outros jogos."