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Holanda sagra-se bicampeã nos penalties

Alemanha 1-1 Holanda (4-5 nos penalties)
Elton Acolatse empatou nos descontos e depois os holandeses mantiveram a calma e revalidaram o título.

Holanda sagra-se bicampeã nos penalties
Holanda sagra-se bicampeã nos penalties ©UEFA.com

Uma vitória emotiva no desempate por penalties valeu à Holanda o seu segundo título europeu Sub-17 consecutivo.

O cabeceamento do capitão Leon Goretzka parecia destinado a dar à Alemanha uma vitória merecida, mas o golo do empate, marcado por Elton Acolatse no tempo de compensação, levou o jogo para penalties, no qual Nick Olij defendeu a conversão decisiva e tornou-se no herói da jovem selecção "laranja".

Apesar de as temperaturas em Ljubljana terem descido para um valor pouco habitual em Maio, o impressionante estádio recebeu uma assistência de 11.674 espectadores, a terceira mais alta na final de um Europeu de Sub-17, a seguir às edições de 2009 e 2004, e o valor mais alto para um jogo onde não participaram os anfitriões.

No entanto, demorou algum tempo até o público presenciar uma jogada de perigo. Boas exibições defensivas tinham estado na base do sucesso das duas equipas neste torneio, antes da final, a Alemanha não tinha sofrido golos, enquanto a Holanda tinha concedido apenas um. Por isso, não foi surpresa ver estas defesas sólidas evidenciarem-se numa primeira parte renhida.

De facto, só aos 23 minutos é que se assistiu à primeira oportunidade de golo. Timo Werner, titular pela primeira vez no torneio, no lugar do infeliz Said Benkarit, recebeu a bola à entrada da área e rematou em arco com o pé direito, mas a bola, que escapou à estirada de Olij, raspou na barra.

A três minutos do intervalo, a Holanda avançou no terreno e ganhou um canto quando o toque de Pascal Itter desviou o remate de Rai Vloet para a malha lateral, e depois quase aproveitou um erro defensivo alemão.

Se nesse lance esteve perto de marcar, só uma questão de centímetros lhe negou o golo momentos volvidos. Tonny Trindade de Vilhena fez um passe perfeito, a rasgar a retaguarda alemã, para Queensy Menig e o remate deste embateu na barra e levou a bola a tocar a linha de baliza.

A segunda parte foi um contraste evidente em relação à primeira, já que as equipas apareceram mais libertas e arriscaram mais no ataque. Um golo madrugador revelou-se o catalisador: Goretzka subiu mais alto e cabeceou um canto de Marc Stendera, entrado ao intervalo, dando vantagem à sua formação aos 45 minutos. Stendera quase fez a assistência para o segundo, seis minutos depois, mas Niklas Süle não conseguiu cabecear da melhor forma mais um canto exemplarmente cobrado.

Stendera e Nico Brandenburger remataram ao lado do poste, à medida que a Alemanha, plena de confiança, dominava os acontecimentos e a sua dinâmica frente de ataque alargava a defesa holandesa. Olij mostrou-se atento para deter um forte remate de longe de Goretzka.

A questão do vencedor parecia decidida, mas já em tempo de compensação, a Alemanha desconcentrou-se num cruzamento de Thom Haye. Branco van den Boomen desviou a bola e Acolatse fez o empate, dominando-a ao segundo poste e levando o jogo para penalties. Stendera falhou então o remate decisivo e a Holanda sagrou-se campeã.