Crónica da final do EURO Sub-17 de 2026: Bélgica 1-1 Itália (3-4 nos penáltis)
domingo, 7 de junho de 2026
Sumário do artigo
A Itália conquistou o EURO Sub-17 de 2026 ao bater a Bélgica no desempate por penáltis da final disputada no Lilleküla staadion, em Tallinn.
Conteúdo media do artigo
Corpo do artigo
A Itália voltou a mostrar a sua eficácia nas grandes penalidades, como já havia feito nas meias-finais, e derrotou a Bélgica na final do Campeonato do Europa de Sub-17 disputada, em Tallinn, na Estónia.
A Bélgica adiantou-se no marcador com um golo de Noa Ojea à beira do fim, mas a Itália respondeu nos descontos, da marca dos 11 metros, e depois venceu o desempate por penáltis.
O jogo em poucas palavras: Itália empata no fim e ganha nos penáltis
A Itália levou a melhor sobre a Bélgica numa final com uns derradeiros minutos emocionantes no Stadion Lilleküla. Noa Ojea marcou, aos 85 minutos, aquele que se pensou que seria o golo da vitória da Bélgica, mas Marcello Fugazzola ainda foi a tempo de responder, na conversão de uma grande penalidade já nos descontos.
Nenhuma das equipas foi capaz de se impor na primeira parte, apesar de alguns momentos de qualidade e de perigo de parte a parte. Na segunda parte as defesas continuaram a mostrar-se mais eficientes do que os ataques, limitando as oportunidades claras de golo até à emoção dos minutos finais.
O suplente Ojea abriu o marcador em grande estilo, no seguimento de uma excelente jogada individual, com um remate rasteiro a fazer a bola entrar junto ao canto inferior esquerdo. Tudo parecia decidido, até que foi assinalada uma falta de Xander Dierckx na grande área belga e Fugazzola converteu o consequente penálti com mestria, empatando a partida.
A Itália prevaleceu depois no desempate por grandes penalidades, tal como tinha feito na meia-final contra a Espanha, com Diego Perillo a converter o penálti decisivo, após Tinus Moorthamer acertar na trave para a Bélgica.
Estatística-chave: A Itália, vencedora em 2024, celebrou o seu segundo título em Campeonatos da Europa de Sub-17 - o primeiro no formato com oito equipas. A selecção italiana terminou invicta nesta edição de 2026 do torneio.
Equipas
Bélgia: Seghers; Moorthamer, Mbavu, Blondeel, El Morabet; Van Gelder (Kalonji 83), Dierckx; Onia Seke (Achahbar 83), Driessen (Ojea 71), Nga Kana (Verstrepen 90+2); Benktib
Itália: Lupo; Bonifazi, Diallo, Varali, Dattilo (Rocca 87); Gasparello (Ballarin 58), Okon, Biondini (Fugazzola 87) ; Corigliano (Landi 67); Perillo, Croci (Casagrande 58)
Reacções
Daniele Franceschini, treinador da Itália, em declarações à UEFA: "É uma emoção indescritível. Estes rapazes fizeram algo de excepcional. Deram tudo o que tinham. Estávamos um pouco cansados, mas ganhar jogos como este e finais como esta não se resume apenas a detalhes técnicos e tácticas, tem a ver com jogar com o coração, e os rapazes demonstraram que têm isso de sobra."
Edoardo Biondini, capitão da Itália, em declarações à UEFA: "Foi uma experiência incrível. Representar o nosso país é sempre uma honra e também uma grande responsabilidade. Com os meus colegas esta equipa e este grupo, foi fantástico. Estou muito feliz por fazer parte de tudo isto. Posso dizer que somos uma família.”
Sven Vermant, treinador da Bélgica, em declarações à UEFA: "Só posso expressar o quão orgulhoso estou e o quão orgulhosa a federação está da prestação que tivemos – não apenas nesta partida, mas em todo o torneio. Talvez merecêssemos a vitória, mas não conseguimos. Quando se trata de grandes penalidades, o resultado pode ser imprevisível. Por isso, estou muito, muito orgulhoso do que conseguimos, e os jogadores merecem todos os elogios."
Preben Blondeel, defesa da Bélgica, em declarações à UEFA: "Estou muito orgulhoso. Disse-o antes do desempate por grandes penalidades: 'Aconteça o que acontecer, estou orgulhoso do que fizemos.' Com a forma como jogámos hoje e durante todo o torneio fizemos história para a Bélgica, chegando à final."