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Meias-finais do EURO Sub-17 2026: Itália vence Espanha nos penáltis, Bélgica eficaz bate França

A Itália levou a melhor sobre a Espanha num desempate por penáltis no Staadion Lilleküla para se juntar na final à Bélgica, que fez história ao apurar-se com um triunfo sobre a França.

A Itália festeja a passagem à final
A Itália festeja a passagem à final UEFA via Getty Images

A Itália superou a Espanha em Tallinn, depois de a Bélgica ter derrotado a França na meia-final para se apurar pela primeira vez para uma final de um Campeonato da Europa de Sub-17.

A final será jogada no sábado, 7 de Junho, a partir das 18h00 de Portugal continental, no Staadion Lilleküla, também na capital de Estónia.

Itália 1-1 (4-2pen) Espanha

Uma primeira parte intensa ficou marcada principalmente por dois penáltis: um defendido brilhantemente pelo guarda-redes italiano Christian Lupo e o outro convertido com precisão pelo seu colega de equipa, Federico Croci.

A Espanha foi a primeira a beneficiar de uma grande penalidade, com Christian Imga chamado a converter depois de ter ele mesmo ter sido derrubado por Giampaolo Bonifazi aos 28 minutos. Mas o seu remate, apesar de forte, foi defendido por Lupo. A Itália teve depois também a sua grande penalidade, quando Mario Díaz bloqueou um remate com o braço pouco antes do intervalo e Croci fez a bola entrar junto ao canto inferior direito, levando a selecção italiana para o intervalo com uma vantagem de 1-0.

A Espanha esteve, depois, muito perto do golo do empate aos 72 minutos, com Enzo Alves a acertar na barra, antes de fazer mesmo o golo da igualdade, de forma incrível, cinco minutos depois – Ludovico Varali defendeu um primeiro remate de Ebrima Tunkara, mas a bola ressaltou em Mikel Urrestarazu, que havia saltado do banco pouco antes, e entrou.

Com o resultado empatado no final dos 90 minutos, a decisão da partida seguiu para as grandes penalidades e a Itália saiu vitoriosa após duas defesas de Christian Lupo e quatro penáltis convertidos com perfeição.

Estatística-chave: Vencedora em 2024, a Itália vai voltar à final na tentativa de erguer o troféu pela segunda vez na história.

Reacções

Daniele Franceschini, seleccionador de Itália: "Tenho de dar os parabéns aos meus jogadores porque, desde o início desta campanha e do torneio, têm jogado com um espírito de equipa incrível. Dedicaram-se muito. Não vou entrar em pormenores tácticos porque, neste tipo de jogos, tudo se resume à garra."

 Sergio García, seleccionador de Espanha: "Perdemos, mas lutámos até ao fim para conseguir a vitória. Os penáltis podem ser imprevisíveis. Estou orgulhoso da minha equipa, que, na minha opinião, deu tudo de si. Mas acabou por não ser o nosso dia."

Bélgica 2-1 França

A França começou a partida de forma intensa, mas foi a Bélgica a inaugurar o marcador, com Jayden Onia Seke a driblar para a direita e a cortar para a esquerda antes de acertar no canto inferior esquerdo aos 25 minutos de jogo.

A equipa de Sven Vermant levou essa vantagem para a segunda parte, apesar da pressão final da França – Arone Gadou e Yanis Addich obrigaram Mattis Seghers a fazer grandes defesas – e depois ampliou o marcador quando Ilyas Benktib bateu Axel Decrenisse com um bonito chapéu de primeira aos 52 minutos.

Um cruzamento certeiro de Mathis Chambon correspondido da melhor forma por um cabeceamento potente de Arone Gadou deixaram a França a apenas um golo de distância, 12 minutos depois, mas apesar de terem estado perto do empate nos descontos, com Noah Loufoundou a obrigar Seghers a mais uma defesa espectacular.

Estatística-chave:: A Bélgica já tinha chegado às meias-finais em quatro ocasiões anteriores, mas esta é a primeira vez que avança para a final.

Reacções

Sven Vermant, seleccionador da Bélgica: "Muito suor e lágrimas. Lutámos durante 96 minutos. Tentámos jogar o nosso futebol, mas defrontámos um adversário muito bom, por isso foi uma luta até ao fim. Estou muito orgulhoso dos meus jogadores, tanto pelo futebol que apresentaram como pela atitude que demonstraram. Conseguimos chegar a uma final histórica."

José Alcocer, selecionador de França: "Quando se está com pressa e é preciso agir com urgência [nos instantes finais], é sempre difícil. Não há tempo e um guarda-redes ter pela frente um guarda-redes inspirado pode fazer a diferença. Claro que preferia ter ganho, mas acho que temos de aplaudir a Bélgica, que jogou com muita coragem. Estamos desiludidos, mas a Bélgica mereceu a vitória."

Final: Sábado, 7 de Junho

Bélgica - Itália (18h00, Lilleküla Staadion)

Hora de Portugal continental, mais duas horas na Estónia