Boyce: Competições jovens são oportunidade única
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
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Jim Boyce, presidente do Comité de Futebol Jovem e Amador da UEFA, fala do crescimento do EURO Sub-17 e Sub-19 e explica os benefícios do aumento do número de selecções finalistas.
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Eslováquia e Lituânia vão receber as fases finais dos Campeonatos da Europa de Sub-17 e de Sub-19 em 2013, e o presidente do Comité de Futebol Jovem e Amador da UEFA, Jim Boyce, acredita que essas competições serão mais fortes do que nunca.
Boyce, que desempenha também o cargo de vice-presidente da FIFA, é há muito membro do comité e esta é já a sua segunda passagem pela presidência. Encontra-se extremamente satisfeito com as oportunidades que estas competições oferecem tanto aos jogadores como aos países anfitriões; a Lituânia, por exemplo, nunca antes recebeu a fase final de um torneio da UEFA.
"Creio que estas competições se situam bem alto na lista de prioridades da UEFA", realçou Boyce ao UEFA.com. "Como disse antes, oferecem a muitos jovens a possibilidade de jogarem futebol a nível europeu. Nesta tenra idade, os futebolistas têm agora oportunidades que não tinham no passado. E creio que, quando olhamos para o último ano, vemos que cada vez mais pessoas estão a assistir a estas fases finais, que continuam a crescer, ano após ano.
"É extremamente positivo ver a UEFA levar estas competições para países que nunca antes albergaram finais europeias. Sem estas competições jovens, tal seria impossível. A Eslováquia já recebeu, no passado, uma fase final de um Europeu de Sub-21. No próximo ano vai ser palco da fase final do Europeu de Sub-17 e a Lituânia vai acolher a fase final do Europeu de Sub-19. Para além disso, todos os países estarão representados no sorteio".
Malta vai estrear-se como anfitriã ao receber o Europeu de Sub-17 em 2013/14. Na edição seguinte, que terá como palco a Bulgária, o número de selecções presentes na fase final duplicará, passando das actuais oito para 16, num regresso ao sistema que era utilizado até 2002/03.
"A principal razão é que, nos muitos encontros e seminários que a UEFA leva a cabo os treinadores concluíram que, nesta idade, para um melhor desenvolvimento dos jovens jogadores a competição deveria ser alargada a 16 selecções finalistas", explicou Boyce. "It also gives smaller countries the first chance of going to finals."
Nenhuma outra federação conquistou tantas competições jovens como a Federação Espanhola de Futebol, e o domínio evidenciado por Espanha a nível sénior não será, certamente, alheio a esse facto. Jogadores como Iker Casillas, Fernando Torres e Andrés Iniesta conquistaram também provas da UEFA a nível da formação. "Se olharmos para o sistema de formação espanhol, é fantástico ver os jogadores produzidos que estão a dar cartas a nível sénior", destacou Boyce.
"E se pensarmos também na Bélgica, que atravessou um período difícil durante alguns anos, ela está agora a tonar-se novamente numa força do futebol europeu. Tem vindo, desde há alguns anos, a produzir uma equipa baseada em jogadores que passaram com sucesso pelos escalões de Sub-17 e Sub-19. Trata-se de uma prova evidente dos benefícios destas competições".