Jogos com mais golos na história do EURO

A começar por um emocionante jogo com nove tentos, na abertura da edição inaugural da prova, em 1960, o UEFA.com recorda alguns dos encontros com mais golos da história do EURO.

Espanha faz a festa depois de Alfonso Pérez apontar, ao cair do pano, o golo da vitória sobre a Jugoslávia, no UEFA EURO 2000
©Getty Images

O primeiro jogo da história dos Campeonatos da Europa de futebol pode ter tido mais golos do que qualquer outro encontro de fases finais da prova, mas, ainda assim, foram muitas as partidas ao longo da história em que a festa do golo foi uma constante. O UEFA.com recorda algumas dessas ocasiões, que certamente muitos defesas gostariam de esquecer.

1960, meias-finais: França 4-5 Jugoslávia
O jogo inaugural do primeiro Campeonato da Europa de futebol dificilmente encontra, a nível de emoção, paralelo ao longo dos 52 anos que passaram desde então. Depois de um golo para cada lado logo a abrir, a França fez o 2-1 pouco antes do intervalo, mas nada deixava antever aquilo a que se viria a assistir no segundo tempo. A selecção gaulesa conseguiu por duas vezes uma vantagem de dois golos (com Ante Žanetić a marcar pelo meio, aos 55 minutos, para a Jugoslávia) e chegou ao último quarto-de-hora a vencer por 4-2. Porém, três golos em cinco minutos deram, de forma memorável, a volta ao marcador.

1976, meias-finais: Jugoslávia 2-4 República Federal da Alemanha (após prolongamento)
A perder por 2-0 à passagem da meia-hora de jogo, a campeã em título estava encostada às cordas. Contudo, os pupilos de Helmut Schön, campeões do Mundo em 1974, não baixaram os braços e chegaram ao empate a apenas oito minutos dos 90, graças a golos de Heinz Flohe e Dieter Müller, que havia saltado do banco pouco antes. Müller marcou, depois, por mais duas vezes nos últimos seis minutos do prolongamento, selando um "hat-trick" que colocou a RFA na final, frente à Checoslováquia. Nada mau para um ponta-de-lança no jogo de estreia pela selecção do seu país.

1996, fase de grupos: Rússia 3-3 República Checa
Um jogo cheio de reviravoltas no marcador, que quase ditou o adeus dos checos ao EURO '96. A vencer por 2-0 logo aos 20 minutos, a selecção checa viu a sua vantagem desaparecer ainda antes do intervalo e, a cinco minutos do 90, estava a perder. Uma derrota ditava que seria a Itália e não a República Checa a seguir em frente na prova como segunda classificada do Grupo C, mas Vladimír Šmicer salvou os pupilos de Dušan Uhrin a apenas dois minutos do apito final. Uma conclusão de jogo emocionante, que acabaria por ser o ponto de partida para um torneio memorável para os checos.

2000, fase de grupos: Jugoslávia 3-3 Eslovénia
Dizer que tudo parecia estar perdido para a Jugoslávia a meia-hora do fim do encontro é pouco: os jugoslavos tinham pela frente uma tarefa hercúlea. A Eslovénia não só vencia por 3-0, graças a dois golos de Zlatko Zahovič e um de Miran Pavlin, de cabeça, como tinha mais um jogador em campo, após a expulsão de Siniša Mihajlović, à passagem dos 60 minutos. Mas a Jugoslávia não se deu por vencida e chegou ao 3-3, com golos aos 67, 70 e 73 minutos. Um corte de Ivan Dudić sobre a linha de golo nos derradeiros instantes da partida evitou que todo o esforço despendido nessa recuperação fosse por água abaixo.

2000, fase de grupos: Jugoslávia 3-4 Espanha
Espanha parecia derrotada à beira do final deste encontro da última jornada da fase de grupos. A selecção orientada por José Antonio Camacho necessitava de vencer para seguir para os quartos-de-fina, mas, à entrada para o período de descontos, perdia por 3-2 diante de uma Jugoslávia reduzida a dez jogadores. Um livre directo cobrado na perfeição por Gaizka Mendieta restabeleceu a igualdade no marcador, porém os espanhóis ainda necessitavam de mais um golo. Alfonso Pérez acabou por o conseguir, bisando assim na partida. Para a Jugoslávia ficou, ainda assim, a consolação de também ela seguir em frente na prova.

2000, quartos-de-final: Holanda 6-1 Jugoslávia
Este foi um jogo de um só sentido, marcado por uma excelente exibição dos holandeses, e permanece como o único encontro de fases finais de Campeonatos da Europa em que uma selecção conseguiu marcar por seis vezes no mesmo jogo. Três desses golos tiveram a assinatura de Patrick Kluivert, um ponta-de-lança que, no ponto alto da sua carreira, só tinha olhos para a baliza, e outros dois tentos vieram dos pés do sempre imprevisível extremo Marc Overmars. Contudo, não se tratou, de todo, de uma exibição individual de um ou outro jogador. O que mais impressionou foi mesmo a forma como a selecção orientada por Frank Rijkaard anulou por completo uma Jugoslávia que se tinha exibido em excelente plano na fase de grupos.

2004, fase de grupos: Croácia 2-4 Inglaterra
Após ter dado nas vistas com dois golos frente à Suíça no anterior encontro da Inglaterra na prova, este foi o jogo em que Wayne Rooney se afirmou em definitivo como uma das estrelas do futebol europeu. A selecção inglesa, orientada por Sven-Göran Eriksson, viu-se em desvantagem ainda nos primeiros minutos da partida, mas dois golos de Rooney, com um de Paul Scholes pelo meio, lançaram os britânicos na rota da vitória. Ainda houve mais um tento para cada lado nos derradeiros 20 minutos do encontro, mas Rooney havia já feito o suficiente para garantir que, pela primeira vez na sua história, a Inglaterra ultrapassava a fase de grupos de um Campeonato da Europa disputado em solo estrangeiro.

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