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Novo formato da UEFA Women’s Champions League oferece emoção, qualidade e padrões cada vez mais elevados

A reformulada fase de liga com 18 equipas aumentou a competitividade, o número de golos e atraiu mais público, à medida que os principais clubes da Europa avançam rumo à fase a eliminar da UEFA Women’s Champions League de 2025/26.

UEFA Women's Champions League: nova era traz mais benefícios para os adeptos

A primeira época da reformulada fase de liga da UEFA Women’s Champions League, com 18 equipas, representou um grande passo em frente para o futebol feminino de elite.

A substituição dos tradicionais grupos por uma fase de liga resultou em jogos mais equilibrados, com maior importância e encontros de destaque desde o início, elevando tanto o nível competitivo em campo como o envolvimento fora dele.

"O que vimos até agora esta época é exactamente o que esperávamos: dinamismo, imprevisibilidade, reviravoltas, estreantes a deixar a sua marca e confrontos de alto nível entre grandes equipas."

Nadine Kessler, directora do futebol feminino da UEFA

Um ambiente mais dinâmico e competitivo

Ao longo de 54 jogos, o novo formato proporcionou 181 golos e contou com jogadoras de 41 nacionalidades. Cada partida foi importante, uma vez que as classificações e os cenários de qualificação para a fase a eliminar estavam em jogo até ao apito final da Jornada 6.

Com 54% dos jogos a terminarem empatados ou decididos por um só golo, um aumento acentuado em relação aos 27% na mesma fase da época passada, os jogos também se tornaram mais abertos, com 54% dos mesmos a apresentarem golos de ambas as equipas, contra 38% em 2024/25, contribuindo para um total de 181 golos, com uma média de 3,35 por jogo.

Embora a natureza ofensiva da competição se tenha mantido, a qualidade da competição aumentou consideravelmente: a margem média de vitória diminuiu de 2,88 golos para 1,98.

Mesmo marcar o primeiro golo já não é decisivo – o que antes garantia uma taxa de vitórias de 88% resulta agora em apenas 61% de triunfos, evidenciando partidas mais equilibradas, maiores mudanças de ritmo e reviravoltas mais frequentes na fase de grupos.

O Bayern München recuperou de uma desvantagem de 2-0 para vencer o Arsenal por 3-2 na Jornada 3
O Bayern München recuperou de uma desvantagem de 2-0 para vencer o Arsenal por 3-2 na Jornada 3Getty Images

Nadine Kessler, directora do futebol feminino da UEFA, afirmou: "O que vimos até agora esta época é exactamente o que esperávamos: dinamismo, imprevisibilidade, reviravoltas, estreantes a deixar a sua marca e confrontos de alto nível entre grandes equipas.

A UEFA Women’s Champions League está a construir sobre os seus 25 anos de história e a consolidar a sua posição como referência global no futebol feminino de clubes. Orgulhamo-nos de ver adeptos de todo o mundo a abraçar a competição, os seus clubes icónicos e jogadoras em números ainda maiores do que antes."

Os confrontos de alto nível também chegaram cedo, com a fase de liga a proporcionar duas finais anteriores e quatro meias-finais do passado — confrontos que antes estavam reservados principalmente para as fases finais da prova.

"Este novo formato acrescenta mais desafios e uma camada extra de interesse, uma vez que haverá mais encontros entre clubes historicamente vitoriosos e famosos."

Alexia Putellas, capitã do Barcelona

Na Jornada 1 o Lyon, oito vezes campeão, e o Arsenal, actual detentor do título, voltaram a medir forças depois da meia-final da época passada. Embora o Arsenal tenha saído vitorioso desse confronto, desta vez foi a equipa francesa a levar a melhor, conquistando uma vitória expressiva.

Na Jornada 4 Chelsea e Barcelona acrescentaram mais um capítulo à sua rivalidade, reencontrando-se após o embate na meia-final da época passada, com este último confronto a terminar num empate a uma bola.

Alexia Putellas, capitã do Barcelona, afirmou: "O novo formato da UEFA Women's Champions League agrada-me. Penso que se defrontam sempre equipas de topo nesta competição porque precisam de ser excepcionais para se apurarem.

Contudo, penso que este novo formato acrescenta mais desafios e uma camada extra de interesse porque haverá mais encontros entre clubes historicamente vitoriosos e famosos."

Alexia Putellas (à direita) em acção na Jornada 4, no embate entre Barcelona e Chelsea
Alexia Putellas (à direita) em acção na Jornada 4, no embate entre Barcelona e ChelseaGetty Images

Oportunidade e visibilidade para mais clubes

O formato de tabela única também ampliou a experiência ao mais alto nível. Os clubes estreantes e emergentes foram testados directamente em todo o espectro competitivo da competição.

"Não se trata de jogar contra a mesma equipa duas vezes, em casa e fora, mas sim de estar presentes, concentradas e focadas nesse momento, porque sabemos que não vamos voltar a defrontar essa equipa."

Georgia Stanway, média do Bayern München

Os clubes do Pote 4 demonstraram o crescimento que a exposição a jogos contra equipas melhores lhes proporcionou, conquistando uma média de 1,1 pontos por jogo no novo formato, em comparação com 0,6 na época passada, na antiga fase de grupos. Talvez os melhores exemplos do novo sistema, mostrando a competitividade e a imprevisibilidade da fase de grupos, tenham sido os estreantes do OH Leuven, que conquistaram pontos contra equipas já consolidadas, moldando a disputa pela qualificação em toda a tabela e garantindo um lugar no play-off.

O OH Leuven apurou-se para a fase a eliminar na sua estreia na Women's Champions League
O OH Leuven apurou-se para a fase a eliminar na sua estreia na Women's Champions League Belga/AFP via Getty Images

A estrutura garantiu que cada clube tivesse visibilidade e influência — características de um formato concebido para expandir a participação significativa.

Julie Biesmans, média do OH Leuven, assegurou: "Penso que, para equipas como a nossa, o novo formato é realmente interessante, porque jogamos contra adversários diferentes e, na maioria das vezes, quando há uma fase de grupos, sabemos praticamente quem vai terminar em primeiro ou segundo lugar.

Penso que isso nos deu uma maior probabilidade de realmente passar, e foi o que aconteceu, mesmo que não pensássemos nisso, mesmo que não sonhássemos com isso." Mas sim, aconteceu, e é por isso que este formato é realmente bom para nós."

A intensidade nunca diminuiu. Na Jornada 6, sete dos nove jogos ainda contavam para a qualificação, em comparação com apenas três dos oito jogos finais da fase de grupos na época passada — o que realça a tensão constante criada pelo novo sistema.

Georgia Stanway, média do Bayern München, afirmou: "Não se trata de jogar contra a mesma equipa duas vezes, em casa e fora, mas sim de estar presentes e concentradas nesse momento, porque sabemos que não vamos voltar a jogar contra essa equipa. É preciso aproveitar ao máximo os 90 minutos que temos pela frente."

O Chelsea venceu o Wolfsburg na Jornada 6
O Chelsea venceu o Wolfsburg na Jornada 6AFP via Getty Images

Fazer crescer a modalidade para além do terreno de jogo

O sucesso desportivo da fase de grupos foi acompanhado por um impressionante crescimento de audiências. A audiência cumulativa de jogos em directo atingiu os 13,5 milhões de espectadores, um marco que só foi alcançado durante a final da época passada.

Isto equivale a uma média de 2,25 milhões de espectadores por ronda, com 44 parceiros de transmissão a oferecerem cobertura em directo em 207 territórios.

Os adeptos de todo o mundo abraçaram a elevada qualidade da competição, as jogadoras mais relevantes e o desfecho cada vez mais imprevisível.

A caminhada para Oslo

As quatro melhores equipas da fase de liga – Barcelona, OL Lyonnes, Chelsea e Bayern München – já garantiram um lugar nos quartos-de-final, enquanto o play-off a eliminar – a 11/12 e 18/19 de Fevereiro – prometem ainda mais emoção e jogos de alto nível.

O Atlético de Madrid defronta o Manchester United, o Paris FC defronta o Real Madrid, o OH Leuven joga contra o actual campeão Arsenal e o Wolfsburg defronta a Juventus por um lugar nos quartos-de-final.

A época será concluída no Estádio Ullevaal, em Oslo, no dia 23 de Maio de 2026, sendo esta a primeira vez que a capital norueguesa irá receber a final.