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Seis embates memoráveis da Europa League

Publicado: Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2015, 11.10CET
Recordamos seis confrontos míticos, incluindo o triunfo do Porto sobre o Villarreal, o "jogo mais louco" da vida de David Villa e uma recuperação notável do Fulham.
Seis embates memoráveis da Europa League
Fernando Llorente ajudou a afastar o United ©Getty Images
 
 
Publicado: Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2015, 11.10CET

Seis embates memoráveis da Europa League

Recordamos seis confrontos míticos, incluindo o triunfo do Porto sobre o Villarreal, o "jogo mais louco" da vida de David Villa e uma recuperação notável do Fulham.

A UEFA Europa League pode estar apenas na sua sexta temporada de existência, mas ofereceu já uma série de eliminatórias de cortar a respiração, repletas de emoção. Com o arranque dos 16 avos-de-final da edição de 2014/15 agendado para 19 de Fevereiro, o UEFA.com recorda seis embates míticos da prova.

2009/10: Valencia CF 1-1, 4-4 SV Werder Bremen (5-5 no conjunto das duas mãos, Valência apurado graças aos golos fora)
Um empate 1-1 no encontro da primeira mão, no Mestalla, não permitia imaginar o que se iria seguir na segunda mão, na Alemanha. David Villa foi a estrela da noite para o Valência, inaugurando o marcador logo aos três minutos e acabando por assinar um "hat-trick". O Werder Bremen, porém, com o português Hugo Almeida também em destaque, recusava baixar os braços e respondia de imediato sempre que a turma espanhola pensava ter a eliminatória resolvida, lutando até ao derradeiro instante.

"Foi o jogo mais louco que alguma vez disputei", afirmou Villa depois de ver a sua equipa seguir em frente graças aos golos marcados fora, apesar de Claudio Pizarro ter ainda restabelecido a igualdade no encontro para os alemães a seis minutos do fim. "Houve tantas ocasiões de golo que podia ter havido ainda mais golos. Parecia um jogo de crianças, na escola."

2009/10: Fulham FC 1-3, 4-1 Juventus (5-4 no conjunto das duas mãos)
O Fulham parecia destinado a deitar a toalha ao chão após perder por 3-1 em Turim, na primeira mão desta eliminatória. E, quando David Trezeguet colocou os "bianconeri" na frente do marcador em Craven Cottage, logo aos dois minutos da partida da segunda mão, a equipa orientada por Roy Hodgson parecia definitivamente condenada. Bobby Zamora, porém, respondeu pouco depois e a expulsão de Fabio Cannavaro à passagem da meia-hora de jogo ofereceu novo alento aos londrinos, que ainda assim precisavam de mais dois golos sem resposta para, pelo menos, levarem a decisão do embate para o prolongamento.

Zoltán Gera conseguiu o primeiro desses golos pouco antes do intervalo e o segundo pouco depois do reatamento, mas para o golo da vitória na eliminatória era preciso algo de especial; foi o que fez Clint Dempsey ao selar o apuramento do Fulham com um genial chapéu: "Quando recebi a bola fiquei a pensar se devia rematar em força ou tentar colocá-la bola no segundo poste", explicou. "Tentei e fui feliz. Nove em cada dez vezes acho que não teria saído tão bem como saiu."

2009/10: SC Anderlecht 1-3, 4-3 Hamburger SV, oitavos-de-final, 2009/10 (5-6 no conjunto das duas mãos)
Obrigado a lutar até ao limite para afastar o PSV Eindhoven nos 16 avos-de-final, o Hamburgo pensava ter pela frente uma tarefa mais fácil quando golos de Joris Mathijsen, Ruud van Nistelrooy e do capitão David Jarolím valeram uma vitória relativamente confortável, por 3-1, no jogo da primeira mão dos oitavos-de-final. E a formação germânica parecia mesmo caminhar tranquilamente para a ronda seguinte quando Jerome Boateng inaugurou o marcador na segunda mão, em Bruxelas, à passagem do minuto 42. Mas um cabeceamento certeiro de Romelu Lukaku e um penalty convertido com êxito por Matías Suárez, ainda antes do intervalo, relançaram o Anderlecht na discussão da eliminatória.

Marcell Jansen, logo no arranque do segundo tempo, colocou um travão nas esperanças belgas, mas golos de Lucas Biglia e Mbark Boussoufa  colocaram o Anderlecht a apenas um golo do apuramento. Com o Hamburgo à beira do precipício, um tento de Mladen Petrić acabou por selar, definitivamente, a passagem dos germânicos à fase seguinte. "Incrível", afirmou o médio Marcell Jansen ao UEFA.com. "Foi um jogo de loucos."

Antes do surgimento da UEFA Europa League também havia emoção... recorde a final de 2001

2010/11: FC Porto 5-1, 2-3 Villarreal CF (7-4 no conjunto das duas mãos)
 Embalado por uma vitória categórica por 10-3 no conjunto das duas mãos sobre o FC Spartak Moskva, nos quartos-de-final, o Porto praticamente garantiu um lugar na final de Dublin com uma expressiva vitória por 5-1 na primeira mão, em casa, frente ao Villarreal. O "submarino amarelo" até saiu para o intervalo em vantagem no marcador e não estava certamente à espera do que lhe viria a acontecer no segundo tempo, com Radamel Falcao a marcar quatro dos cinco golos dos "dragões", numa segunda parte de luxo.

"A minha função é marcar golos, para aliviar a pressão da equipa e tornar os jogos mais fáceis", afirmou Falcao após o encontro da segunda mão, no . "É isso que preciso de continuar a fazer." E foi o que fez.

2011/12: Athletic Club 3-2, 2-1 Manchester United FC (5-3 no conjunto das duas mãos)
Esta edição da prova estava, para muitos, destinada a ser conquistada por um United que, apenas pela terceira vez na sua história, não havia conseguido ultrapassar a fase de grupos da UEFA Champions League. De facto, a formação inglesa afastou sem problemas o AFC Ajax nos 16 avos-de-final, mas os pupilos de Alex Ferguson não esperavam certamente encontrar um adversário tão inspirado na ronda seguinte. Wayne Rooney marcou por duas vezes em Old Trafford, pelo meio o Athletic fez três golos, registando assim o seu primeiro triunfo em solo inglês.

Llorente – com um espectacular remate de primeira – e De Marcos marcaram depois também na partida a da segunda mão, em mais uma excelente exibição da formação de Bilbau, de nada valendo ao United mais um golo de Rooney. "Jogámos de forma fantástica nas duas mãos", concluiu De Marcos. "Desfrutámos ao máximo dos encontros, com todos nós a jogarmos bem e a entendermo-nos na perfeição dentro de campo; foi essa a chave."

Sevilla's greatest goals

2013/14: Sevilla FC 2-0, 1-3 Valencia CF (3-3 no conjunto das duas mãos)
O Sevilha ergueu o troféu pela terceira vez em 2014, mas é fácil esquecer  o quanto estiveram perto de ser eliminados nas meias-finais. À passagem do quarto minuto do período de descontos da segunda parte do encontro da segunda mão era o Valência que parecia destinado a medir forças com o SL Benfica na final de Turim, após uma notável recuperação. Stéphane Mbia, porém, tinha outras ideias e, com um firme cabeceamento no seguimento de um lance confuso na área adversária acabou por dar o apuramento à turma da Andaluzia. "Não há palavras para descrever o que se passou esta noite", admitiu Ivan Rakitić, resumindo assim na perfeição tudo o que havia sucedido.

Ainda assim, o cenário talvez fosse expectável, dada a propensão para o drama que ambas as equipas tinham já demonstrado. O Sevilha necessitou de recorrer ao desempate por penaties para ultrapassar o rival Real Betis Balompié nos oitavos-de-final, enquanto o Valência tinha, nos quartos-de-final, dado a volta a uma derrota por 3-0 na primeira mão, diante do FC Basel 1893. A vitória caseira por 2-0 do Sevilha não dava, pois, muitas garantias e, efectivamente, dissipou-se no espaço de 26 minutos. Um golo de Jéremy Mathieu a meio da segunda parte parecia ir fazer a diferença para o Valência, até Mbia marcar, nos descontos.

Última actualização: 18-02-15 22.34CET

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