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Seis embates memoráveis da Europa League

Publicado: Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013, 11.10CET
O UEFA.com recorda alguns jogos míticos da Europa League, entre os quais o categórico triunfo do Porto sobre o Villarreal e a notável recuperação do Fulham frente à Juventus.
Seis embates memoráveis da Europa League
Falcao arrasou o Villarreal com um "poker" ©Getty Images
 
 
Publicado: Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013, 11.10CET

Seis embates memoráveis da Europa League

O UEFA.com recorda alguns jogos míticos da Europa League, entre os quais o categórico triunfo do Porto sobre o Villarreal e a notável recuperação do Fulham frente à Juventus.

A UEFA Europa League pode ainda estar apenas na sua quarta temporada de existência, mas ofereceu já uma série de eliminatórias de cortar a respiração, repletas de emoção. Com os 16 avos-de-final da edição de 2012/13, agendados para 14 e 21 de Fevereiro, a aproximarem-se, o UEFA.com recorda seis embates míticos da prova.

SV Werder Bremen 5-5 Valencia CF (Valência segue em frente graças aos golos marcados fora), oitavos-de-final, 2009/10
Um empate 1-1 no encontro da primeira mão, no Mestalla, não permitia imaginar o que se iria seguir na segunda mão, na Alemanha. Juan Mata tinha restabelecido a igualdade para o Valência no primeiro jogo, já depois de Éver Banega ter recebido ordem de expulsão, mas em Bremen foi David Villa quem mais brilhou. O avançado internacional espanhol colocou a equipa orientada por Unai Emery na frente do marcador logo aos três minutos, no Weserstadion, antes de Mata ampliar a vantagem, minutos mais tarde.

O português Hugo Almeida reacendeu a esperança do Bremen, mas novo golo de Villa parecia decidir, em definitivo, a eliminatória. Porém, Torsten Frings e Marko Marin, no espaço de poucos minutos, relançaram a discussão do apuramento e o Valência teve de suar até ao momento em que Villa completou o seu "hat-trick". Claudio Pizarro ainda marcou para os anfitriões, a seis minutos do apito final, um golo que, contudo, foi insuficiente para evitar que a turma espanhola seguisse em frente.

"Foi o jogo mais louco que alguma vez disputei", afirmou Villa. "Houve tantas ocasiões de golo que podia ter havido ainda mais golos. Parecia um jogo de crianças, na escola."

Fulham FC 5-4 Juventus, oitavos-de-final, 2009/10
O Fulham parecia destinado a deitar a toalha ao chão após perder por 3-1 em Turim, na primeira mão desta eliminatória. E, quando David Trezeguet colocou os "bianconeri" na frente do marcador em Craven Cottage, logo aos dois minutos da partida da segunda mão, a equipa orientada por Roy Hodgson parecia definitivamente condenada. Bobby Zamora, porém, respondeu pouco depois e a expulsão de Fabio Cannavaro à passagem da meia-hora de jogo ofereceu novo alento aos londrinos, que ainda assim precisavam de mais dois golos sem resposta para, pelo menos, levarem a decisão do embate para o prolongamento.

Zoltán Gera conseguiu o primeiro desses golos pouco antes do intervalo e o segundo pouco depois do reatamento, mas a partir daí a Juve mostrou-se um osso bem duro de roer. Era preciso algo de especial para o Fulham seguir em frente e um lance de génio de Clint Dempsey, a oito minutos do apito final, acabou por selar o apuramento, evitando o prolongamento.

"Quando recebi a bola fiquei a pensar se devia rematar ou tentar colocá-la bola no segundo poste, mas acabou por me passar pela cabeça fazer o chapéu", explicou Dempsey. "Tentei e fui feliz. Nove em cada dez vezes acho que não teria saído tão bem como saiu."

RSC Anderlecht 5-6 Hamburger SV, oitavos-de-final, 2009/10
Obrigado a lutar até ao limite para afastar o PSV Eindhoven nos 16 avos-de-final, o Hamburgo pensava ter pela frente uma tarefa mais fácil quando golos de Joris Mathijsen, Ruud van Nistelrooy e do capitão David Jarolím valeram uma vitória relativamente confortável, por 3-1, no jogo da primeira mão. E a formação germânica parecia mesmo caminhar tranquilamente para os quartos-de-final quando Jerome Boateng inaugurou o marcador na segunda mão, em Bruxelas, à passagem do minuto 42. Mas um cabeceamento certeiro de Romelu Lukaku e um penalty convertido com êxito por Matías Suárez, ainda antes do intervalo, relançaram o Anderlecht na discussão da eliminatória.

Embora uma grande penalidade convertida por Marcell Jansen logo no arranque do segundo tempo ter colocado um travão nas esperanças belgas, golos de Lucas Biglia e Mbark Boussoufa ainda colocaram o Anderlecht a apenas um golo do apuramento. Com o Hamburgo à beira do precipício, um tento de Mladen Petrić acabou por acalmar os nervos da turma germânica e selar, definitivamente, a passagem à fase seguinte da prova.

"Incrível", afirmou o médio Marcell Jansen ao UEFA.com. "Foi um jogo de loucos. Estamos, ainda assim, muito felizes por seguir em frente. Isso foi o mais importante. Mas não devíamos ter sofrido tantos golos."

Villarreal CF 4-7 FC Porto, meias-finais, 2010/11
Embalado por uma vitória categórica por 10-3 no conjunto das duas mãos sobre o FC Spartak Moskva, nos quartos-de-final, o Porto praticamente garantiu um lugar na final de Dublin com uma expressiva vitória por 5-1 na primeira mão, em casa, frente ao Villarreal. O "submarino amarelo" até saiu para o intervalo em vantagem no marcador e não estava certamente à espera do que lhe viria a acontecer no segundo tempo, com Falcao a marcar quatro dos cinco golos dos "dragões", numa segunda parte de luxo.

A formação orientada por Juan Carlos Garrido lutou bravamente no El Madrigal, na partida da segunda mão, mas viu-se a perder por 2-1 ao fim de 48 minutos, apesar de uma vez mais ter estado em vantagem no marcador, desta feita graças a um golo de Cani. A desvantagem de 7-2 no total não esmoreceu a equipa espanhola, que com golos de Joan Capdevila e Giuseppe Rossi, já ao cair do pano, ainda conseguiu chegar à vitória no encontro e colocar um resultado mais respeitável no marcador do conjunto das duas mãos."

"A minha função é marcar golos, para aliviar a pressão da equipa e tornar os jogos mais fáceis", afirmou Falcao após o encontro da segunda mão. "É isso que preciso de continuar a fazer." E foi o que fez.

Athletic Club 5-3 Manchester United FC, oitavos-de-final, 2011/12
Esta edição da prova estava, para muitos especialistas, destinada a ser conquistada por um United que, apenas pela terceira vez na sua história, não havia conseguido ultrapassar a fase de grupos da UEFA Champions League. De facto, a formação inglesa não teve problemas em afastar o AFC Ajax nos 16 avos-de-final, mas os pupilos de Alex Ferguson não esperavam certamente encontrar depois pela frente um adversário tão inspirado.

Wayne Rooney colocou o United na frente do marcador em Old Trafford e ainda bisou na partida, na transformação de um penalty, perto do apito final, mas pelo meio o Athletic marcou por três vezes, por intermédio de Fernando Llorente, Óscar de Marcos e Iker Muniain, registando assim o seu primeiro triunfo em solo inglês. Llorente – com um espectacular remate de primeira – e De Marcos voltariam a marcar na partida da segunda mão, em mais uma excelente exibição da formação de Bilbau, de nada valendo ao United mais um golo de Rooney, perto do fim, que serviu apenas de mera consolação.

"Jogámos de forma fantástica nas duas mãos e estivemos imparáveis desde o apito inicial nos dois encontros, tal como os nossos adeptos", concluiu De Marcos. "Desfrutámos ao máximo dos encontros, com todos nós a jogarmos bem e a entendermo-nos na perfeição dentro de campo; foi essa a chave para a vitória."

FC Schalke 04  4-2 FC Viktoria Plzeň (após prolongamento), 16 avos-de-final, 2011/12
O Plzeň parecia caminhar para um resultado positivo na primeira mão, mas o instinto goleador de Klaas-Jan Huntelaar, a 15 minutos do apito final, permitiu ao Schalke seguir em vantagem para a partida da segunda mão, graças ao empate 1-1 obtido fora de portas. O avançado holandês voltou, depois, a marcar logo aos oito minutos do segundo jogo, em Gelsenkirchen e a expulsão de Marek Bakoš, aos 60 minutos, deixou o Plzeň ainda mais encostado à parede.

Os campeões checos, contudo, não desistiram e levaram mesmo a decisão da eliminatória para o prolongamento graças a um golo de František Rajtoral, a dois minutos dos 90. Porém, nos 30 minutos extra, a turma orientada por Huub Stevens não teve contemplações e, com mais dois golos de Huntelaar, garantiu o triunfo.

"Não queríamos deixar a decisão seguir para os penalties, porque estávamos mais fortes no prolongamento", referiu Huntelaar. "Queríamos decidir as coisas logo aí e, felizmente, conseguimos fazê-lo."

Última actualização: 30-01-13 13.18CET

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