Futebol, massa e croché: Klara Bühl, avançada do Bayern, fala à Queenzine, a nova revista da UEFA Women's Champions League
quarta-feira, 12 de março de 2025
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"O mais importante é seres tu mesma", afirma a avançada do Bayern e da selecção da Alemanha à Queenzine, a nova revista da UEFA Women's Champions League.
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Num elegante hotel situado no centro de Munique, a avançada do Bayern e da selecção da Alemanha, Klara Bühl, posou confiante para a câmara enquanto era entrevistada para a Queenzine, a nova revista da UEFA Women's Champions League.
Tendo iniciado a sua carreira no Freiburg, Bühl transferiu-se para o Bayern em 2020 e, desde então, conquistou três títulos da Bundesliga e tem jogado regularmente na Women's Champions League. Finalista vencida do UEFA Women's EURO com a Alemanha em 2022, a sua mascote da equipa, feita em crochet, tornou-se numa das estrelas fora do campo do Campeonato do Mundo Feminino de 2023.
Feliz, descontraída e confiante, a jovem de 24 anos está a aproveitar a vida na capital da Baviera, brincando que, se a cidade de Munique tivesse um perfil de namoro, "eu namoraria com ela".
Numa entrevista à Queenzine, Bühl falou sobre os desafios de se tornar uma celebridade ainda na adolescência, o que faz fora dos relvados e quem convidaria para o jantar dos seus sonhos.
O começo no futebol
Foi o meu irmão que me fez apaixonar por isto! Costumávamos jogar durante horas, e as emoções que este desporto proporciona cativaram-me completamente. Títulos, golos, grandes momentos colectivos – é isso que o futebol é para mim. Havia um campo de terra sem redes mesmo em frente à nossa casa. Cada golo significava correr 20 metros para ir buscar a bola. Sinto que passei metade da minha infância ali.
O meu irmão [foi o meu modelo no futebol]. Ele experimentava tudo, e eu imitava-o sempre. O que teria feito se não tivesse jogado futebol profissionalmente? Ténis! Ou teria-me tornado professora do ensino básico. Adoro trabalhar com crianças. Como foi a minha estreia na Champions League com o Bayern em 2020? Pele de galinha pura. O hino, a entrada em campo – foi algo de outro nível. Eu sabia: 'É aqui que quero estar.'
Crescer aos olhos de todos
No início, senti que tinha de fingir; câmaras, meios de comunicação… Primeiro, tive de aprender a conhecer-me a mim própria. Mas, com o tempo, percebi que o mais importante é manter-mo-nos fiéis a nós próprios.
Como foi estrear-me na Bundesliga ainda adolescente? É uma fase da vida em que começamos a conhecer-nos a nós próprias. Mas, de repente, estás no meio deste dia-a-dia profissional, com grandes jogos, desafios e expectativas. Tive de aprender a lidar com os sucessos e os fracassos, mantendo sempre os meus valores.
A vida em Munique
Munique é como Friburgo, mas maior. Super autêntica, com sítios agradáveis por todo o lado – Gärtnerplatz, Isar ou simplesmente os pequenos cafés. E adoro mesmo toda a vegetação! Quais são os melhores sítios para visitar? Para um passeio: Gärtnerplatz, o bairro italiano. E se puder ir um pouco mais longe – Eibsee, perto do Zugspitze. O meu lugar favorito para relaxar? O Nine Fine Roastery. É da Jovana Damnjanović, uma jogadora do Bayern. O café é incrível!
Relaxar fora dos relvados
Estou sempre a experimentar coisas novas – crochet, cozinhar, projectos de bricolage. Preciso de algo que me permita ser criativa. Se tenho um ritual antes dos jogos? Sempre pensei que não tinha nenhum – mas tenho! Faço massa caseira com trufas. Dois dias antes, porque os hidratos de carbono são importantes. Os convidados dos meus sonhos para um jantar? O Tim Bradford do The Rookie, o Roger Federer – uma lenda absoluta – e a Taylor Swift. Não sou uma fã incondicional da Swift, mas gosto da música dela.
"O Tim Bradford do The Rookie, o Roger Federer – uma lenda absoluta – e a Taylor Swift. Não sou uma fã incondicional da Swift, mas gosto da música dela."
Aprendi sozinha [a fazer crochet] no Natal – comecei por quadrados simples e depois passei para as figuras. Agora tenho toda uma colecção de lã e agulhas. E a minha famosa mascote de crochet, o coala, para o Mundial? Aquilo foi uma ideia espontânea. Só queria ver se conseguia criar uma figura sozinha. Nunca pensei que fosse ter tanto sucesso! Repeti a experiência para os Jogos Olímpicos – talvez agora se torne uma tradição. Ainda não fiz um mascote do Bayern em crochet, mas talvez um dia....
A visão da vida
Não é preciso encarar isto com medo nem pensar que se pode cometer muitos erros. Acho que o mais importante é seres simplesmente tu mesma.
As pessoas acham que tenho sempre energia e que estou em todo o lado ao mesmo tempo. Mas também preciso das minhas duas horas só para mim. Apenas um pouco de paz e sossego, para desligar e respirar fundo.