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Emoções ao rubro em Heerenveen

"O momento de maior orgulho" da carreira do seleccionador inglês, Stuart Pearce, fez "muito mal ao coração" do técnico anfitrião, Foppe de Haan, durante uma épica meia-final entre as respectivas equipas.

O seleccionador de Inglaterra, Stuart Pearce, afirmou que este foi, “provavemente, o momento de maior orgulho da minha carreira”, após a sua equipa ter sido eliminada pela Holanda nas meias-finais do Campeonato da Europa de Sub-21 de 2007, num desempate por pontapés da marca de grande penalidade que constitui um novo recorde em provas organizadas pela UEFA. A Inglaterra liderou o marcador durante quase uma hora, através de um tento de Leroy Lita quando estavam decorridos 39 minutos, mas um pontapé de bicicleta de Maceo Rigters no derradeiro minuto levou o jogo para o prolongamento. Mas o drama estava longe de ter acabado. Com as substituições inglesas esgotadas, Nedum Onuoha teve de abandonar o relvado por lesão, ao passo que Steven Taylor coxeou durante todo o prolongamento, antes de se avançar para a decisão a partir da marca de grande penalidade, onde somente após a 32ª transformação se conheceu o vencedor. A Holanda viria a vencer por 13-12, tendo o seleccionador "laranja", Foppe de Haan, confessado que se tratou de um triunfo “impróprio para cardíacos”.

Stuart Pearce, seleccionador de Inglaterra
Os jogadores estão de rastos. Eles deram tudo, tanto emocionalmente como no aspecto físico e foi uma fantástica tarde de futebol. É, provavelmente, o momento do qual mais me orgulho na minha carreira. Neste momento, tudo o que quero é um bom "cappuccino" e abraçar alguns dos jogadores nos balneários. Temos de dar os parabéns aos holandeses, pois também deram tudo hoje. No entanto, estávamos preparados para as grandes penalidades. Estudámos os jogadores, vendo para que lado estes rematariam através de dados estatísticos. Os desempates nos quais participei apenas haviam chegado aos cinco/seis por equipa, pelo que estamos no caminho certo. Mérito ao guarda-redes deles, que defendeu uns quantos, mais um do que o nosso. Demos boa conta de nós próprios e estou muito orgulhoso de todos. Os jogadores mais jovens só têm a ganhar com provas destas. Temos um núcleo de nove/dez jogadores que podem representar os Sub-21 na próxima fase final, dentro de dois anos.

Foppe de Haan, seleccionador da Holanda
Um jogo inesquecível. Na primeira parte, não estivemos bem. Não houve cadência de jogo. Tínhamos sempre um jogador a mais no meio-campo e eles é que marcaram. Foi muito mal defendido e depois tivemos de correr atrás do prejuízo. E conseguimo-lo. Ficámos radiantes no último minuto, quando Donk cabeceou para o golo do Maceo, apesar de não termos estado bem no prolongamento. Treinámos bastante a marcação de grande penalidades após uma má experiência com os Sub-20, frente à Nigéria. Esta é a nossa segunda final. Se me dissessem que chegaríamos até aqui antes da fase final, ficaria muito satisfeito. Antes do jogo, falámos de tudo, pelo que os jogadores sabiam o que fazer quando chegou a altura das grandes penalidades. Royston Drenthe falhou a sua primeira tentativa, mas fora um bom remate e, depois, converteu na segunda ocasião. No entanto, ir a penalties é desgastante. Há muita tensão e temos sempre de pensar de forma positiva. Faz mal ao coração. Foi um verdadeiro esforço colectivo. Jogámos melhor no ano passado, pelo que teremos de trabalhar ainda mais para vencermos.