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A nova geração de ouro

Com a "geração de ouro" incapaz de vencer um grande troféu a nível sénior, a selecção portuguesa de Sub-21 vai procurar dar o exemplo esta quarta-feira, frente à Suíça.

Apesar do seu rico historial nos escalões de formação, onde conquistou vários títulos europeus e mundiais, Portugal ainda não conseguiu alcançar semelhante patamar a nível sénior e nos Sub-21. É para fazer face a este facto que a talentosa geração de jogadores Sub-21 vai tentar levar a melhor sobre a Suíça na segunda mão do "play-off", para chegar à fase final do Europeu da categoria.

Década gloriosa
O poderio nacional nas camadas jovens começou a surgir em finais dos anos 80, como resultado de um trabalho de base lançado por Carlos Queiroz e Nelo Vingada, treinador-adjunto do Manchester United FC e técnico principal da Académica, respectivamente. Sob a sua direcção, todo o departamento do futebol jovem da Federação Portuguesa de Futebol foi reestruturado, sendo que na década seguinte o país tornou-se uma das potências da modalidade. Foi a altura da "geração de ouro", liderada por Luís Figo, Rui Costa e Fernando Couto, que deu ao país dois Campeonatos do Mundo de Sub-20, em 1989 e 1991, quatro títulos europeus de Sub-16, dois de Sub-18 e um de Sub-17, em 2003.

"Geração de Ouro"
Tudo começou em 1988, quando os Sub-18 chegaram à final do Europeu, tendo perdido por 3-1 frente à União Soviética. Essa equipa era a base da que venceu, um ano depois, o Mundial de Juniores, na Arábia Saudita. Com estrelas do futuro como João Pinto e Paulo Sousa a aparecerem ao mais alto nível, Portugal conquistou, de forma algo inesperada, o seu primeiro grande título que marcou, também, o nascimento da "geração de ouro". Em 1991, com João Pinto e Fernando Brassard ainda na equipa, bem como Figo e Rui Costa a despontarem, Portugal organizou a edição seguinte da competição e ganhou-a de novo, desta vez batendo o Brasil, perante mais de 120 mil adeptos, no Estádio da Luz.

Desejos por concretizar
Estes triunfos colocaram a selecção no estrelato a nível interno e no estrangeiro. Com estes nomes, somados a outros que começaram a brilhar em várias Ligas europeias, uma nova mentalidade instalou-se na selecção. O melhor nível de jogo aumentou as expectativas e tanto a imprensa como os adeptos começaram a exigir triunfos no principal escalão. Até agora, tais desejos nunca se concretizaram.

Desilusões
Apesar do seu elevado potencial, Portugal não conseguiu o acesso ao Mundial de 1994, tendo chegado à fase final do EURO'96™, onde caiu perante a República Checa, nos quartos-de-final. Depois de falhado o apuramento para o Mundial seguinte, em 1998, Portugal conseguiu, por fim, mostrar a sua elevada capacidade no UEFA EURO 2000™, onde apenas foi afastado pela França, nas meias-finais. O regresso aos Campeonatos do Mundo aconteceu em 2002, onde a desilusão foi grande face às expectativas criadas, pois a selecção não passou da fase de grupos. Mas o pior estava para vir, no UEFA EURO 2004™. Jogando em casa, Portugal tinha tudo para conseguir o ambicionado troféu e chegou mesmo à final, afastando, sucessivamente, Espanha, Inglaterra e Holanda. Contudo, a formação de Luiz Felipe Scolari perdeu frente à Grécia. Uma vez mais, Portugal falhou quando se esperava um grande êxito da selecção.

A geração de Ronaldo
Contudo, desde o início dos anos 90, a qualidade da selecção portuguesa tem crescido de forma sustentada e com o abandono dos restantes membros da "geração de ouro" - Figo é o único representante - outra geração, não menos talentosa, parece surgir, com destaque para o extremo do Manchester United FC, Cristiano Ronaldo. A equipa principal chegou ao Mundial de 2006. Na quarta-feira, a equipa de Sub-21 poderá chegar à fase final caso consiga bater a Suíça no Porto, depois do 1-1 registado em Zurique.