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Resumo das meias-finais da Futsal Champions League: Cartagena 3-3a.p. Sporting CP (5-6 pens), Palma 6-6a.p. Étoile Lavalloise (5-4 pens)

O Sporting recuperou de uma desvantagem de dois golos e venceu o Cartagena nas grandes penalidades, antes de o actual campeão Palma recuperar de um resultado de 6-1 e derrotar o Étoile.

Os jogadores do Sporting festejam o triunfo
Os jogadores do Sporting festejam o triunfo UEFA via Getty Images

Duas incríveis meias-finais da UEFA Futsal Champions League na Pesaro Futsal Arena foram decididas nas grandes penalidades, com o Sporting CP a superar uma desvantagem de dois golos antes de acabar com as esperanças do Cartagena Costa Cálida e, depois, com os actuais campeões, Îles Balears Palma a chegarem à quarta final consecutiva apesar de terem estado a perder por 6-1 com o Étoile Lavalloise.

O Sporting, na sua oitava final, um recorde, e o Palma – que chegou a uma quarta final consecutiva, um feito inédito – defrontam-se agora no domingo, tal como em 2023, quando a equipa espanhola, então a jogar em casa, venceu nos penáltis e conquistou o primeiro dos seus três títulos consecutivos.

Calendário da fase final

Sexta-feira, 8 de Maio:

Meias-finais
Cartagena Costa Cálida 3-3 Sporting CP (a.p., Sporting vence 6-5 nos penáltis)
lles Balears Palma 6-6 Etoile Lavalloise (a.p., Palma vence 5-4 nos penáltis)

Domingo, 10 de Maio:

Jogo do 3º lugar
Cartagena Costa Cálida - Etoile Lavalloise (14h00)
Final
Sporting CP - lles Balears Palma (17h00)

Horas de Portugal continental

Venda de bilhetes

Cartagena Costa Cálida 3-3 Sporting CP (a.p., Sporting vence 6-5 nos penáltis)

Resumo da Futsal Champions League: Cartagena Costa Cálida 3-3 Sporting CP (pen 5-6)

O Sporting, sem poder contar com os lesionados de longa data Taynan e Henrique Rafagnin, além de Allan Guilherme, contou com Zicky e Vinícius Rocha recuperados de lesões que os apoquentaram ao longo da época e entrou forte no jogo. Wesley França recuperou a posse de bola e testou Chemi nos primeiros segundos, antes de Zicky também ficar perto de marcar, de calcanha. Chemi continuou a ser testado, com o Sporting a pressionar muito.

Mas o Cartagena, sem Lucas Farias, suspenso, e Renato Lopes, lesionado, resistiu a essa pressão e abriu o marcador aos 12 minutos, quando Waltinho, antigo jogador do Sporting, tabelou com Tomaz Braga antes de rematar para a baliza, sem hipóteses para Bernardo Paçó (Waltinho já tinha marcado ao Sporting no ano passado, quando o Cartagena bateu os leões no jogo de atribuição do terceiro lugar, nas grandes penalidades).

E ao intervalo a vantagem da turma espanhola era de 2-0, com Gon Castejón a cruzar para Francisco Cortés encostar para o segundo golo.

Com uma vantagem de 18-5 em remates ao intervalo, o Sporting precisava de reagir para evitar a terceira derrota consecutiva em meias-finais frente a uma equipa espanhola. Logo no primeiro minuto da segunda parte, o guarda-redes Bernardo Paçó avançou pela direita por duas vezes e testou Chemi por duas vezes. O Sporting entrou bem e reduziu mesmo, com Zicky a finalizar com categoria um passe diagonal de Diogo Santos.

Chemi lesionou-se no lance do golo de Zicky e não voltou ao jogo, dando lugar a Chispi, que minutos mais tarde foi batido por um remate forte de Felipe Valério à entrada da área. A pressão do Sporting continuou e Zicky quase marcou após um drible desconcertante, e o melhor marcador da prova, Bruno Pinto, acertou na barra.

O Cartagena conseguiu aguentar e levar o jogo para prolongamento, mas viu-se a perder quando Tomás Paçó marcou no seguimento de um canto cobrado por Felipe Valério. Só que apenas 48 segundos depois Gon Castejón voltou a empatar a partida após uma bela jogada colectiva do Cartagena, sem hipóteses para a defesa do Sporting.

O Sporting voltou a pressionar, mas a decisão foi mesmo para os penáltis. Ambas as equipas converteram as suas primeiras cinco primeiras grandes penalidades, mas à sexta Bernardo Paçó defendeu o remate de Muhammad Osamanmusa e Felipe Valério converteu o penálti seguinte, garantindo a vaga do Sporting na sua oitava final.

Estatística: O Sporting igualou o recorde do Inter FS de oito finais, tendo vencido um desempate por grandes penalidades numa competição da UEFA pela primeira vez, à quarta tentativa.

Duda, treinador do Cartagena: "Tentámos tudo e estivemos mais uma vez muito perto da final, mas acabámos por não ter sorte nos penáltis. Acredito que fizemos um bom jogo, apesar de todos os problemas de lesões que nos afectaram esta época.

Enfrentámos um adversário muito forte que nos deu muito trabalho durante todo o jogo, mas lutámos até ao fim e estou muito orgulhoso dos meus jogadores. Agora precisamos de descansar e tentar preparar-nos para o jogo de domingo, principalmente porque queremos pelo menos igualar a medalha que conquistámos no ano passado."

Mellado, jogador do Cartagena: "Penso que fizemos um jogo muito competitivo, que acabou por ser decidido por um pequeno pormenor, neste caso, o desempate por grandes penalidades. Foi um jogo de muitas alternâncias, com bastante contacto físico, em que ambas as equipas competiram e deram um bom espectáculo. Tivemos hipóteses de vencer, mas acabou por ir a penáltis e eles venceram desta vez, tal como nós ganhámos no ano passado na luta pelo terceiro lugar."

Nuno Dias, treinador do Sporting: "Fizemos uma exibição brilhante e estamos na final merecidamente, mas não acho que devêssemos ter ido para o prolongamento e para os penáltis, tal foi a nossa superioridade. Analisei as estatísticas e é incrível o que fizemos contra os bicampeões espanhóis.

Pressionámos desde o apito inicial e limitámos os nossos adversários a muito pouco durante toda a partida. Não podia estar mais orgulhoso dos meus jogadores, mas este triunfo tem um preço: a fadiga inerente ao fantástico jogo que fizemos. Agora precisamos de descansar bem para a final e o mais importante não é quem vamos defrontar, mas sim que o Sporting está em mais uma final."

Zicky, jogador do Sporting, em declarações à UEFA: "Foi um jogo muito competitivo de ambas as equipas e sabíamos que o Cartagena tinha muita qualidade, mas penso que fomos muito superiores hoje. Não é fácil recuperar de uma desvantagem de dois golos numa meia-final da Champions League contra um adversário como o Cartagena, mas a nossa equipa nunca vacila nos momentos decisivos e isso voltou a acontecer hoje.

Somos como uma família e hoje só não conseguimos resolver a partida mais cedo porque perdemos muitas oportunidades. Isso é algo que temos de corrigir no futuro, começando pela final. Temos grandes jogadores e uma ambição ainda maior. Treinamos e jogamos sempre para vencer. Está no nosso ADN. Vamos com todas as nossas forças para tentar sair vitoriosos da final."

lles Balears Palma 6-6 Étoile Lavalloise (a.p., Palma vence 5-4 nos penáltis)

Resumo da Futsal Champions League: Palma 6-6 Étoile Lavalloise (5-4 nos penáltis)

O Palma viu a sua invencibilidade recorde de 30 jogos na prova interrompida na segunda mão dos quartos-de-final, frente ao Riga, e diante de um Étoile que foi apenas a segunda equipa francesa a chegar às meias-finais, cedo se viu a perder.

O Étoile marcou por duas vezes no minuto seis, assumindo o controlo da partida. Marcaram Ouassini Guirio e Nelson Lutin. A passe de Lucão, Charuto reduziu para o Palma, mas quem pensava que os tricampeões em título iam partir para a reviravolta enganou-se. O Étoile continuou a pressionar e Bilal Bakkali marcou de livre, antes de Guirio bisar na paratida e elevar para 4-1.

Guirio completou o seu hat-trick ao intercetar um passe do guarda-redes do Palma, Dennis Cavalcanti, e fazer rolar a bola para a baliza deserta, fazendo o 5-1, e Mouhoudine, que antes já tinha enviado uma bola à barra, marcou mesmo logo de seguida, finalizando com precisão mais um contra-ataque e colocando o resultado em 6-1.

No entanto, ainda antes do intervalo, Fabinho, herói do Palma com quatro golos na final de 2025, reduziu o marcador com um remate rasteiro.

Os jogadores do Palma celebram o triunfo
Os jogadores do Palma celebram o triunfoUEFA via Getty Images

 E o Palma reduziu a desvantagem para três golos 35 segundos após o intervalo, com Fabinho a lançar a bola para Lucas Machado e este a empurrá-la para o fundo das redes. Deivão reduziu ainda mais a diferença para os actuais campeões com uma finalização precisa após um rápido contra-ataque, e Fabinho marcou o seu segundo golo no jogo, cortando para dentro a partir da esquerda e par finalizar com um remate cruzado. O Palma tinha agora oito minutos para chegar ao empate e conseguiu-o quatro minutos depois, com Fabinho a completar o seu hat-trick de grande penalidade.

Após 12 golos em 40 minutos, o prolongamento não ofereceu nenhum. Os três guarda-redes do Palma revezaram-se na baliza durante o desempate por penáltis e Luan Müller defendeu a cobrança de Guirio, antes de converter o Palma converter o seu quinto penálti e garantir o triunfo.

Estatística: Houve um total de 97 remates no jogo, 57 dos quais desferidos pelo Palma (que direccionou 24 remates no alvo, contra 15 do Étoile).

Antonio Vadillo, treinador do Palma: "Na primeira parte, o Étoile dominou-nos por completo. Foram muito superiores. Destruíram-nos nos contra-ataques. Tiveram sempre vantagem numérica e de espaço. Parecia um jogo de rapazes contra adultos. Tenho de dar os parabéns ao Étoile, porque há muito tempo que não levávamos uma lição como a da primeira parte.

Penso que um ponto muito importante é que fizemos o 6-2 antes do intervalo e, no início da segunda parte, fizemos o 6-3. Depois disso, alterámos o guião. Fizemos uma segunda parte completamente diferente, com muito mais intensidade e agressividade, também conscientes de que eles iriam acusar fadiga e conseguimos virar o marcador."

Lucão, jogador do Palma: "É inacreditável. Foi muito difícil. Sabíamos disso ao intervalo. Sabíamos que seria muito difícil, mas não podíamos deixar de acreditar. Somos uma equipa, esta competição é a nossa competição,  a competição que amamos e não podíamos deixar de acreditar.

Ainda não estou a pensar na final. Vimos um pouco do jogo do Sporting contra o Cartagena. Vimos a batalha que foi. E, com certeza, haverá outra batalha no domingo."

Manuel Moya, treinador do Étoile: "Penso que fizemos uma primeira parte fantástica. Foi pena o golo que sofremos a poucos segundos do intervalo. E é verdade que sabíamos que, mesmo com uma vantagem de quatro golos, seria difícil geri-la frente ao Palma – sabendo que têm muitos recursos e a possibilidade de jogar com o guarda-redes avançado.

Considero que fizemos uma grande partida. Estou muito orgulhoso da minha equipa; acho que competimos a alto nível. Queríamos mostrar a toda a Europa que tínhamos qualidade para estar aqui, que não chegámos aqui à toa."

Nelson Lutin, jogador do Étoile: "Foi um jogo muito difícil. Jogámos muito bem contra uma equipa muito competitiva que conquistou o título nos últimos três anos. No final, tudo se resumiu à força física e à experiência. Temos uma equipa muito jovem e estou muito orgulhoso pela forma como jogámos ao mais alto nível."