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Cissé dá asas ao Panathinaikos

Com Djibril Cissé em excelente forma, o Panathinaikos sonha chegar aos oitavos-de-final da UEFA Europa League. O avançado gaulês falou ao UEFA.com do seu fascínio pelo golo.

Cissé dá asas ao Panathinaikos
Cissé dá asas ao Panathinaikos ©UEFA.com

Djibril Cissé vive para marcar golos, o que significa que a sua mudança para o futebol grego e para o Panathinaikos FC está a correr da melhor maneira possível.

Até ao encontro da primeira mão dos 16 avos-de-final da UEFA Europa League, com uma AS Roma em grande forma, o avançado francês tinha marcado por 19 vezes no conjunto das várias competições. E o 20º golo da época chegou mesmo diante da formação italiana, tento esse que garantiu à sua equipa um emocionante triunfo, já nos instantes finais da partida. Um momento perfeito para qualquer ponta-de-lança goleador.

O triunfo por 3-2 sobre a Roma faz do encontro da segunda-mão, quinta-feira, um dos mais interessantes e imprevisíveis da competição. E Cissé, vencedor da UEFA Champions League pelo Liverpool FC em 2005, anseia por levar o seu novo clube à glória europeia, não escondendo por que razão se apaixonou desde cedo pelo futebol.

"O futebol cativou-me desde muito cedo, porque o que eu queria era marcar golos", relembra o simpático avançado de 28 anos. "Não me interessava ser defesa ou médio, e muito menos guarda-redes. O que eu gostava mesmo era de marcar golos, desde que comecei a jogar, com apenas sete anos".

"Para além disso, quando era miúdo torcia pelo Marselha e o meu ídolo era o Jean-Pierre Papin. A equipa do Marselha também tinha nessa altura jogadores como [Didier] Deschamps, [Basile] Boli e [Marcel] Desailly, mas era o Papin que me chamava a atenção. Era o melhor jogador, o melhor ponta-de-lança da época e ainda hoje o vejo como um dos melhores de todos os tempos".

"Tive sempre o meu próprio estilo e não digo que tenha simplesmente copiado a sua forma de jogar, mas vi muitos vídeos de golos do Jean-Pierre. Estudei a forma como ele se movimentava, as posições que ocupava e isso, como avançado, ajudou-me a crescer".

Toda a experiência adquirida pelas passagens por AJ Auxerre, Liverpool FC, Olympique de Marseille e Sunderland AFC contribuiu para que Cissé ajudasse o Panathinaikos a chegar ao topo da Liga grega e a estar na luta por um lugar nos oitavos-de-final da UEFA Europa League.

Em Novembro, Cissé levava apenas oito golos até àquela que parecia ser uma comprometedora derrota por 2-0 frente ao eterno rival Olympiacos FC. Mas, em vez de se deixar abater, o ponta-de-lança reagiu e, com dez remates certeiros, foi determinante em sete vitórias da sua equipa. A derrota de domingo, por 2-1, diante do PAOK FC, de Fernando Santos, Vieirinha e Edinho, foi mesmo a primeira do Panathinaikos desde Novembro, com Cissé na lista de marcadores do encontro.

O jogador salienta que, para ultrapassar esse e outros momentos mais complicados, o carácter foi tão importante como a sua capacidade técnica. "A este nível é necessário ser-se muito forte mentalmente", lembra Cissé. "Claro que é preciso talento, mas muitas vezes isso não chega. Acontecem lesões ou passamos por dias de menor inspiração".

"Sabemos que não estamos no nosso melhor e precisamos de ser fortes para dizer a nós mesmos: 'Sim, as coisas hoje não correram bem, mas amanhã vão correr melhor'. A minha filosofia foi sempre desfrutar do futebol e dar-me por feliz por jogar. É apenas um jogo, por isso há que tirar proveito dele". E, com Cissé em tão boa forma, não há dúvida que é precisamente isso que está a acontecer.