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Clássicos dos quartos-de-final da Champions League

Bayern, Chelsea e Tottenham protagonizam alguns dos mais memoráveis embates dos quartos-de-final da UEFA Champions League.

A UEFA Champions League 2022/23 é a 29ª edição a integrar uns quartos-de-final. O UEFA.com escolhe alguns dos mais memoráveis embates dos quartos-de-final da história da prova. Os resultados dizem respeito ao total do conjunto das duas mãos.

Mais presenças nos quartos-de-final por clube (até 2021/22)

20 Bayern
18 Barcelona
18 Real Madrid
14 Manchester United

1997/98 FC Bayern München 0-1 Borussia Dortmund

Na primeira ocasião em que dois clubes do mesmo país mediram forças na UEFA Champions League, o equilíbrio acabou por ser a nota dominante: uma primeira mão sem golos em Munique, seguida de mais 90 minutos sem golos em Dortmund. Mas, aos 19 minutos do prolongamento, Stéphane Chapuisat inaugurou, finalmente, o marcador, batendo Oliver Kahn com um excelente remate de primeira, de pé esquerdo, e colocando o Dortmund, então detentor do troféu, nas meias-finais.

1999/2000 Chelsea FC 4-6 FC Barcelona

O Barcelona tinha muito trabalho pela frente depois de perder por 3-1 na primeira mão, em Stamford Bridge, ainda que um golo de Luís Figo na segunda parte do encontro em Londres tenha conferido alguma esperança aos catalães para o segundo jogo. Rivaldo e Figo marcaram, depois, no decorrer da primeira parte da segunda mão, em Camp Nou, colocando o Barça na frente da eliminatória graças ao golo fora, mas Tore André Flo respondeu com o seu terceiro tento na eliminatória, à passagem do minuto 60, e foi necessário um golo de Dani García, aos 83 minutos, para levar a decisão para prolongamento. Aí, Rivaldo recolocou o Barcelona na frente da eliminatória, de penalty, antes de Patrick Kluivert fazer o 5-1 no encontro, aos 104 minutos, e confirmar em definitivo o apuramento dos "blaugrana".

2002/03 Real Madrid CF 6-5 Manchester United FC

Com uma vantagem de 3-1 trazida do primeiro jogo, no Santiago Bernabéu, o brasileiro Ronaldo ampliou a vantagem do Real logo nos minutos iniciais da partida da segunda mão, em Old Trafford, abrindo dessa forma caminho a um encontro que se iria revelar fantástico. O avançado brasileiro voltou a marcar a cinco minutos do intervalo, fazendo o 2-1 já depois de Ruud van Nistelrooy ter restabelecido a igualdade para o United, e completou um magistral "hat-trick" à passagem da hora de jogo, deixando depois o relvado debaixo de uma enorme ovação por parte dos adeptos da casa. Adeptos que, ainda assim, acabaram pelo menos por levar consigo a satisfação da vitória no jogo. Prestes a rumar ao Real, David Beckham saltou do banco para marcar por duas vezes e garantir o triunfo da sua equipa por 4-3, que contudo não chegou para impedir o apuramento da turma madrilena.

2003/04 Real Madrid CF 5-5 AS Monaco FC (Mónaco apurado devido aos golos fora)

Emprestado pelo Real Madrid, o avançado Fernando Morientes marcou, no final da primeira mão, um golo que parecia ser de mera consolação para o Mónaco, derrotado por 4-2 em Espanha. E tal parecia ainda mais evidente quando Raúl González marcou à passagem do minuto 36 do encontro da segunda mão, no Stade Louis II. Ludovic Giuly, porém, restabeleceu a igualdade em cima do final da primeira parte e, quando Morientes fez o 2-1 no encontro, logo aos três minutos do segundo tempo, o Mónaco começou a acreditar que a reviravolta era realmente possível. Essa reviravolta foi confirmada pelo segundo golo de Giuly no jogo, o terceiro do Mónaco, aos 67 minutos. "Isto prova que no futebol tudo é possível se acreditarmos verdadeiramente nas nossas capacidades", destacou o então treinador do Mónaco, Didier Deschamps.

2003/04 AC Milan 4-5 RC Deportivo La Coruña

Detentor do troféu, o Milan parecia caminhar tranquilamente para nova presença nas meias-finais depois de vencer o jogo da primeira mão por 4-1 em San Siro, embora o Depor tivesse já alguma fama no capítulo das recuperações impossíveis, depois de ter dado a volta a uma desvantagem de 3-0 e batido o Paris Saint-Germain FC na segunda fase de grupos, três anos antes. Walter Pandiani deu o mote para mais uma noite de sonho no Riazor ao inaugurar o marcador no jogo da segunda mão, logo aos cinco minutos, antes de Juan Carlos Valerón fazer, de cabeça, o 2-0 à passagem da meia-hora. O Depor ganhou, depois, vantagem na eliminatória graças aos golos fora ainda antes do intervalo, quando Albert Luque mostrou o seu instinto goleador e fez o 3-0. Um remate de Fran ainda desviado por um adversário, a 14 minutos do apito final, carimbou em definitivo a maior recuperação da história da UEFA Champions League.

2008/09 Liverpool FC 5-7 Chelsea FC

Frente-a-frente na prova pela quinta temporada consecutiva, um bis de Branislav Ivanović na primeira mão ajudou o Chelsea a vencer por 3-1 em Anfield. Os londrinos pareciam bem encaminhados para seguirem para as meias-finais, mas golos de Fábio Aurélio e Xabi Alonso, logo na primeira meia-hora do jogo da segunda mão, em Stamford Bridge, recolocaram o Liverpool na discussão da eliminatória. Golos de Didier Drogba e Alex, porém, tranquilizaram a turma da casa, antes de Frank Lampard, aos 76 minutos, deixar o Liverpool a necessitar de mais três golos para seguir em frente. Incrivelmente, Lucas (aos 81 minutos) e Dirk Kuyt (aos 83) conseguiram dois desses três golos de que os visitantes necessitavam, até que Lampard decidiu definitivamente o desfecho da eliminatória com novo golo, ao 89º minuto.

2009/10 FC Bayern München 4-4 Manchester United FC (Bayern apurado devido aos golos fora)
O Bayern só com dois golos perto do fim, assinados por Franck Ribéry e Ivica Olić, tinha conseguido virar o resultado depois de Rooney ter dado vantagem ao United na Fußball Arena München logo no primeiro minuto. Contudo, essa tão suada vantagem da turma bávara durou apenas sete minutos no jogo da segunda mão, em Manchester, com Darron Gibson e Nani a darem por completo a volta à eliminatória. Nani bisou na partida aos 41 minutos, deixando o Bayern com muito trabalho pela frente, mas a formação germânica respondeu com grande categoria. Olić reduziu a desvantagem dois minutos depois e um grande golo de Arjen Robben, a 16 minutos do apito final, garantiu o apuramento dos homens de Munique graças aos golos fora.

2013/14: Paris 3-3 Chelsea (Chelsea vence devido aos golos fora)

O conjunto francês parecia ter a eliminatória decidida quando conquistou uma vantagem de 3-1 no primeiro jogo frente à poderosa equipa comandada por José Mourinho, graças a um remate de Javier Pastore nos descontos, mas foi um golo no final da segunda mão que se mostrou mais decisivo.

2014/15: Porto 4-7 Bayern

Bayern marca seis ao Porto

O Bayern passou por dificuldades em Portugal, sofrendo duas vezes golos de Ricardo Quaresma nos primeiros dez minutos, numa derrota por 3-1, deixando-o com muito trabalho pela frente em Munique. A facilidade com que chegaram às meias-finais desafiou a sua posição precária, com a equipa de Pep Guardiola a marcar cinco golos antes do intervalo, incluindo dois de Robert Lewandowski.

Outros exemplos

2015/16: Barcelona 2-3 Atlético

2017/18: Barcelona 4-4 Roma (Roma vence devido aos golos fora)

2018/19: Tottenham 4-4 Manchester City (Tottenham vence devido aos golos fora)

2019/20: Barcelona 2-8 Bayern

2021/22: Chelsea 4-5 Real Madrid