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Paulo Fonseca e Paços de Ferreira: Balanço e futuro

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Satisfeito pela "feliz coincidência" que o fez voltar ao Paços de Ferreira, Paulo Fonseca, em entrevista ao UEFA.com, espera prosseguir com os bons resultados em 2015.

O Paços de Ferreira tem estado em bom plano novamente sob o comando técnico de Paulo Fonseca
O Paços de Ferreira tem estado em bom plano novamente sob o comando técnico de Paulo Fonseca ©AFP/Getty Images

De volta esta época ao comando técnico do FC Paços de Ferreira, clube que em 2012/13 conduziu ao histórico terceiro lugar na Liga portuguesa – melhor classificação de sempre – e à consequente qualificação de estreia para o "play-off" da UEFA Champions League, Paulo Fonseca, numa entrevista exclusiva ao UEFA.com, mostra-se satisfeito com a "feliz coincidência" que possibilitou o seu regresso. Com os "castores" no sexto lugar, espera dar seguimento em 2015 aos bons resultados que tem alcançado.

"O Paços pode querer sempre mais, mas se mantiver esta tendência julgo que será um clube com adeptos felizes. O Paços tem que estar no escalão maior e tem condições para isso, apesar de ter um dos orçamentos mais baixos da Liga. Esta é a sua meta", afirma o treinador que na temporada passada orientou o FC Porto, mas saiu antes do final da campanha. "Nem tudo foi mau no que diz respeito ao Porto", salienta Paulo Fonseca. "Há uma mancha, o facto de não ter conseguido manter a equipa na corrida pelo tetracampeonato. Mas quando saí do [Estádio do] Dragão deixei o clube na [UEFA] Europa League, Taça de Portugal e Taça da Liga."

Sobre o regresso a Paços de Ferreira no arranque desta temporada, Paulo Fonseca explica: "Quando saí do Porto tive alguns convites de Ligas mais competitivas e de emblemas mais mediáticos comparativamente ao Paços de Ferreira. Mas primeiro não quis voltar logo ao activo e, depois, senti que as mais variadas condições não estavam todas reunidas e não queria agarrar um projecto com o qual não me sentisse totalmente identificado. A verdade é que o Paços surgiu talvez na única altura em que eu podia ter aceitado o convite. Sinto que foi uma feliz coincidência para todas as partes. Costuma dizer-se que não devemos voltar ao lugar onde fomos felizes, mas estou longe, muito longe mesmo, de ter algum sentimento parecido com arrependimento."

Ainda assim, encontrou uma realidade algo diferente daquela que deixou no Verão de 2012, antes de rumar aos "dragões", com novos dirigentes e um plantel bastante alterado. "O presidente é diferente, o director desportivo também mudou e boa parte dos jogadores que levaram o clube à histórica classificação do terceiro lugar também já cá não estão", explica o técnico de 41 anos. "Mas a identidade, o espírito, o profissionalismo, a vontade e a seriedade são os mesmos. De há dois anos a esta parte temos um estádio melhor e vê-se que o clube, com o dinheiro que encaixou com a [UEFA] Champions League e a Europa League, aplicou o que ganhou engrandecendo as suas infra-estruturas."

Depois de ter fugido à descida de escalão na época transacta apenas no "play-off" de manutenção, graças ao triunfo sobre o secundário CD Aves, o Paços voltou aos bons resultados sob as ordens de Paulo Fonseca. Apesar de considerar que "era complicado esperar melhor", o treinador não sonha, para já, com novo apuramento para as competições europeias. "Os nossos objectivos passam pela manutenção, a Europa é para as equipas que têm orçamento e recursos para isso. No entanto, se a duas ou três jornadas do final do campeonato tivermos alguma possibilidade de nos qualificarmos para a Europa League não vamos ser hipócritas e dizer que isso não nos interessa", explica.

"Somos o clube com melhor evolução pontual da última temporada para esta, estamos nos oitavos-de-final da Taça de Portugal [entretanto o Paços foi eliminado da prova, na quarta-feira, pelo FC Famalicão] e já igualámos o melhor registo da história do clube em número de jogos consecutivos sem perder [nove]. Estamos a valorizar jogadores e a ser reconhecidos pela nossa imagem de marca: o bom futebol. Por isso só posso estar satisfeito com a campanha que estamos a realizar. Se algo mais surgir, óptimo", conclui.

Quanto a desejos para 2015, Paulo Fonseca espera "ser feliz". "Não é o que todos queremos?", questiona. "Tenho contrato até Junho de 2016 e estou bem em Paços de Ferreira. Contudo, não posso dizer que dentro de uma semana, um mês ou um ano estarei aqui. Sou ambicioso e já estive num patamar para onde desejo regressar, mas sem fazer disso uma obsessão."

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