Ricardinho fala sobre os seus sonhos

Ricardinho falou ao UEFA.com sobre os objectivos para a Tailândia e a sua carreira no Japão e espera que Portugal supere a desilusão do EURO Futsal 2012 no próximo Mundial.

Ricardinho fala sobre os seus sonhos
©UEFA.com

Ricardinho é o mais famoso jogador europeu de futsal da sua geração e o português está de novo ao serviço dos japoneses do Nagoya Oceans, mas é na selecção nacional que espera conseguir um bom resultado no Campeonato do Mundo de Futsal, que vai decorrer na Tailândia, em Novembro.

O sorteio está marcado para esta sexta-feira em Banguecoque e Portugal quer fazer melhor do que em 2000, quando atingiu as meias-finais. Ricardinho fez a estreia em Mundiais há quatro anos, no Brasil, e depois ajudou Portugal a atingir a final do Campeonato da Europa de Futsal de 2010. Dois meses depois, o atleta de 26 anos venceu a Taça UEFA de Futsal ao serviço do Benfica e partiu numa odisseia internacional que levou até Nagoya, ao MFK CSKA Moskva, de regresso à Luz, e de novo ao Japão.

Em Fevereiro, Ricardinho não conseguiu evitar que Portugal fosse batido pela Itália nos quartos-de-final do Campeonato da Europa de Futsal de 2012 e está determinado em superar a desilusão neste Outono. "Todos ficámos desiludidos porque queríamos ter feito mais, pretendíamos pelo menos atingir a final", confessou Ricardinho ao UEFA.com.

"Não conseguimos atingir a final com a Espanha porque voltámos a perder com a Itália. Já jogámos muitas vezes contra os italianos, foi uma má exibição da nossa parte, mas agora estamos determinados em fazer um bom resultado no Campeonato do Mundo da Tailândia."

Portugal ainda procura o primeiro triunfo numa grande competição internacional e é a única potência do futsal sem qualquer troféu no seu palmarés, o que leva Ricardinho a ser cauteloso. "Podemos ser campeões, mas não somos favoritos", destacou.

"Os favoritos são Espanha, Brasil, Rússia, porque já conquistaram títulos. Nós nunca conseguimos, temos potencial e uma grande reputação, mas temos de evoluir passo a passo para chegar o mais longe possível, só assim poderemos triunfar."

Ricardinho tem experiência de jogar na Ásia devido ao período que passou em Nagoya, mas o português não dá grande importância ao local onde vai ser disputado o Mundial. "Não é fácil, pois há uma grande diferença de horas, mas considero que a adaptação não é difícil", explicou. "A bola rola na mesma e todos querem participar, não é verdade? Todos trabalham muito para estar nestas grandes competições e depois de lá estarmos não podemos falhar. Temos de trabalhar para estar em condições de dar o máximo, pois essa é a única forma de estarmos ao mais alto nível."

O português também falou sobre a experiência de jogar futsal num clube japonês: "É muito diferente. O campeonato não é tão forte como em Portugal ou Espanha, por exemplo, mas também têm grandes jogadores, alguns brasileiros e um treinador espanhol. É completamente diferente, o jogo é muito rápido, talvez menos táctico, mas é uma experiência agradável."

Na Rússia, o português teve de se adaptar a regras peculiares, já que os jogos da Liga têm 50 minutos. "É mais cansativo", confessou. "Quando pensamos que o jogo está a terminar, ainda temos mais cinco minutos para jogar, mas temos de nos adaptar. Somos obrigados a treinar muito, para depois termos capacidade de aguentar a exigência dos jogos."

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