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Kike continua a reinar

Kike tem sido uma das peças-chave do domínio espanhol no futsal e, depois de participar na estreia na fase final com uma goleada recorde de 9-1, falou ao uefa.com sobre a experiência acumulada.

Kike festeja o seu golo à Bielorrússia com o seu colega de selecção de longa data, Javi Rodríguez
Kike festeja o seu golo à Bielorrússia com o seu colega de selecção de longa data, Javi Rodríguez ©Sportsfile

Uma prova de futebol de topo não teria esse estatuto se não contasse com a presença do defesa da Espanha, Enrique Boned Guillot, mais conhecido por Kike. Com 31 anos, soma já dois títulos mundiais e três europeus, conquistados na última década, com a Espanha a entrar na competição na Hungria da melhor maneira, ao infligir uma goleada recorde de 9-1 à Bielorrússia, a contar para o Grupo D (o mesmo de Portugal). Kike que marcou o seu golo 73 em 145 jogos pelo seu país, falou ao uefa.com sobre a sua experiência na selecção espanhola e da velha parceria com o colega Javi Rodríguez.

Uefa.com: Que pensa do primeiro jogo?

Kike: Foi um típico jogo de abertura de uma prova importante, marcado pela dificuldade em encontrar o ritmo certo de jogo. A Bielorrússia esteve muito bem na primeira parte. Fisicamente são muito bons, mas na segunda parte impusemos a nossa rapidez e mostrámos o nosso talento. No final, penso que merecemos ganhar, apesar de o marcador ser algo exagerado, mas a diferença de golos poderá permitir-nos empatar com Portugal e manter, assim, o primeiro posto.

Uefa.com: Contra a Bielorrússia vimos um Javi Rodríguez ainda a dar cartas. Vê-se que quer fazer um grande campeonato, naquele que poderá ser o seu último Europeu.

Kike: Sim, ele teve os seus momentos. É óbvio que ele não é mais aquele jovem que surpreendeu tudo e todos há dez, 15 anos, mas é ainda um jogador talentoso. É verdade que não se evita a perda de capacidade física com o andar dos anos, mas ele joga sempre bem nos grandes torneios. Quando interessa, ele diz presente. É um jogador muito competitivo. Ele esteve bem no último Mundial e estou convencido que vai fazer o mesmo na Hungria.

uefa.com: Um dos pontos fortes da Espanha é a experiência...

Kike: Sim, sempre quisemos ter uma equipa experiente e equilibrada. É a nossa imagem de marca. Queremos sempre ter jogadores experientes em campo, pois sabem impor o ritmo de jogo, colocando mais e mais pressão no adversário até ele ceder. É importante ainda que eles passem essa capacidade aos mais novos que chegam à selecção, para que percebam a filosofia da equipa. É isto que faz com que tenhamos sucesso ao longo dos anos e vamos tentar o mesmo neste campeonato.