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Seleccionadores europeus reagem ao sorteio do Mundial

Os técnicos das selecções europeias presentes no Mundial de 2014 mostraram opiniões diversas sobre o sorteio, com Paulo Bento a garantir que Portugal vai "lutar para seguir em frente".

Roy Hodgson, Fernando Santos e Paulo Bento durante o sorteio do Campeonato do Mundo
Roy Hodgson, Fernando Santos e Paulo Bento durante o sorteio do Campeonato do Mundo ©Getty Images

Grupo A: Brasil (anfitrião), Croácia, México, Camarões
Niko Kovač, seleccionador da Croácia
Estou feliz por irmos ter a honra de estar no encontro de abertura do Mundial: a pequena Croácia frente ao grande Brasil. Vamos preparar-nos para fazer um grande jogo, ao qual todo o Mundo estará a assistir. Vamos procurar praticar um futebol de alto nível, mas não posso prever se vamos ou não seguir em frente. A única coisa que garanto é que os meus jogadores vão dar o seu melhor.

Grupo B: Espanha (campeã em título), Holanda, Chile, Austrália
Vicente del Bosque, seleccionador da Espanha
Vai ser muito difícil defendermos o troféu, pois teremos pela frente grandes equipas, mas vamos tentar. Não se pode dizer que tenha sido um sorteio fácil, embora haja outros grupos que seriam igualmente complicados. O nosso primeiro jogo é frente à Holanda, que mudou o seu estilo desde o último Mundial, mas que continua a contar com excelentes jogadores, como [Robin] van Persie, [Arjen] Robben e [Wesley] Sneijder. O Chile é sempre um adversário complicado, com óptimos futebolistas, e imagino que a Austrália também tenha jogadores capazes de nos complicarem a vida.

Louis van Gaal, seleccionador da Holanda
Não há nada a fazer, mas é justo dizer que o sorteio não nos foi favorável. Vamos defrontar os campeões em título, a Austrália, selecção que nunca conseguimos bater, e o Chile. Vi-os jogar frente à Colômbia, num jogo em que chegaram a estar a vencer por 3-0. Se seguirmos em frente vamos enfrentar uma equipa proveniente do grupo do Brasil. Podemos mesmo encontrar o Brasil logo nos oitavos-de-final, pelo que não foi, definitivamente, um bom sorteio para nós. Preferia ter ficado no Grupo H.

Grupo C: Colômbia, Grécia, Costa do Marfim, Japão
Fernando Santos, seleccionador da Grécia
É um grupo muito aberto e desta feita penso que podemos estar satisfeitos com o sorteio, mas estou certo de que os nossos adversários também estarão. Tudo pode acontecer, tal como no nosso grupo do EURO 2012. Talvez a Colômbia parta com algum favoritismo. Agora o importante é estudar os nossos adversários e dar o máximo quando chegarmos ao Brasil. Conhecemos a qualidade da Colômbia, a Costa do Marfim conta com jogadores muito experientes. Vai ser equilibrado, mas acredito que nos vamos impor.

Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra, Itália
Roy Hodgson, seleccionador da Inglaterra
É, sem dúvida, um grupo muito complicado. Conhecemos bem a qualidade da Itália, com a qual perdemos nos penalties nos quartos-de-final do último EURO. Estamos sempre à espera que o sorteio nos seja favorável, mas não eram muitos os cenários que nos fariam saltar de alegria. É natural ter pela frente um grupo complicado numa competição como esta. Apurámo-nos para a fase final e agora temos um grupo bastante interessante pela frente, com três equipas de topo. Serão três jogos entusiasmantes, que atrairão a atenção de muita gente em todo o Mundo.

Cesare Prandelli, seleccionador da Itália
Há três antigos campeões do Mundo neste grupo, mas não estamos preocupados; preparamo-nos sempre melhor quando sabemos que vai ser mais difícil. O facto de termos jogado a Taça das Confederações no Brasil confere-nos uma pequena vantagem, pois sabemos como serão difíceis as condições climatéricas. Vamos precisar de uma formação composta por 23 verdadeiros atletas. Às vezes o difícil acaba por tornar-se fácil. O nosso primeiro objectivo é seguir para a próxima fase. A Costa Rica também será um oponente complicado, pois é uma equipa que desconhecemos.

Grupo E: Suíça, Equador, França, Honduras
Ottmar Hitzfeld, seleccionador da Suíça
Não estamos descontentes com o grupo que nos calhou em sorte, mas não vai ser tão fácil como isso. Equador e Honduras são equipas fortes tanto a nível técnico como táctico e a França é uma grande equipa, repleta de excelentes jogadores. Mas vejo-nos a nós e à França como favoritos a seguirem para a próxima fase. Sobre o clima, posso dizer que penso que não é surpresa que ainda nunca nenhuma equipa europeia tenha conseguido conquistar um Mundial disputado na América do Sul. Vamos ver se isso muda em 2014.

Didier Deschamps, seleccionador da França
Podia ter sido mais complicado. A melhor notícia, ainda assim, é que não vamos ter de jogar no Norte, com elevadas temperaturas e humidade. Os nossos jogos vão ser todos disputados mais ou menos na mesma região, que não será muito longe do nosso local de estágio. Tudo isso é positivo. A Suíça será o adversário mais complicado. Não conheço as outras selecções tão bem como conheço a Suíça, mas tenho consciência de que o Equador terminou em quarto na zona sul-americana de qualificação e as Honduras em terceiro na sua zona de apuramento. O jogo mais importante será o primeiro. Um triunfo deixar-nos-á numa excelente posição.

Grupo F: Argentina, Bósnia e Herzegovina, Irão, Nigéria
Safet Sušić, seleccionador da Bósnia e Herzegovina 
Julgo que calhámos num bom grupo e que, com alguma sorte, podemos seguir em frente. Jogámos recentemente com a Argentina e a diferença não foi muita. Jogar num Mundial, porém, não será igual a actuar num amigável. Vamos ter oportunidade de jogar no Maracanã, no Rio de Janeiro. A Nigéria e o Irão não serão adversários fáceis. Temos ainda muito tempo para nos prepararmos e queremos jogar pelo menos quatro amigáveis antes de viajarmos para o Brasil.

Grupo G: Alemanha, Portugal, Gana, Estados Unidos
Joachim Löw, seleccionador da Alemanha
Há que aceitar o grupo como ele é. É complicado e vamos ter de trabalhar bastante. Agora que conhecemos os adversários e os locais onde vamos jogar podemos dar início à próxima fase de preparação. O clima irá desempenhar um papel muito importante neste Mundial. Vamos procurar adaptar-nos durante os treinos, antes do arranque da prova. Defrontámos o Gana no Mundial de 2010 e Portugal no EURO 2012. O jogo frente aos Estados Unidos de Jürgen Klinsmann será muito especial, pois somos amigos há muito tempo.

Paulo Bento, seleccionador de Portugal 
Parece um grupo bastante equilibrado, com uma equipa, a Alemanha, a partir como favorita pelo seu enorme potencial e pela sua História. Mas os Estados Unidos e o Gana são também equipas com uma boa organização e com vários talentos individuais que contam com a experiência de jogar em grandes clubes europeus. Fosse qual fosse o grupo que nos calhasse, a nossa ambição seria a mesma: passar aos oitavos-de-final. Para tal teremos de somar o maior número de pontos possível logo desde o primeiro jogo, frente à Alemanha. Vamos lutar com todas as nossas armas para seguirmos em frente, seja como vencedores do grupo ou como segundos classificados.

Grupo H: Bélgica, Argélia, Rússia, Coreia do Sul
Marc Wilmots, seleccionador da Bélgica
Trata-se de um bom sorteio para nós, há que o reconhecer. Jogando no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte poderemos fixar-nos em São Paulo, o que é perfeito. Queremos estar na segunda fase. A Coreia do Sul está um patamar abaixo do Japão [que derrotou a Bélgica por 3-2 num amigável, em Novembro], embora pratique um futebol semelhante. Quanto à Argélia, o simples facto de estar aqui atesta o seu valor. E a Rússia apresenta sempre boas equipas.

Fabio Capello, seleccionador da Rússia 
Não foi um mau sorteio para nós. Vamos jogar no centro do Brasil, menos quente e menos húmido do que o Norte. Estou satisfeito. Vamos ter adversários muito interessantes pela frente. Conhecemos a Coreia do Sul porque jogámos recentemente contra ela e a Bélgica é, actualmente, uma das mais fortes selecções europeias. Não conhecemos tão bem a Argélia, mas sabemos que também teremos de nos apresentar ao nosso melhor nível frente a ela.