Itália e Alemanha: uma história pouco equilibrada
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
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Com a Itália a receber a Alemanha num amigável, o UEFA.com recorda alguns dos mais memoráveis embates do passado entre as duas selecções, nada favoráveis aos germânicos.
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Os adeptos italianos têm muito por onde escolher quando questionados sobre qual o seu embate favorito com a Alemanha, enquanto os alemães, não tendo conseguido somar qualquer triunfo sobre a "squadra azzurra" em oito jogos oficiais, vêem certamente na Itália uma autêntica "besta negra".
Já qualificadas para a fase final do Campeonato do Mundo do próximo ano, no Brasil, Itália (quatro vezes campeã do Mundo) e Alemanha (que ergueu por três vezes o título mundial) vão medir forças em Milão, num encontro de preparação agendado para sexta-feira: a oportunidade perfeita para o UEFA.com recordar os quatro mais memoráveis triunfos da selecção transalpina sobre a sua congénere germânica.
Itália 4-3 República Federal da Alemanha (após prolongamento)
17 de Junho de 1970, Campeonato do Mundo, meia-final
Este encontro, disputado no Estádio Azteca, na Cidade do México, ficou marcado por um fantástico prolongamento, no qual foram apontados nada mais, nada menos do que cinco golos. Os adeptos (os italianos, pelo menos) não tardaram a apelidar esta partida como "o jogo do século", também recordado por a Alemanha ter visto Franz Beckenbauer alinhar com o braço ligado ao peito.
Depois de um empate 1-1 ao fim de 90 minutos, o prolongamento foi uma autêntica loucura, com as duas equipas a estarem na frente do marcador e a responderem de pronto aos golos adversários, antes de Gianni Rivera ditar, enfim, o resultado final, a nove minutos do fim. "Nunca ninguém conseguirá esquecer esse jogo", afirmou Gerd Müller, autor de um dos golos da Alemanha. Porém, completamente esgotada fisicamente, a Itália perderia poucos dias depois na final, por 4-1, frente ao Brasil.
Paolo Rossi inaugurou o marcador, com o seu sexto golo no torneio, Marco Tardelli e Alessandro Altobelli ampliaram a vantagem italiana, antes de Paul Breitner marcar o golo de honra da Alemanha. Dino Zoff, guarda-redes e capitão de Itália, de 40 anos, ergueu o troféu, mas deixou os festejos para os colegas mais jovens. "Acham mesmo que, com 40 anos, ainda sou capaz de dançar?", explicou.