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Women's EURO 2025: Andrée Jeglertz confia em Dinamarca harmoniosa e liderança de Pernille Harder

Antes do início do UEFA Women's EURO 2025, o seleccionador sueco da Dinamarca afirma: "Acredito muito em nós e no que podemos fazer".

Andrée Jeglertz orienta a Dinamarca desde 2023
Andrée Jeglertz orienta a Dinamarca desde 2023 UEFA via Getty Images

A Dinamarca prepara-se para a sua 11ª presença na fase final do UEFA Women's EURO, com a finalista vencida de 2017 a ambicionar uma forte campanha no torneio deste ano sob a orientação de Andrée Jeglertz.

Antigo internacional sueco Sub-21, com experiência na selecção feminina de Finlândia e Canadá e que deixará o cargo após a fase final, o técnico de 53 anos falou ao UEFA.com sobre as suas esperanças para este Verão, a influência da capitã Pernille Harder e a forte harmonia existente no plantel.

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Sobre a sua filosofia

Primeiro e mais importante, tenho de pensar que tipo de jogadoras temos. Posso ter muitas ideias diferentes sobre futebol, mas tenho de começar pelo tipo de jogadoras que temos na Dinamarca. Quais são os pontos fortes das nossas futebolistas? Que tipo de cultura de jogo devemos utilizar? Essa é a base.

Depois, há também a cultura dinamarquesa e o plano estratégico da DBU [Federação Dinamarquesa de Futebol] que se insere nisso - que tipo de futebol, que tipo de expressão queremos ter? Deve entusiasmar as pessoas, deve ser divertido de assistir e, ao mesmo tempo, é preciso ganhar. E acho que temos as jogadoras necessárias para isso. Assim, diria que estes são os elementos-chave do que queremos ser e do que nos podemos tornar.

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Sobre Pernille Harder

A Pernille é uma jogadora muito talentosa — é, provavelmente, a primeira coisa que devo dizer. Nos últimos nove ou dez anos ganhou campeonatos por onde passou, com diferentes, clubes e tornou-se uma jogadora dinâmica, que pode alinhar em qualquer uma das posições de ataque.

O que mais me impressiona na Pernille é a forma como cresceu enquanto líder, não pensando apenas no que faz em campo, mas assumindo a responsabilidade pelo desempenho da equipa, apoiando as colegas em campo, chegando-se à frente quando estamos a passar por um momento difícil e ajudando a equipa a ter sucesso. Portanto, como jogadora é muito boa, mas é a componente da liderança em que a tenho visto evoluir mais.

Sobre as hipóteses de apuramento

Temos boas hipóteses. Mas se olharmos para Suécia e Alemanha, principalmente, claro que sabemos que a tarefa não será fácil, já que ambas têm histórico no futebol feminino e na competição, como jogadoras e alinharem em grandes clubes.

Embora possamos facilmente perder esses jogos, também acho que temos boas hipóteses de somar pontos ou inclusive vencê-los. Penso que será um grupo renhido e acredito muito em nós e no que podemos fazer. Se jogarmos como somos capazes, teremos sem dúvida boas hipótese de progredir.

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Sobre a forte harmonia existente no plantel

Gostava de acreditar que contribuí para isso, mas também acredito que tem muito a ver com a cultura das jogadoras – como se relacionam e como entendem que, para uma equipa ter sucesso, é preciso manter-se unida, dentro e fora de campo.

Cada jogadora é importante, seja por jogar 90 minutos ou ficar no banco. Precisamos de todas e penso que este grupo entendeu isso. Todas se sentem envolvidas e têm um papel a desempenhar e eu tenho a responsabilidade de garantir que assim é.

Nem todas podem ser a jogadora decisiva em todos os jogos – serão jogadoras diferentes em momentos diferentes, e aquelas que não forem chamadas à acção terão outro papel. As jogadoras lidam muito bem com isso, mesmo sabendo que todas querem jogar.