Vicky López em entrevista à Queenzine: espanhola fala sobre dança, auto-confiança e recordes
quarta-feira, 13 de maio de 2026
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"Sempre sonhei que não pararia até atingir o nível que queria", diz Vicky López, média do Barcelona, à publicação Queenzine, da UEFA Women’s Champions League.
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Com apenas 19 anos, Vicky López já conta com uma invejável lista de prémios e conquistas, fruto dos sucessos com Barcelona e a selecção espanhola.
"Não gosto de me concentrar muito no que já conquistei porque quero ainda mais", disse a média à revista Queenzine, publicação dedicada à Women's Champions League, enquanto se prepara para defrontar o OL Lyonnes na final da Women's Champions League, em Oslo, no sábado, dia 23 de Maio.
Desde que assinou pelo Barcelona em Julho de 2022, no dia em que cumpriu 16 anos, Vicky estabeleceu uma série de novos marcou para uma adolescente.
Aos 16 anos tornou-se na mais jovem a jogar pelo Barcelona na Women's Champions League e pela equipa principal da Espanha, ao entrar em campo na meia-final da Women's Nations League, frente aos Países Baixos.
No verão passado fez ainda mais história, pois com 18 anos e 342 dias tornou-se na mais jovem a marcar pela Espanha no Women's EURO, prova em que cumpriu cinco jogos e foi finalista vencida, perdendo frente à Inglaterra, jogo em que foi suplente utilizada.
Em novembro, marcou na final da UEFA Women's Nations League e ajudou a Espanha a sagrar-se bicampeã. As exibições de Vicky por clube e selecção em 2025 permitiram-lhe ganhar a primeira edição do Troféu Kopa Feminino, prémio integrado na Ballon D'or e destinado à melhor jogadora com menos de 21 anos.
Agora, ambiciona conquistar o seu terceiro título da Women's Champions League, após já ter feito parte do plantel do Barcelona que triunfou em 2023 e 2024.
Em conversa com a Queenzine, falou sobre como família, música e auto-confiança a ajudaram a alcançar o sucesso no futebol ainda muito jovem.
Sobre como o irmão mais velho a inspirou a começar no futebol
"Comecei a jogar aos cinco ou seis anos por influência do meu irmão, pois imitava sempre o que ele fazia. Jogava sempre que podia e adorava. A minha família e os meus amigos sempre acreditaram em mim pois sabiam que podia chegar longe".
Sobre a transferência do Madrid CFF para o Barcelona aos 16 anos
"Quando assinei com o Barcelona aí as coisas tornaram-se sérias. Sabia que vir para o Barça significava recomeçar e que seria difícil, mas era isso que queria. Tive dois anos de adaptação em que gostaria de ter jogado mais, mas isso ajudou-me a crescer.
"No fim de contas, sei a jogadora que sou e o que posso oferecer. Sempre tive um sonho e não ia parar até atingir o nível que queria".
Sobre a paixão pelo estilo Afrobeats e música caribenha
"Ouvir música antes dos jogos ajuda-me a entrar no espírito certo. Gosto de dançar ao som dela e isso motiva-me".
Sobre como descreve o seu estilo de jogo
"Explosivo. Gosto de dançar em campo. Jogo para me divertir e para que os outros se divirtam a ver-me jogar. Quero ajudar as minhas colegas e a equipa para assim materializar a ambição de ganhar títulos".
Sobre disputar a Women's Champions League e as ambições que tem
"Sempre foi uma das minhas competições favoritas. Tudo é mais rápido e é preciso melhorar constantemente. Quero que as pessoas me vejam como uma pessoa feliz, alguém que trabalha muito e se preocupa com a família.
"Um dos meus sonhos é que quando me retirar tenha servido como um exemplo, não pelo que fui em campo mas também pela pessoa que fui fora dele. Só quero continuar a melhorar".