Madrid, tocar piano e inspirar a próxima geração: Fiamma, avançada do Atleti, fala à Queenzine, a fanzine da UEFA Women's Champions League
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
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"A alegria das crianças quando te vêem chegar é indescritível", afirma a jogadora do Atleti e da selecção da Espanha à Queenzine, a fanzine da UEFA Champions League.
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Com três golos e três assistências após quatro jogos da fase de liga, Fiamma teve um início de temporada marcante na Women's Champions League.
A sua equipa venceu de forma contundente dois dos primeiros quatro jogos da fase de liga, tendo iniciado a campanha com uma vitória por 6-0 no terreno do St. Pölten e vencido também fora, por 4-0, o confronto da Jornada 4 contra o Twente, embora tenha sofrido derrotas pela margem mínima frente ao Manchester United e à Juventus.
Com 21 anos, Fiamma diz que "nunca imaginou" que viria a jogar na Women's Champions League tão cedo na sua carreira, tendo assinado pelo Atleti no Verão de 2024.
Mas a ex-jogadora do Levante e do Valência poderia ter vestido a característica camisola vermelha e branca muito mais cedo, já que um treinador do Atleti tinha inicialmente descoberto o seu talento durante uns testes quando era ainda uma criança.
Com o sucesso a nível de clubes a ser reconhecido quando saltou do banco na recente vitória da Espanha na final da Women's Nations League, Fiamma fala à Queenzine sobre as influências por trás do seu início "confiante" na campanha.
O apoio dos pais
O meu amor pelo futebol vem do meu pai. Acho que as minhas primeiras memórias remontam aos sete anos, quando costumava jogar com ele no terraço da nossa casa. Lembro-me de correr para dentro de casa e dizer à minha mãe que o tinha vencido. Aprendi muito.
Pode parecer um cliché, mas sinto mesmo que os meus pais lutaram para nos proporcionar um futuro melhor. Quando entro em campo, eles são a minha maior motivação.
A ligação inicial ao Atleti
Costumava vir a Madrid com os meus pais de vez em quando, porque o meu pai vinha cá em trabalho. Numa dessas viagens, quando estava no quarto ano da escola primária, eles conseguiram-me um treino de teste no Atleti.
[A antiga jogadora do Atleti] Amanda Sampedro era a treinadora e, quando terminámos, ela aproximou-se de mim e disse-me que já estava a tratar da inscrição.
Disse-lhe que tinha de falar com os meus pais, porque não me ia mudar para Madrid naquele preciso momento. Eles disseram que estávamos a meio do ano lectivo e que eu tinha ido apenas para ver como era.
As exibições esta época
Será este o melhor momento da minha carreira? Sinto-me mais confiante do que na época passada, o que nem é preciso dizer, mas isso não seria possível sem a minha equipa.
A [selecção da] Espanha tem uma psicóloga e é muito útil para nós podermos falar com ela.
Tocar piano antes dos jogos
Aprendi a tocar durante o confinamento. O meu cunhado trouxe-me um teclado e comecei a aprender vendo vídeos no YouTube.
É relaxante, mas às vezes fico frustrada; é desanimador quando simplesmente não conseguimos toca uma música.
Os seus campos de futebol mistos para crianças
Acho que é muito importante sentirem que podem jogar futebol juntos e que sejam tratados como iguais.
A alegria das crianças quando te vêem chegar é indescritível.
Viver em Madrid
Não sou muito citadina; prefiro outras coisas, como visitar pequenas aldeias ou ir para a montanha. Adoro [a aldeia histórica de] Patones de Arriba.