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Madrid, tocar piano e inspirar a próxima geração: Fiamma, avançada do Atleti, fala à Queenzine, a fanzine da UEFA Women's Champions League

"A alegria das crianças quando te vêem chegar é indescritível", afirma a jogadora do Atleti e da selecção da Espanha à Queenzine, a fanzine da UEFA Champions League.

Madrid, tocar piano e inspirar a próxima geração: Fiamma, avançada do Atleti,  fala à Queenzine, a fanzine da UEFA Women's Champions League

Com três golos e três assistências após quatro jogos da fase de liga, Fiamma teve um início de temporada marcante na Women's Champions League.

A sua equipa venceu de forma contundente dois dos primeiros quatro jogos da fase de liga, tendo iniciado a campanha com uma vitória por 6-0 no terreno do St. Pölten e vencido também fora, por 4-0, o confronto da Jornada 4 contra o Twente, embora tenha sofrido derrotas pela margem mínima frente ao Manchester United e à Juventus.

Com 21 anos, Fiamma diz que "nunca imaginou" que viria a jogar na Women's Champions League tão cedo na sua carreira, tendo assinado pelo Atleti no Verão de 2024.

Mas a ex-jogadora do Levante e do Valência poderia ter vestido a característica camisola vermelha e branca muito mais cedo, já que um treinador do Atleti tinha inicialmente descoberto o seu talento durante uns testes quando era ainda uma criança.

Com o sucesso a nível de clubes a ser reconhecido quando saltou do banco na recente vitória da Espanha na final da Women's Nations League, Fiamma fala à Queenzine sobre as influências por trás do seu início "confiante" na campanha.

Fiamma festeja um golo na vitória fora do Atlético por 4-0 contra o Twente
Fiamma festeja um golo na vitória fora do Atlético por 4-0 contra o TwenteGetty Images

O apoio dos pais

O meu amor pelo futebol vem do meu pai. Acho que as minhas primeiras memórias remontam aos sete anos, quando costumava jogar com ele no terraço da nossa casa. Lembro-me de correr para dentro de casa e dizer à minha mãe que o tinha vencido. Aprendi muito.

Pode parecer um cliché, mas sinto mesmo que os meus pais lutaram para nos proporcionar um futuro melhor. Quando entro em campo, eles são a minha maior motivação.

A ligação inicial ao Atleti

Costumava vir a Madrid com os meus pais de vez em quando, porque o meu pai vinha cá em trabalho. Numa dessas viagens, quando estava no quarto ano da escola primária, eles conseguiram-me um treino de teste no Atleti.

[A antiga jogadora do Atleti] Amanda Sampedro era a treinadora e, quando terminámos, ela aproximou-se de mim e disse-me que já estava a tratar da inscrição.

Disse-lhe que tinha de falar com os meus pais, porque não me ia mudar para Madrid naquele preciso momento. Eles disseram que estávamos a meio do ano lectivo e que eu tinha ido apenas para ver como era.

Fiamma (segunda a contar da esquerda) fez parte das duas selecções da Espanha que venceram a Women's Nations League
Fiamma (segunda a contar da esquerda) fez parte das duas selecções da Espanha que venceram a Women's Nations LeagueUEFA via Getty Images

As exibições esta época 

Será este o melhor momento da minha carreira? Sinto-me mais confiante do que na época passada, o que nem é preciso dizer, mas isso não seria possível sem a minha equipa.

A [selecção da] Espanha tem uma psicóloga e é muito útil para nós podermos falar com ela.

Tocar piano antes dos jogos

Aprendi a tocar durante o confinamento. O meu cunhado trouxe-me um teclado e comecei a aprender vendo vídeos no YouTube.

É relaxante, mas às vezes fico frustrada; é desanimador quando simplesmente não conseguimos toca uma música.

Fiamma quase assinou pelo Atlet quando era criança
Fiamma quase assinou pelo Atlet quando era criançaEuropa Press via Getty Images

Os seus campos de futebol mistos para crianças

Acho que é muito importante sentirem que podem jogar futebol juntos e que sejam tratados como iguais.

A alegria das crianças quando te vêem chegar é indescritível.

Viver em Madrid

Não sou muito citadina; prefiro outras coisas, como visitar pequenas aldeias ou ir para a montanha. Adoro [a aldeia histórica de] Patones de Arriba.

Esta entrevista foi publicada na edição 6 da Queenzine, a fanzine da UEFA Women's Champions League. Leia-a aqui!