Wolfsburgo 1-3 Lyon: crónica da final da Women's Champions League

O Lyon aguentou a reacção do Wolfsburgo e garantiu a conquista do troféu pela sétima vez, a quinta consecutiva.

Resumo: Wolfsburgo 1-3 Lyon
Resumo: Wolfsburgo 1-3 Lyon
Wolfsurgo - Lyon: como tudo aconteceu


O jogo em poucas palavras

O Lyon igualou o recorde de cinco títulos europeus consecutivos do Real Madrid e sagrou-se campeão europeu feminino pela sétima vez, ao aguentar uma reacção do Wolfsburgo na segunda parte para voltar a conquistar a UEFA Women's Champions League, desta feita numa final jogada em San Sebastián.

Eugénie Le Sommer abriu caminho ao triunfo do Lyo
Eugénie Le Sommer abriu caminho ao triunfo do LyoPOOL/AFP via Getty Images

As detentoras do troféu, apesar de terem entrado em campo sem várias jogadoras importantes, partiram para o ataque desde o apito inicial, com Delphine Cascarino em destaque pela direita. Foi dela a assistência para, aos 25 minutos, Eugénie Le Sommer, titular no lugar da castigada Nikita Parris, abrir o activo. Em cima do intervalo, Cascarino cruzou para Amel Majri, que deixou para Saki Kumagai e esta, ainda de longe, fez o 2-0.

Le Sommer ficou por duas vezes perto de bisar após o intervalo, mas foi o Wolfsburgo a marcar e a reduzir. Cruzamento Ewa Pajor e golo de cabeça de Alex Popp. A partir daí o Wolfsburgo tentou tudo para chegar à igualdade, só que quem voltou a marcar, à beira do fim, foi o Lyon, com Le Sommer a rematar e Sara Björk Gunnarsdóttir, recentemente contratada pela formação gaulesa à turma alemã, a desviar para o fundo das redes.

Reacções

Jean-Luc Vasseur, treinador do Lyon: "Fomos melhorando à medida que o torneio avançava, e neste jogo penso que tivemos uns 45 minutos muito bons. As jogadoras adaptaram-se ao novo sistema muito rapidamente. Conseguir tanto em tão curto espaço de tempo é algo extraordinário. Falava-se de igualar recordes, e agora conseguimos isso, porque o Lyon está ao mesmo nível do Real Madrid dos anos 50 e 60."

Sarah Bouhaddi, guarda-redes do Lyon: "É difícil de acreditar que conseguimos ser campeãs pela quinta vez seguida. Estamos tão orgulhosas do que conseguimos, em mais uma edição difícil da competição... Quando se assina pelo Lyon, é para ser campeão."

Stephan Lerch, treinador do Wolfsburgo: "Parabéns ao Lyon pela revalidação do título. Estou muito orgulhoso da minha equipa, pois mostrou força de vontade para tentar recuperar após estar a perder por 2-0. Na segunda parte jogámos com muita atitude, conseguimos reduzir e colocar o adversário sob pressão. É uma pena não termos conseguido empatar e levar o jogo para prolongamento."

Os seis primeiros triunfos do Lyon
Os seis primeiros triunfos do Lyon

Alex Popp, capitã do Wolfsburgo: “Fizemos uma excelente época, podemos estar orgulhosas disso. Eu estou orgulhosa de fazer parte desta equipa. Na primeira parte não nos conseguimos impor e nos momentos decisivos não reagimos da melhor forma. Mas no segundo período estivemos muito forte e foi uma pena não termos conseguido o empate, algo que teria tornado o jogo muito emocionante."

Equipas

Wolfsburgo: Abt; Blässe (Bremer 78), Goessling, Doorsoun-Khajeh (Hendrich 39), Janssen; Huth (Wolter 61), Engen, Popp, Rolfö; Harder, Pajor (Oberdorf 61)

Lyon: Bouhaddi; Bronze, Buchanan, Renard, Karchaoui; Gunnarsdóttir, Kumagai; Cascarino (Van de Sanden 87), Marozsán (Taylor 87), Majri; Le Sommer

Curiosidades e estatísticas

  • O Lyon venceu o troféu pela sétima vez, a quinta consecutiva, alargando esses seus dois recordes.
  • Os sete triunfos do Lyon deixam a França com apenas menos dois títulos na prova do que a Alemanha, somando as vitórias dos clubes dos respectivos países.
  • O Lyon disputou a sua nona final e fixou um novo máximo de cinco consecutivas (quebrando o recorde de quatro, que já lhe pertencia, ente 2010 e 2013).
  • Sarah Bouhaddi e Wendie Renard jogou a final pela nona vez (mais uma do que Paco Gento e Paolo Maldini, na vertente masculina); Eugénie Le Sommer jogou a sua oitava final da prova.
  • Renard elevou para 88 o seu recorde de jogos na prova.
  • Le Sommer tornou-se na quinta jogadora a chegar aos 75 jogos na competição; Alex Popp tinha-se tornado na quarta, nos quartos-de-final.
  • Saki Kumagai foi a primeira futebolista asiática a marcar numa final da prova.
  • Bouhaddi, Renard, Le Sommer e Alex Popp estiveram em todos os oito embaes entre Wolfsburgo e Lyon na prova.
  • Autora do terceiro golo do Lyon, Sara Björk Gunnarsdóttir chegou ao clube há um mês, contratada ao Wolfsburgo, por quem tinha alinhado na derrota na final de 2018, ante a formação gaulesa.
  • Esta temporada, o Lyon tornou-se no primeiro clube a chegar aos 100 jogos nas provas femininas de clubes da UEFA e também no primeiro a registar 80 vitórias, enquanto Ada Hegerberg, que falhou a fase final da prova devido a lesão, ultrapassou Anja Mittag como a melhor marcadora de sempre da prova, ao chegar aos 53 golos.
  • Com sete vitórias consecutivas em 2019/20, o Lyon somou a segunda "temporada perfeita" da história da prova, depois de o Umeå ter logrado tal feito em 2003/04, então com nove vitórias.