Entrevista com Luis de La Fuente: seleccionador da Espanha sobre a sua caminhada e a estreia na UEFA Nations League contra a Inglaterra
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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"É uma nova história e um novo filme," diz Luis de la Fuente antes de a campeã mundial e europeia Espanha defrontar a Inglaterra na sua estreia na UEFA Nations League.
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Em 2013, Luis de la Fuente estava a folhear as páginas desportivas num café da sua cidade natal, Haro, quando viu que a Federação Espanhola de Futebol estava à procura de um treinador para as suas selecções jovens. Candidatou-se, conseguiu o cargo na selecção espanhola de Sub-19 e, 13 anos depois — tendo subido na hierarquia —, levou alguns desses mesmos jogadores à glória na UEFA Nations League, no UEFA EURO 2024 e, neste Verão, no Campeonato do Mundo.
Enquanto a sua equipa se prepara para dar início à sua campanha na Nations League contra a Inglaterra, em Wembley, o treinador de 65 anos explica como as ideias adaptadas do estoicismo romano fazem com que as suas equipas continuem a esforçar-se por melhorar a cada jogo.
Sobre defrontar a Inglaterra em Wembley
Conhecendo os jogadores e as suas personalidades, vamos estar incrivelmente concentrados desde o início. É essa a nossa mentalidade. Há sempre um objectivo a alcançar, e o mais importante é o aqui e agora. É uma nova história e um novo filme – queremos ser as estrelas deste novo filme.
Essa é a melhor motivação para um futebolista: jogar contra a Inglaterra em Wembley. Não é preciso mais motivação nenhuma. São o adversário perfeito para voltarmos imediatamente ao ritmo. A Inglaterra é uma grande selecção nacional, tão boa quanto nós, e será um teste difícil para nós. Nada do que conquistámos até agora nos vai ajudar a vencer a Inglaterra – precisamos de ser melhores e é isso que vou exigir aos jogadores nestes poucos dias que temos para nos prepararmos: sermos melhores do que temos sido até agora, concentrarmo-nos e darmos o nosso melhor para sermos melhores.
Sobre a sua caminhada desde os Sub-19 até à selecção principal da Espanha
Em 2014, o Marcos Llorente e o [Álex] Grimaldo já lá estavam, mas em 2015 surgiu esta geração com a qual me senti mais ligado, com a qual mais me identifiquei. Estivemos juntos nas categorias de Sub-19, Sub-21, nos Jogos Olímpicos, na Nations League e nos Europeus; estivemos juntos durante 11 anos, culminando com a vitória na final do Campeonato do Mundo e o título de campeões do mundo.
Reunimo-nos depois, abraçámo-nos e dissemos: "A nossa história é incrível. Fechámos o círculo." Um jogador disse-me então: "Mister, o que mais nos resta conquistar?" Eu respondi: "Olha, é o próximo jogo contra a Inglaterra." É essa a mentalidade desta equipa – sempre com fome de glória e conquistas.
Sobre ganhar a Nations League em 2023
Depois daquela vitória na Nations League, a equipa mudou. Todos sentiram, finalmente, que podíamos voltar a conquistar títulos. Não sou muito de manchetes sensacionalistas nos jornais. Prefiro mensagens que ressoem com a mentalidade e a filosofia dos jogadores, pelo que disse: "Meus senhores, provámos que, com esta abordagem, esta filosofia, podemos vencer. O próximo jogo é diferente. Vamos fazer as coisas melhor, mas aproveitando os nossos pontos fortes. Vamos a isso." E a equipa foi progredindo passo a passo, dando passos largos, melhorando constantemente. Hoje, somos o resultado de tudo isso. De tudo o que vivemos. É um processo de aprendizagem constante.
Esta entrevista foi realizada a 2 de Setembro de 2026.