Roberto Martínez sobre a experiência de Cristiano Ronaldo e a meia-final da Nations League contra a Alemanha
quarta-feira, 4 de junho de 2025
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Roberto Martínez elogia as várias opções do seu plantel antes da meia-final da UEFA Nations League, diante da anfitriã Alemanha.
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Tendo chegado à fase final com a Bélgica em 2021, o seleccionador Roberto Martínez espera, desta feita, conquistar a competição com Portugal, que se sagrou campeão em 2019.
Antes de um embate nas meias-finais contra a anfitriã Alemanha, Martínez diz ao UEFA que quer que os seus jogadores alcancem o sucesso, ao mesmo tempo que aborda a mistura de experiência com juventude e os exigentes quartos-de-final frente à Dinamarca.
Sobre a oportunidade de vencer o seu primeiro troféu de selecções
Não estou no futebol para ganhar títulos. Estou no futebol para formar equipas vencedoras e ver os meus jogadores ganharem títulos. Já estive na fase final, pelo que sei que os pequenos detalhes não são fáceis. Mas estamos felizes por estar na fase final e desfrutámos dos oito jogos que disputámos até agora.
Crescemos muito. Acho que é uma competição que nos permite crescer bastante. Mas não estou no futebol pelo meu ego. Estou no futebol para tentar ver jogadores ganharem títulos e o que mais gostaria era ver isso com a selecção portuguesa.
Sobre a Alemanha
Respeitamos a Alemanha, que joga em casa e é a anfitriã. Contudo, se quisermos alcançar algo de especial – e Portugal já venceu a Nations League – temos de conseguir fazer frente a uma equipa que será favorita porque joga em casa, perante os seus adeptos. É aí que queremos estar e vamos tentar aproveitar a oportunidade de estar numa meia-final.
Sobre as várias opções no plantel de Portugal
O importante é que temos um balneário onde os jogadores experientes acolhem muito bem os jovens. Porque é muito, muito diferente quando os jogadores experientes não abrem os braços para os novos talentos. Hoje, mostrámos que não se trata de uma mistura de uma geração, mas sim de quatro ou cinco gerações.
Temos um jogador como Cristiano Ronaldo e depois outros no meio como Bruno Fernandes e Bernardo Silva. E depois temos a geração mais jovem, e acho que ainda temos uma nova geração a chegar: Geovany Quenda e outros jogadores que vimos no Sub-17 a fazer um trabalho fantástico.
Sobre o embate nos quartos-de-final contra a Dinamarca
Duas equipas com uma capacidade incrível de jogar futebol ofensivo, correr riscos e jogar olhos nos olhos. Vimos dois jogos em que os adeptos fizeram a diferença. Os nossos adeptos ajudaram-nos realmente a vencer na segunda mão, mas acho que merecemos triunfar com o que fizemos.
Não jogámos bem na Dinamarca, mas fomos resilientes e conseguimos manter o resultado em aberto. Essa foi a diferença porque, na segunda mão, sofremos dois golos – um canto, um pequeno erro – mas, no geral, fomos superiores.