Entrevista a Rodrigo Zalazar: mágico do Braga sobre a ambição na Europa League e seguir as pisadas do pai
segunda-feira, 4 de maio de 2026
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Filho de José Luis Zalazar, antigo médio uruguaio, Rodrigo Zalazar, Nº10 do Braga, está a trilhar o seu próprio caminho e brilha na UEFA Europa League 2025/26.
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"Tem sido uma das pessoas mais importantes na minha carreira", diz Rodrigo Zalazar sobre o pai, José Luis Zalazar, antigo jogador da selecção uruguaia que fez a maior parte da carreira no Albacete Balompié, de Espanha, e era apelidado de "El Oso" (O Urso).
Apelidado carinhosamente de "El Osito" (O Ursinho), Zalazar seguiu os passos do pai para chegar a profissional mas está a trilhar o seu próprio caminho na UEFA Europa League, onde se prepara para o jogo decisivo das meias-finais frente ao Freiburg. O Braga desloca-se à Alemanha com uma vantagem de 2-1 conquistada na primeira mão, partida em que Noah Atubolu fez uma defesa incrível para travar um penálti de Zalazar.
O jogador de 26 anos falou à UEFA sobre a influência decisiva do pai, o que significa envergar o Nº10 e a esperança que tem em alcançar a glória na Europa League.
Sobre a sua alcunha
Bem, na verdade é a alcunha do meu pai, do tempo em que era jogador. É um apelido que lhe diz muito. É especial para ele e, obviamente, eu e os meus irmãos ouvimo-la com frequência e conhecemos muitas histórias sobre ela.
Sobre a influência do pai
Acho que ele teve uma influência enorme. No final de contas, quando se cresce com um pai assim, que jogava futebol e estava sempre rodeado de pessoas envolvidas na modalidade, que sempre nos fizeram sentir esta paixão pelo jogo, é algo que nos influencia desde muito novo. Sempre fez parte da nossa vida familiar.
Estávamos sempre a brincar com uma bola e comigo foi assim desde que era pequeno. Tínhamos um jardim grande e ele levava-nos lá para jogar futebol. Acho que foi uma das pessoas mais importantes da minha carreira, não só como pai, mas como amigo, treinador e em tudo o que se possa imaginar.
Sobre o papel contínuo do pai
Liga-me sempre após cada jogo e falamos sobre o que aconteceu, como foi, como posso melhorar, o que fiz bem e o que não fiz. Acho que ele é uma grande fonte de apoio para mim, e ter um pai tão presente e que está sempre a cuidar de todos nós, de mim e dos meus irmãos, é algo que me ajuda muito, e ouço sempre o que ele tem para dizer.
Sobre a alegria na Europa League
É uma competição que acompanho desde muito nova. É vista por muita gente e o objectivo de todos os jogadores. Para mim, ter a oportunidade de disputar competições como a Europa League é o concretizar de um sonho.
Sobre as suas ambições
Vamos dar o máximo para chegar à final. Seria o concretizar de um sonho e também um capítulo brilhante na história deste grande clube. Não é apenas importante para mim e para os meus colegas mas também para o clube. Um eventual título seria um prémio merecido para um clube que tem trabalhado para estar entre os melhores e que oferece condições de trabalho incríveis a todos.
Sobre envergar o Nº10
É o número que o meu pai usou em quase todos os clubes que representou. Acho que qualquer jogador que jogue como médio-ofensivo sonha ser o Nº10 da equipa. Obviamente, é um número que carrega muito peso e responsabilidade, não só pelo número em si mas também pelos grandes jogadores na história do futebol que o usaram.
É um número especial e por isso é fabuloso ter a oportunidade de o usar, algo que faço com toda a responsabilidade e respeito.
Sobre os jogadores aos quais associa o número
Em primeiro lugar Diego Forlán. Lionel Messi, claro. E presentemente também o Lamine Yamal.
*Entrevista realizada a 27 de Abril de 2026.