Entrevista a Giovanni van Bronckhorst: treinador do Rangers fala sobre a final da UEFA Europa League, influências na carreira e a chave para vencer jogos grandes
domingo, 15 de maio de 2022
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"Temos personalidade para jogar esta final", diz Giovanni van Bronckhorst, treinador do Rangers, enquanto prepara a sua equipa para o jogo decisivo da UEFA Europa League, frente ao Eintracht Frankfurt, em Sevilha.
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Enquanto jogador, Giovanni van Bronckhorst foi duas vezes campeão escocês com o Rangers antes de conquistar mais troféus com o Arsenal e depois a UEFA Champions League com o Barcelona. No entanto, a final da UEFA Europa League 2021/22 pode trazer-lhe um sucesso ainda mais notável.
Contratado em Novembro para substituir Steven Gerrard, liderou o conjunto escocês em momentos difíceis, como a lesão do goleador Alfredo Morelos, rumo ao jogo decisivo em Sevilha, podendo conquistar o segundo título europeu do clube, 50 anos após a Taça dos Clubes Vencedores de Taças.
Sobre a final frente ao Eintracht Frankfurt
Vamos enfrentar um adversário forte, mas temos vindo a preparar-nos bem e estivemos em excelente nível frente a outras equipas germânicas [Dortmund e Leipzig]. O Frankfurt é fisicamente muito forte, rápido no ataque e sólido na defesa. O seu desempenho europeu tem sido notável, por isso vai ser uma final realmente emocionante. Temos de garantir que aproveitamos os nossos pontos fortes, mas também respeitar os adversário porque possui qualidade inegável.
Sobre chegar à final após chegaar ao clube com a época em andamento
Como jogador ou treinador, chegar a uma final europeia é um feito notável. Por tê-lo conseguido como jogador, o mis importante que posso dizer aos jogadores é para se manterem concentrados. É um jogo como qualquer outro, mas onde a pressão e o mediatismo são maiores. Temos de nos concentrar na nossa exibição, e se isso acontecer temos boas hipóteses de sucesso.
Sobre as influências na carreira de treinador
Acho que aprendi com cada treinador que tive e tive a sorte de ser orientado por vários nomes de peso, como Arsène Wenger, Dick Advocaat, Guus Hiddink, Frank Rijkaard e Louis van Gaal. Nos últimos três ou quatro anos da carreira de jogador comecei a pensar mais neles e na forma como trabalhavam, e isso acabou por influenciar a forma de jogar das equipas que orientei.
On Rangers right-back James Tavernier being top scorer in the competition
Também joguei como lateral e na altura já havia jogadores muito ofensivos. Desde que terminei a carreira, isso acentuou-se ainda mais, por isso é sem surpresa que vejo o James marcar tanto mas também assistir. Estou muito satisfeito com as suas exibições, e ser o melhor marcador quando se é um defesa é um feito assinalável.
Sobre preparar os jogadores para o grande dia
Eles já mostraram que sabem lidar com a pressão em grandes jogos porque tivemos vários assim esta temporada. Quando são jogos a eliminar, de tudo ou nada, aí é que se vê o caráter dos jogadores, e os meus têm sido excelentes nesse aspecto. Por termos ultrapassado adversários tão bons posso dizer que temos carácter para disputar esta final, que se junta às qualidades técnicas e tácticas e à crença na vitória.