Sevilha bate Liverpool e vence pela terceira vez seguida

Liverpool 1-3 Sevilha
Três golos na segunda parte permitiram ao Sevilha dar a volta ao marcador e erguer o troféu pela terceira vez consecutiva.

O Sevilha faz a festa com o troféu da UEFA Europa League
O Sevilha faz a festa com o troféu da UEFA Europa League ©Sportsfile
  • Sevilha dá a volta ao Liverpool e vence terceira UEFA Europa League seguida
  • Daniel Sturridge coloca os "reds" na frente em Basileia
  • Kevin Gameiro restabelece empate para o Sevilha aos 17 segundos da segunda parte
  • Dois golos de Coke levam troféu novamente para Sevilha
  • Primeira vez que uma equipa ganha um troféu europeu três vezes seguidas desde o Bayern em 1974-76
  • Sevilha estende o seu recorde ao conquistar a quinta Taça UEFA/UEFA Europa League

O Sevilha bateu o Liverpool por 3-1 em Basileia, num jogo em que saiu para o intervalo em desvantagem no marcador, e conquistou pela terceira temporada consecutiva a UEFA Europa League. Daniel Sturridge deu vantagem aos "reds" a meio do primeiro tempo mas, na segunda parte, um golo de Kevin Gameiro e dois de Coke ditaram a reviravolta no marcador.

O jogo começou a uma velocidade alucinante e a primeira ocasião de real de perigo surgiu aos dez minutos, valendo ao Sevilha o português Daniel Carriço, titular, que tirou a bola sobre a linha depois de um desvio de Daniel Sturridge.

A partir daí o ritmo acalmou um pouco, mas o Liverpool continuou a mostrava-se mais perigoso e Sturridge voltou a ficar perto de marcar. David Soria negou-lhe o golo e o Sevilha respondeu, à passagem da meia-hora, num pontapé de bicicleta de Gameiro que passou centímetros ao lado da baliza à guarda de Simon Mignolet.

Mas foi mesmo o Liverpool que marcou. Coutinho descobriu o sempre irrequieto Sturridge na esquerda e este, já dentro da grande área, rematou em jeito, com a parte exterior do seu pé esquerdo, sem hipóteses de defesa para Soria. O Sevilha acusou o golo e, pouco depois, a bola voltou a entrar na sua baliza, mas o lance foi invalidado por fora-de-jogo. De seguida, um cruzamento perigoso de Nathaniel Clyne fez a bola passar pela pequena área andaluza sem que ninguém surgisse para a encostar.

O apito para o intervalo soou para alívio da turma espanhola, que surgiu revitalizada no segundo tempo, chegando à igualdade logo no primeiro lance. Numa grande jogada individual, Mariano chegou à linha de fundo e cruzou para a entrada de Gameiro, que só teve de encostar. E, no minuto seguinte, só um excelente corte de Kolo Touré impediu que o avançado do Sevilha bisasse.

Empolgado, o Sevilha voltou a estar muito perto de marcar à passagem da hora de jogo, uma vez mais por Gameiro. Só uma grande intervenção de Mingolet segurou a igualdade. Adivinhava-se, pois, o segundo golo do Sevilha, que chegou mesmo três minutos depois. A bola passou pelo pé de vários jogadores até que Coke surgiu, fulminante, a rematar certeiro, confirmando a cambalhota no marcador.

O Liverpool não se mostrava capaz de reagir e o Sevilha não tardou a voltar a marcar, novamente por Coke. Na tentativa, infeliz, de cortar a bola, os defesas do Liverpool acabaram por a colocar nos pés do médio espanhol que, no frente-a-frente com Mingolet, não perdoou. Até ao apito final, com o adversário balanceado no ataque, as melhores ocasiões de golo continuaram a pertencer ao Sevilha, que assim garantiu mesmo a conquista do troféu pela quinta vez, a terceira consecutiva, e, ao mesmo tempo, um lugar na fase de grupos da UEFA Champions League da próxima época.

Coke festeja o seu segundo golo na final
Coke festeja o seu segundo golo na final©AFP/Getty Images

Melhor em Campo oficial: Coke (Sevilha)
Capitão e herói do Sevilha, Coke não costuma marcar muitos golos, mas desta feita apareceu por duas vezes no local certo, na hora certa. Bisou na partida e ergueu ele mesmo, depois, o troféu. Uma noite de sonho.

O Melhor em Campo, em parceria com a Hankook, foi escolhido pela equipa de observadores técnicos da UEFA, composta por Jacques Crevoisier (França), Stefan Majewski (Polónia), László Szalai (Hungria), Ginés Meléndez (Espanha), Alex Ferguson (Escócia) e Ioan Lupescu (UEFA)

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