"Sinto-me valorizado, em casa": Aspas em grande no Celta
domingo, 9 de abril de 2017
Sumário do artigo
Iago Aspas falousobre a entusiasmante aventura europeia do Celta, fez a antevisão dos quartos-de-final com o Genk e revelou como mentiu sobre a idade aquando da sua primeira passagem pelo clube galego.
Conteúdo media do artigo
Corpo do artigo
Natural de Moana, a estrela do ataque, Iago Aspas, passou a maior parte da sua carreira no Celta de Vigo. O jogador de 29 anos falou com o UEFA.com sobre a que pode estar a ser até à data a sua melhor época.
Sobre as suas raízes no Celta
Ingressei no clube quando tinha oito anos, menti sobre a minha idade para poder ser integrado. Quando cheguei ao clube pela primeira vez estavam a contratar crianças nascidas em 1986, mas eu tinha nascido em 1987 e chorei muito; pensei que não me fossem deixar treinar. Mas o meu tio havia dado a data de nascimento exacta, mas não o ano, pelo que treinei e resultou.
Isso foi algo enorme para mim, como teria sido para qualquer rapaz de Moana – a minha cidade natal de 20.000 habitantes – que sonha jogar pelo Celta. Eu também costumava ser apanha bolas. Nessa altura o Celta estava num grande momento, jogava na Europa e tinha grandes jogadores como Aleksandr Mostovoi, Valeri Karpin e Gustavo López.
Sobre o tempo que passou fora no Liverpool e no Sevilha
Penso que isso fez de mim melhor jogador, ainda que não tenha jogado tanto quanto esperava, atendendo a que aqui sou titular. Treinar com grandes jogadores como Luis Suárez, Steven Gerrard e Philippe Coutinho foi-me muito útil. Nessa altura, pensava que sair era a melhor coisa para mim e para o Celta por causa do valor pago pela transferência.
Enquanto estive em Inglaterra e em Sevilha vi todos os jogos do Celta, sempre a desejar a vitória do clube, pelo que queria mesmo regressar; e foi bom quando isso sucedeu. Desde a minha estreia em 2009 as pessoas colocaram-me numa espécie de pedestal. Sempre me apoiaram e isso fez com que fosse mais fácil para mim jogar. Este pode ser um dos melhores períodos da minha carreira, quer individualmente quer em termos colectivos. Sinto-me valorizado, em casa, sinto-me bem em campo.
Sobre o embate com o Genk
É uma equipa que joga de forma semelhante a nós – futebol de cariz ofensivo. Apurou-se na fase de grupos e já ultrapassou duas eliminatórias, tal como nós, pelo que isso mostra o que vale. Temos de manter os pés bem assentes na terra, mas queremos chegar o mais longe possível. Sabemos que iremos ter um adversário muito difícil pela frente, mas temos esperança de que vamos conseguir fazer história no clube.
Não estamos a pensar na possibilidade de chegar pela primeira vez a uma meia-final europeia ou à final; estamos apenas focados em ganhar a eliminatória, fazer um bom jogo em casa para decidir a eliminatória a fim de que consigamos chegar à próxima fase.