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De Rossi: Coração de Roma

Daniele De Rossi fala ao UEFA.com do actual momento da Roma, do seu treinador, do facto de apenas ter conhecido um clube na carreira e ainda da importância de Luca Toni.

De Rossi: Coração de Roma
De Rossi: Coração de Roma ©UEFA.com

A chegada de Claudio Ranieri àquela que é a sua casa parecia, em Novembro, destinada ao fracasso, mas uma incrível série de 19 jogos sem perder colocou a AS Roma no segundo lugar da Serie A e na luta pela conquista de três troféus esta temporada - ainda está na Taça de Itália e na UEFA Europa League. Outro grande responsável pelo sucesso, que sente também como ninguém as cores da Roma, é Daniele De Rossi. O médio falou ao UEFA.com sobre o momento da equipa, o treinador e o facto de apenas ter conhecido um clube na sua carreira. E ainda sobre como a chegada do "novo Batistuta" augura voos ainda mais altos à Roma.

A origem da alcunha de Giacomo Losi remonta a uma tarde de Janeiro de 1961. Empatado 2-2 frente à UC Sampdoria, o jogador sofreu uma debilitante lesão, mas deixar a sua equipa com menos um elemento em campo não era uma opção e o defesa continuou em jogo, embora a coxear. Acabou por escrever o seu nome na história do clube quando subiu no terreno na marcação de um canto e apontou o golo da vitória. Podia ser natural de Soncino, perto de Milão, mas a partir desse dia Losi passou a ser conhecido como o "Coração de Roma".

Losi passou toda a sua carreira ao serviço do clube da capital italiana, pelo qual disputou 450 jogos entre 1959 e 1969, recorde só batido por Francesco Totti no início de 2007. Para muitos, De Rossi é o senhor que se segue. "Penso que é muito importante ter jogadores locais na equipa", salientou o médio. "Pode ser complicado, porque nos deixamos contagiar mais facilmente pelas emoções quando algo acontece ou quando a equipa atravessa problemas - mas é extraordinário, especialmente para os adeptos".

"Já sobram poucos: Gerrard, Raúl, Totti, Del Piero... São jogadores especiais, não apenas pelos títulos que conquistaram ou pela impressionante qualidade, mas também pela sua lealdade", explicou De Rossi, cuja fidelidade à Roma valeu, até ao momento, 207 jogos pelo clube: no palmarés tem duas Taças de Itália, mas nenhum título da Serie A, apesar dos quatro segundos lugares alcançados entre 2004 e 2008. À partida para os últimos três meses da temporada, a Roma está, uma vez mais, no segundo lugar, mas necessitou de um monumental esforço para chegar a tal posição. No 14º posto da tabela classificativa no início de Novembro, os "giallorossi" venceram 16 dos 19 últimos jogos no conjunto de todas as competições, incluindo triunfos nos últimos oito [UPDATE].

"Faz-me lembrar o Batistuta"
De Rossi apressa-se a acalmar o compreensível crescer das expectativas, recorrendo às clássicas frases "ainda há um longo caminho pela frente" e "queremos apenas dar seguimento a este bom momento". Ainda assim, admite algum optimismo com a chegada ao clube, no mercado de Inverno, de Luca Toni, por empréstimo do FC Bayern München. "É o jogador que nos fazia falta", afirmou o médio de 26 anos. "Temos excelentes atacantes, todos com uma excelente técnica individual, mas não tínhamos nenhum verdadeiro ponta-de-lança. Ele faz-me lembrar o Batistuta".

"Batigol" terminou a sua carreira com 200 golos marcados em 342 jogos disputados na Serie A, pelo que se trata de um grande elogio, saído talvez mais da boca do "adepto" De Rossi. "Temos vários jogadores naturais de Roma, que sempre foram adeptos deste clube, e esta é a primeira vez que temos um treinador de Roma - quando as coisas correm bem, isso inspira ainda mais os adeptos", explicou. "Ranieri traz uma maior agressividade. Temos uma equipa muito equilibrada e desenvolvemos uma mentalidade ganhadora; podemos ir longe sob as suas ordens".

E serão três as frentes a atacar ainda esta época, com uma réstia de ambição na Serie A a aliar-se a mais genuínas aspirações na Taça de Itália (onde a Roma parte para a segunda mão das meias-finais com uma vantagem de 2-0 sobre a Udinese Calcio) e na UEFA Europa League, prova onde se segue uma visita ao terreno do Panathinaikos, quinta-feira, na primeira mão dos 16 avos-de-final. "Vai ser uma viagem complicada, num estádio com uma atmosfera muito quente, onde os adeptos são verdadeiramente apaixonados", alertou De Rossi. "É um adversário forte e muito experiente".

Poderiam ser palavras para o descrever a si próprio. Apontado como o futuro capitão, viu o regresso de Totti atrasar a sua ascensão a tal estatuto. "Não é uma questão que me tire o sono", garante De Rossi. "O importante é a equipa; se envergamos ou não a braçadeira não é problema". Uma forma de pensar que faz lembrar o mítico Losi.

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