Zabaleta acredita na afirmação do City
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
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Vários são os grandes nomes que têm surgido ligados ao Manchester City, com o defesa Pablo Zabaleta a insistir que os melhores dias ainda estão para vir, num clube que diz ser "um gigante prestes a despertar".
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Nenhum clube tem andado tanto nas bocas do Mundo como o Manchester City FC nas últimas semanas. A audaciosa tentativa de recrutar Kaká foi apenas uma das possíveis transferências anunciadas pelos jornais, e são vários os nomes associados ao City, como David Villa, Thierry Henry e Gianluigi Buffon, numa altura em que os novos donos do emblema inglês procuram fazer valer a sua saúde financeira.
Protagonismo
Tem sido uma época tumultuosa para adeptos e jogadores, algo com que Pablo Zabaleta, defesa-direito de 24 anos, não contava quando se transferiu do RCD Espanyol no Verão passado. A contratação surpreendente de Robinho, perto do fecho do mercado de transferências, deu tanto protagonismo esta época à formação de Manchester que veste de azul como à que equipa de vermelho, e Zabaleta acredita que é apenas uma questão de tempo até que o City comece a lutar pelo primeiro lugar da tabela.
Gigante
"Hoje podemos comparar o Manchester City a um gigante prestes a despertar", afirmou o internacional argentino. "O Manchester City é um clube com muita história, mas talvez não tenha concretizado o seu potencial, e ano após ano tem sido ofuscado pelo Manchester United. Agora o City tem oportunidade de crescer, com novos investidores. O seu projecto é colocar o clube no topo da Premier League para fazer coisas importantes a nível europeu. Julgo que, neste momento, o Manchester City tem dado passos largos nesse sentido".
Golo decisivo
Zabaleta não poderia ter escolhido momento mais oportuno para se estrear a marcar pelo emblema das Eastlands do que na vitória caseira por 1-0 sobre o Wigan Athletic FC, a 17 de Janeiro. Foi apenas a segunda vitória do City em dez jogos em todas as competições, e colocou o clube no 11º lugar da Premier League, quatro pontos acima da zona de despromoção - e do último lugar -, numa tabela classificativa incrivelmente disputada. Com tantas notícias em torno de possíveis novas contratações, foi uma boa chamada de atenção para o treinador.
Teste
"Sim, é difícil, e por vezes toda a especulação em torno de novos jogadores causa desconforto, mas o plantel actual é este, portanto é com estes jogadores que temos de ganhar confiança. Cada jogo na Premier League é uma espécie de teste para toda a equipa, porque o clube dispões de muito dinheiro para contratar grandes estrelas. Todos sabemos que se queremos ficar muitos anos no Manchester City, temos de encarar um jogo de cada vez e mostrar a Hughes que acreditamos neste projecto, que somos ambiciosos e gostamos de representar o clube".
"Não hesitei"
O antigo defesa do CA San Lorenzo de Almagro tem feito isso mesmo. "Estou a gostar. Sempre quis actuar na Premiership. Este campeonato sempre me atraiu, por causa da forma como se joga, da competitividade, profissionalismo e trabalho árduo. Quando recebi a proposta do Manchester City não hesitei em dizer que adoraria jogar em Inglaterra, e cá estou eu. Estou feliz, porque se trata de um passo importante na minha carreira. Actualmente, a Premier League inglesa está um patamar acima de todos os outros campeonatos europeus. Passo a passo estou a começar a adaptar-me ao ambiente e ao modo de vida em Inglaterra".
Excelente época
Zabaleta vestiu sete vezes a camisola da selecção argentina e confere experiência ao City, que se prepara para retomar a sua participação na Taça UEFA, no próximo mês. O defesa fez parte da formação do Espanhol que chegou à final da prova em 2007, e quer repetir o feito pela sua nova equipa. "No início dessa época ninguém podia imaginar que chegaríamos à final, mas com modéstia e muito trabalho fizemos história na Taça UEFA, porque não perdemos um único jogo e deixámos pelo caminho grandes equipas como o Ajax, Benfica e Werder Bremen.
Regresso a Glasgow
"Regressei recentemente a Glasgow [onde foi disputada a final contra o Sevilla FC] para ver a Argentina jogar contra a Escócia", prosseguiu. "Fui com um amigo e, para ser honesto, não sabia em que estádio seria o jogo, mas quando estacionámos o automóvel logo me dei conta que estava a regressar ao mesmo recinto [Hampden Park] onde perdi essa final. Mas, acima de tudo, são boas memórias que irei sempre guardar".
Para ver em vídeo esta entrevista na mais recente edição do Magazine do uefa.com, clique aqui.