Daniel Alves respeita Nacional
segunda-feira, 13 de setembro de 2004
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O defesa-direiro do Sevilha, Daniel Alves, diz que o Nacional vai ser um duro teste no regresso do clube espanhol à Taça UEFA.
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Por Andy Hall
O jogo da primeira mão da primeira eliminatória da Taça UEFA entre o Nacional da Madeira e o Sevilla FC promete ser bastante interessante, uma vez que tal como a turma portuguesa, também os espanhóis têm nas suas fileiras diversos futebolistas brasileiros. O defesa-direito do Sevilha, Daniel Alves, que será certamente uma das figuras da partida, revelou que é uma honra para ele partilhar o mesmo terreno de jogo que os seus compatriotas Julio Baptista e Renato Dirnei Florêncio.
O melhor do Mundial de Sub-20
Os últimos 12 meses têm sido uma autêntica roda-viva para Alves, eleito o melhor jogador do Campeonato do Mundo que a equipa de Sub-20 brasileira conquistou em Dezembro passado. "Não é muito habitual um defesa ser eleito o melhor jogador - esse facto deu-me uma sensação de grande satisfação", disse ao uefa.com.
Talento brasileiro
No regresso, o Sevilha ofereceu-lhe um contrato de quatro anos e adquiriu de imediato os direitos sobre o atleta ao seu anterior clube, o EC Bahia. Com a contratação de Renato e de Baptista, o clube do sul de Espanha tem agora bastante talento brasileiro no plantel, numa altura em que o Sevilha regressa à Taça UEFA, após quase uma década de ausência.
Elogios a Renato
"O Baptista é um jogador de grande carácter e que marca muitos golos", disse Alves sobre o novo colega de equipa. "Renato é primeira escolha na equipa sénior. Muito poucos jogadores atingem esse nível. Triunfou no Brasil e espero que o consiga também aqui".
Processo de adaptação
Alves admitiu que a adaptação ao futebol espanhol demorou algum tempo e o jogador viu-se forçado a rever as suas exibições, com prioridade para as acções defensivas em detrimento das investidas no ataque. "Sou do tipo de jogador que gosta de ajudar na frente", disse. "No Brasil é normal os defesas integrarem o ataque, mas em Espanha não é bem assim. Tive de aprender a ficar em zonas mais recuadas e a manter a posição, o que foi muito difícil para mim quando cheguei".
Jogar por prazer
Contudo, algumas semelhanças entre os dois países atraíram inicialmente Alves para Espanha. "No Brasil, as pessoas jogam futebol porque as faz sentir bem, não é visto como um trabalho ou uma profissão, é algo que é suposto dar prazer", explicou. "O futebol espanhol é semelhante. É mais veloz, mas existem semelhanças. A abordagem bastante técnica do jogo é muito apreciada".
Chegar longe na UEFA
Técnica individual é algo que poderá ser vista em abundância quando o Sevilha receber o Nacional, equipa que tem a sua quota de talento brasileiro, com jogadores como Cléber, Serginho Baiano e o goleador Adriano. "Este jogo vai ser um grande desafio para nós", prosseguiu Alves. "É um duro teste na estreia, mas vamos tentar chegar o mais longe que pudermos".
Em duas frentes
Alves acredita que o Sevilha tem os recursos necessários para conseguir conciliar a campanha na Taça UEFA com as obrigações domésticas. "Disputar duas competições ao mesmo tempo é sempre duro, mas penso que temos opções suficientes na equipa para compensar - há outros jogadores que podem entrar no onze. Vai ser complicado, mas quando se vê a emoção no plantel por regressar à Europa sabemos que vai valer a pena".
A selecção brasileira
Apesar de ser um dos mais prodigiosos jogadores a actuar na Primera División, Alves não se deixa afectar quando o assunto é a selecção principal do Brasil. "É óbvio que defender as cores do meu país é um sonho, mas ainda sou jovem e tenho toda a carreira à minha frente. Não me preocupo muito com isso", confessou. "Por agora, o mais importante é tentar melhorar o meu jogo a cada dia que passa".