Galatasaray orgulha Turquia
quinta-feira, 1 de junho de 2000
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"Os jogadores turcos estavam habituados a ver as grandes finais na televisão. Agora têm a oportunidade de ser as estrelas do jogo". O treinador Fatih Terim tinha a perfeita noção do significado da campanha do Galatasaray SK na Taça UEFA de 1999/2000. A presença na final de Copenhaga, frente ao Arsenal FC, já era um sonho, pois nunca nenhum clube turco tinha chegado tão longe. Depois do apito final, os jogadores do Galatasaray tinham um lugar reservado na história. Mas o arranque para esta época de glória ficou marcado por alguns momentos difíceis.
Muitas batalhas
O Galatasaray entrou na Taça UEFA pela porta pequena, depois de ter sido o terceiro classificado do seu grupo na UEFA Champions League. Mesmo assim, o apuramento não foi fácil, pois os turcos foram obrigados a bater o AC Milan na última jornada. O emblema de Istambul entrou directamente para a terceira eliminatória e, para chegar à final de Copenhaga, deixou pelo caminho as equipas do Bologna FC, BV Borussia Dortmund, RCD Mallorca e Leeds United AFC. A final na capital dinamarquesa ficou marcada por graves incidentes nas ruas entre adeptos turcos e ingleses, uma consequência dos confrontos de Istambul, que tinham levado à morte de dois apoiantes do Leeds.
Hagi expulso
A tensão reflectiu-se no relvado, com o capitão do Galatasaray, Gheorghe Hagi, a ser expulso depois de agredir o seu homólogo do Arsenal, Tony Adams. Os "gunners", que também tinham sido despromovidos da UEFA Champions League, não aproveitaram a vantagem para aplicar a receita que tinha deixado pelo caminho o FC Nantes Atlantique, RC Deportivo La Coruña, SV Werder Bremen e RC Lens. O jogo terminou 0-0. No desempate por grandes penalidades, Patrick Vieira e Davor Šüker falharam os seus pontapés e deram a Taça UEFA à aguerrida equipa turca, que acabou por justificar a vitória.