Meias-finais - 27-06-2012 - 20:45CET (21:45 Hora local) - Donbass Arena - Donetsk
0-0
Espanha vence 4-2 nos penalties 

Portugal - Espanha 0-0 - 27-06-2012 - Página do jogo - UEFA EURO 2012

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Espanha mais feliz nos penalties

Publicado: Quinta-feira, 28 de Junho de 2012, 0.31CET
Portugal 0-0 Espanha (Espanha vence por 4-2 nos penalties)
Bruno Alves acertou na trave antes de Cesc Fàbregas confirmar a Espanha na final depois de um jogo com poucas oportunidades e muitos nervos.
por José Nuno Pimentel
de Donbass Arena
Espanha mais feliz nos penalties
Cesc Fàbregas feste após marcar o penalty da vitória ©Getty Images

Estatísticas dos jogos

PortugalEspanha

Golos marcados0
 
0
Posse de bola(%)43
 
57
Total de tentativas10
 
11
Remates à baliza2
 
5
Remates para fora8
 
6
Remates interceptados2
 
2
Remates nos postes0
 
0
Cantos6
 
7
Foras-de-jogo2
 
3
Cartões amarelos5
 
4
Cartões Vermelhos0
 
0
Faltas cometidas31
 
21
Faltas sofridas19
 
30

Classificação

Publicado: Quinta-feira, 28 de Junho de 2012, 0.31CET

Espanha mais feliz nos penalties

Portugal 0-0 Espanha (Espanha vence por 4-2 nos penalties)
Bruno Alves acertou na trave antes de Cesc Fàbregas confirmar a Espanha na final depois de um jogo com poucas oportunidades e muitos nervos.

Portugal falhou por pouco a presença na final do UEFA EURO 2012, em Kiev, no domingo, ao ser derrotado pela Espanha, por 4-2, no desempate por grandes penalidades, após o nulo verificado ao fim de 120 minutos em Donetsk.

Num desafio com escassas oportunidades de golo, a Espanha – campeã europeia e mundial – nunca conseguiu desenvencilhar-se da teia bem montada por Portugal, mas foi mais feliz na lotaria dos penalties. Rui Patrício e Iker Casillas defenderam as tentativas de Xabi Alonso e João Moutinho e, depois de Sergio Ramos ter marcado friamente a sua conversão num lance igual ao imortalizado por Antonín Panenka em 1976, Bruno Alves acertou na trave e Cesc Fábregas deu aos espanhóis a possibilidade de se tornarem na primeira equipa a ganhar três títulos seguido em grandes torneios.

Os pensamentos antes do início do encontro foram para Miki Roqué – defesa do Real Betis Balompié falecido no domingo passado, aos 23 anos, devido a um cancro –, uma vez que a Espanha pediu, perto do arranque da partida, para os seus jogadores envergarem uma braçadeira negra em sua homenagem. Com o antigo jogador do Liverpool FC na mente, os espanhóis tomaram a iniciativa e o primeiro lance de perigo veio talvez de um jogador improvável, aos nove minutos, quando o lateral-direito Álvaro Arbeloa aproveitou a indecisão de Alves no alívio e rematou da entrada da área por cima da trave.

Sem Fàbregas nem Fernando Torres, Vicente del Bosque apostou na envergadura física do avançado Álvaro Negredo para fazer frente à dupla de centrais Pepe e Bruno Alves, enquanto Hugo Almeida liderou o ataque de Portugal, no qual se notou maior actividade inicial no flanco esquerdo, o de Cristiano Ronaldo e Fábio Coentrão. Duas arrancadas do capitão dos lusitanos sem consequências fizeram animar o público, antes da “roja” sacudir o marasmo a dois minutos da meia-hora. Negredo segurou bem o esférico na área, deixou em Xavi Hernández e este de pronto em Andrés Iniesta, só que o seu pontapé em arco errou o alvo.

Portugal criou perigo numa perda de bola espanhola na saída da sua área. João Moutinho recuperou-a e deu-a a Ronaldo, mas o remate do nº7 saiu perto do poste da baliza de Iker Casillas e a etapa inicial chegou ao fim sem qualquer defesa efectuada pelos dois guarda-redes.

Após o reatamento, Del Bosque tentou dar maior mobilidade ao ataque e abdicou de Negredo para voltar a utilizar Fábregas como “falso 9”, antes de fazer entrar Pedro Rodríguez para o lugar de David Silva. Almeida teve três remates sem a direcção que ele desejada e coube a Xavi o primeiro enquadrado com a baliza, a meio da etapa complementar, à figura de Rui Patrício. Aos 73 minutos, um livre frontal de Ronaldo causou apreensão a Casillas, mas o remate saiu por cima.

Cada vez mais com o espectro do prolongamento no horizonte, o encontro entrou numa fase de pouco risco por parte de ambas as formações e só novo livre directo de Ronaldo levou perigo à baliza da Espanha, já depois de Nélson Oliveira ter substituído Almeida. A um minuto do fim, Ronaldo teve a melhor possibilidade de Portugal numa transição rápida de Raul Meireles, mas o extremo não acertou com a baliza. Aliás, a evidenciar a boa organização de ambas os contendores, o desafio chegou ao tempo extra somente com um remate ao alvo, o de Xavi atrás referido.

A Espanha esteve melhor do prolongamento e, aos 104 minutos, Patrício negou o golo a Iniesta no culminar de uma jogada de insistência de Pedro, antes de um livre de Sergio Ramos passar rente ao ferro. E guardião português esteve outra vez em destaque a deter com a mão direita um remate cruzado rasteiro de Navas em plena área. Sem golos, a decisão ficou para os penalties.

Última actualização: 25-09-14 4.41CET

http://pt.uefa.com/uefaeuro/season=2012/matches/round=15174/match=2003378/postmatch/report/index.html#espanha+mais+feliz