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Sørensen tranquilo apesar da derrota da Dinamarca

"É preferível isto acontecer agora", reconheceu Thomas Sørensen após ver a Dinamarca, adversária de Portugal no Grupo B do EURO 2012, derrotada em casa pela Rússia, por 2-0, no seu 100º jogo pela selecção.

Thomas Sørensen não foi feliz no seu 100º encontro pela Dinamarca
Thomas Sørensen não foi feliz no seu 100º encontro pela Dinamarca ©Getty Images

Foi um encontro de sortes diferentes para os dois guarda-redes, aquele que se jogou esta quarta-feira, em Copenhaga. Thomas Sørensen, guardião da Dinamarca, segunda adversária de Portugal no Grupo B do UEFA EURO 2012, neste Verão, ficou a lamentar o facto de não ter conseguido travar um remate de longe de Andrey Arshavin no seu 100º jogo pela selecção dinamarquesa, enquanto Vladimir Gabulov pode assinalar uma rara oportunidade entre os postes da selecção russa com um jogo sem sofrer golos. Porém, Sørensen recusou deixar-se abater pela derrota por 2-0, salientando que "ainda há muito tempo" para os pupilos de Morten Olsen se prepararem para a fase final do UEFA EURO 2012.

Thomas Sørensen, guarda-redes da Dinamarca
Podemos aprender várias coisas com um jogo como este. A Rússia apostou numa pressão muito alta, enquanto nós procurámos manter-nos fiéis ao nosso estilo, com combinações entre os jogadores, mas acabámos por nos ver obrigados a chutar muitas bolas para a frente, o que permitiu que eles viessem mais vezes para cima de nós. Mas é preferível que isto aconteça agora. Já estivemos nesta situação antes e temos de ter cuidado e não colocar as expectativas demasiado elevadas. Ainda falta muito tempo. Alguém me disse que estamos a 100 dias do pontapé de saída do torneio. Temos tempo suficiente para nos prepararmos e tudo será bem diferente no EURO.

[No lance do segundo golo] era necessário ter exercido maior pressão sobre Arshavin, que assim teve muito espaço para preparar o remate. Claro que tal não muda o facto de que eu deveria ter defendido aquele disparo. Perdemos a bola e eu não consegui vê-la, pois estava tapado por Simon Kjær, mas são coisas que acontecem.

William Kvist, médio da Dinamarca
Dispusemos de um par de boas oportunidades, mas nenhuma daquelas de golo iminente. Ainda assim, se olharmos para os remates que fizemos na direcção da baliza, não foi mau. Pode dizer-se que a Rússia repousou sobre o resultado e, obviamente, foi pena termos sofrido um golo tão cedo – e outro mesmo antes do intervalo. Estamos habituados a jogar ao mais alto nível e este foi apenas um encontro amigável. Há bem pouco tempo vencemos a Suécia [2-0, em Novembro], por isso é preciso ter calma e não nos deixarmos abater. Mas temos de aprender com este resultado e dar sempre 200 por cento.

Vladimir Gabulov, guarda-redes da Rússia 
Soube que ia ser titular durante a conversa que o treinador teve connosco antes do encontro, quando ele anunciou o "onze" inicial, e comecei a preparar-me mentalmente para o jogo. Já não sou um rapazito, tenho bastante experiência. Um guarda-redes tem de saber manter sempre a tranquilidade, por isso procurei manter-me calmo ao longo da partida, de forma a mostrar aos meus colegas que podiam confiar em mim. Não pensei na minha exibição, mas sim no jogo. O meu objectivo era manter a baliza inviolável e ser o mais eficaz possível no lançar dos nossos ataques. Preparámos este jogo conscientes de que a Dinamarca havia vencido o seu grupo de qualificação, à frente de Portugal, por isso sabíamos que tínhamos de estar atentos e dar o nosso máximo.

Diniyar Bilyaletdinov, médio da Rússia 
O golo nos primeiros minutos [assinado por Roman Shirokov] foi muito importante para nós, mas o resultado final foi 2-0, o que acaba por mostrar que foi um triunfo merecido. Tratava-se de um encontro amigável, mas precisávamos de um bom resultado esta noite e conseguimo-lo, por isso só tenho aspectos positivos a destacar. Há que não responsabilizar em demasia o guarda-redes da Dinamarca no lance do segundo golo, porque o remate ganhou uma direcção algo imprevisível e, pelo que me pareceu, ele não conseguiu ver a bola partir.

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