Van Basten orgulhoso
terça-feira, 10 de junho de 2008
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Marco van Basten acredita que a selecção holandesa "pode sonhar alto" se continuar a jogar com a mesma qualidade com que se impôs à Itália em Berna.
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Marco van Basten, seleccionador da Holanda
Pode-se dizer que estou orgulhoso. Orgulhoso por termos vencido o campeão mundial e por termos jogado bom futebol esta noite, marcando três golos e jogando sempre da mesma forma até ao último minuto. Foi um resultado histórico porque no passado nunca tínhamos derrotado a Itália por 3-0. Foi uma exibição excelente. Os jogadores responderam de uma maneira incrível ao que lhes foi pedido e jogaram como uma verdadeira equipa, mostrando espírito de entreajuda. Se jogarmos com esta qualidade, podemos sonhar alto em conseguir uma boa prestação neste torneio. Até ao último minuto tentámos jogar um futebol atraente e tornar a vida difícil para os italianos. Apesar da pressão que eles colocaram sobre nós, continuámos a jogar da mesma forma e tenho que dar os parabéns à minha equipa por isso, pois aguentaram a pressão e ainda marcaram outro golo.
Não podemos falar de uma nova era, pois só vencemos um jogo - o primeiro que disputámos. Estou satisfeito por ter sido frente a um adversário de grande valia, mas este é só o primeiro passo. Se mantivermos o mesmo espírito de equipa que apresentámos esta noite, vamos conseguir fazer coisas interessantes daqui em diante, mas estamos conscientes de que existem outras boas equipas presentes no torneio. Em vários aspectos fomos melhores que os italianos, mas eles têm bons jogadores e com experiência. Estou convencido de que vão recuperar pois têm a classe suficiente para o conseguir. Tratou-se apenas de uma partida e vamos prepararmo-nos da mesma forma para as restantes. Se perdemos frente à França, ficaremos em dificuldades. Repito, foi só o primeiro passo, vamos ver se conseguimos repetir esta performance frente à França e à Roménia.
Roberto Donadoni, seleccionador da Itália
Quando sofremos o primeiro golo, as coisas complicaram-se e, em relação ao segundo, não fomos suficientemente rápidos a recolocarmo-nos nas posições defensivas depois de um canto a nosso favor. Continuámos fortes mentalmente e criámos algumas ocasiões de golo, mas esta não era a nossa noite. Penso que a Holanda jogou bem, tal como estávamos à espera que o fizesse. Sabíamos que seriam capazes de criar situações de golo e dificultar a nossa tarefa, mas cometemos erros e pagámos por isso. Este desafio começou mal e terminou ainda pior para nós, mas já faz parte do passado e temos que começar a pensar no próximo, frente à Roménia. Precisamos de recuperar fisica e mentalmente para corrigirmos esta má entrada na prova.
Se não estivéssemos optimistas devíamos ir embora, em vez de seguirmos para Zurique. Os jogadores precisam de esquecer esta derrota, mas compreender os erros que foram feitos. A partir de amanhã, vamos começar a trabalhar para os corrigir, para que não voltem a acontecer. Fomos ingénuos na forma como concedemos os golos do adversário em contra-ataque. Tivemos um canto a nosso favor, mas estivemos desatentos na defensiva. Não defendemos da maneira adequada. Obviamente, e olhando para o resultado, podemos estar satisfeitos por a França e a Roménia terem empatado. Pode ser uma vantagem para nós, mas também demonstra que a Roménia tem qualidade para ser um opositor difícil para a nossa equipa.