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Altos e baixos a caminho do Europeu

Relembre alguns dos melhores momentos da fase de qualificação do UEFA EURO 2008™, como o recorde alcançado por David Healy.

Golos fantásticos, recordes quebrados e mesmo um jogo interrompido pela presença de um mocho. Aqui ficam dez momentos que tornaram memorável a fase de qualificação do UEFA EURO 2008™.

Healy caminha sobre a água
O soberbo “chapéu” de David Healy num relvado alagado que valeu, no sábado, o triunfo da Irlanda do Norte sobre a Dinamarca, foi tão bom quanto qualquer outro tento da fase de qualificação, mas tratou-se da forma perfeita de bater o recorde de golos marcados no apuramento para o Campeonato da Europa, pertencente, desde 1996, ao croata Davor Šuker, com 12 tentos. “Caso já não soubéssemos, aquele golo, naquelas condições, mostrou que o Rei David caminha verdadeiramente sobre a água”, escreveu o Belfast Telegraph. Houve outros marcos: o estoniano Martin Reim ultrapassou Lothar Matthäus como o jogador europeu com mais internacionalizações, quando a 22 de Agosto, representou o seu país pela 151ª vez, enquanto Hakan Şükür e Jan Koller atingiram a marca dos 50 golos pelos respectivos países.

Bravos escoceses
O excelente golo de James McFadden, a 13 de Setembro, no Parc des Princes, enviou a Escócia para o primeiro lugar do Grupo B, quando faltavam três jornadas para o final. Após recolher a bola proveniente de um passe longo do guardião Craig Gordon, McFadden levantou a cabeça, viu Mickaël Landreau fora de posição e rematou a 30 metros de distância, ao ângulo superior. Apesar de não ter conseguido ajudar à qualificação num grupo que incluía ambos os finalistas do último Mundial, o “Tartan Army” recordar-se-á para sempre dessa noite de Paris e do melhor golo da selecção da Escócia desde o lance individual de Archie Gemmill frente à Holanda, na fase final do Mundial de 1978.

Inesquecível viagem francesa
Numa campanha em que a França se vingou da derrota imposta pela Itália na final do Mundial 2006 e na qual Thierry Henry ultrapassou Michel Platini na lista dos melhores marcadores da selecção, há um momento que se destaca de todos os outros: a aterragem no aeroporto de Torshavn, no mês passado. “Não pensava que chegássemos inteiros”, admitiu Henry. Os “bleus” levantaram voo, a 12 de Outubro, pelas 11h45, tendo em vista o jogo de qualificação nas Ilhas Faroé, mas chegaram ao destino apenas às 13h37 do dia seguinte. A caminho de Torshavn, tiveram de efectuar uma escala em Aberdeen devido a problemas técnicos, antes de o denso nevoeiro e a chuva diluviana ter obrigado a uma alteração do voo para Bergen. Quando o avião finalmente se fez à pista em Torshavn, adornou para um dos lados, tendo a asa esquerda quase tocado no solo. Henry e companhia recuperaram do susto o suficiente para, algumas horas mais tarde, golearem as Ilhas Faroé, por 6-0.

Dias felizes para o Luxemburgo
Quando, a 13 de Outubro, Fons Leweck fez de cabeça o golo da vitória do Luxemburgo sobre a Bielorrússia, no período de descontos, terminou com uma série de 55 jogos oficiais sem ganhar dos luxemburgueses, que se iniciara em 1995. “Quando vi que o Daniel [Da Mota], desmarquei-me para o poste mais distante”, comentou Leweck. “Consegui chegar à bola e rematá-la por entre os dedos do guarda-redes e para o fundo das redes. Foi mágico”.

Porterfield recordado
A campanha da Arménia será recordada pela tristeza que se seguiu à morte do seleccionador Ian Porterfield, em Setembro. A sua viúva, Glenda, descreveu bem a afeição que o país entretanto adoptado tinha por si quando este regressou, em Agosto, a Yerevan no empate (1-1) com Portugal, pese embora encontrar-se, na altura, a receber tratamento em Londres para debelar um cancro. “Apenas duas semanas antes [da sua morte], voámos até à Arménia para o jogo com Portugal. O estádio estava cheio para ver todas as estrelas portuguesas, como [Cristiano] Ronaldo, Deco e demais, mas quando o Ian surgiu no estádio, todos se levantaram e gritaram o seu nome. Foi muito emocionante”.

Campeão mostra a sua raça
A Grécia, detentora do título europeu, qualificou-se a duas jornadas do final da fase de apuramento, mas, após ter perdido, em Atenas diante da Turquia, por 4-1, no mês de Março, os seus adeptos tinham razões para recear a segunda ausência consecutiva de uma grande competição, após o Mundial. Mostrando a determinação patenteada na caminhada até ao triunfo no UEFA EURO 2004™, em Lisboa, a equipa de Otto Rehhagel reagiu em bom plano. Uma vitória em Malta estabilizou a nau e um empate em Oslo devolveu o controlo do grupo à Grécia. Depois, veio o momento alto: o tento da vitória em Istambul, da autoria de Ioannis Amanatidis. A Grécia qualificara-se no reduto do maior rival.

Golos, golos, golos
Houve alguns golos memoráveis apontados por todas as selecções. O tento de Nihat Kahveci que deu a vitória à Turquia em Oslo, o bis de Euzebiusz Smolarek que confirmou a qualificação da Polónia para o seu primeiro Campeonato da Europa, o remate certeiro de Dorin Goian à Holanda, que valeu o apuramento da Roménia. Um dos mais espectaculares teve a assinatura de Ricardo Quaresma, no triunfo de Portugal sobre a Bélgica, por 4-0, no Estádio José Alvalade. O extremo do FC Porto correu pela direita, iludiu o seu marcador directo com um habilidoso toque com o pé direito e desferiu de pronto um remate conhecido por "trivela", com a parte de fora do mesmo pé, fazendo a bola descrever um arco que deixou o guarda-redes belga pregado à relva sem reacção. Na decepcionante campanha de Inglaterra, contudo, aconteceu talvez o mais caricato, quando, na Croácia, o guardião Paul Robinson rematou na atmosfera, permitindo que a bola atrasada por Gary Neville entrasse na sua própria baliza. Os croatas venceram esse embate por 2-0 e a Inglaterra nunca mais recuperou da hecatombe.

Alemanha com melhor ataque
Joachim Löw tinha a difícil tarefa de substituir Jürgen Klinsmann como seleccionador da Alemanha, mas a transição dificilmente poderia ter sido mais tranquila. A Alemanha iniciou a fase de apuramento com uma goleada de 13-0 sobre San Marino, em Setembro de 2006 – marca que constituiu o recorde em Campeonatos da Europa – e nunca levantou o pé, terminando a fase como o ataque mais concretizador, com 35 golos.

Mocho interrompe jogo
A campanha da Finlândia confundiu muitos, e até os ornitologistas do país. Durante o jogo que disputavam com a Bélgica, os finlandeses estavam a encontrar muitas dificuldades no encontro quando um enorme mocho, conhecido por aquelas bandas como Huuhkaja, irrompeu pelo estádio. Dependendo do local onde se está, o significado dos mochos vaira entre o azar e a prosperidade e, para a equipa da casa, viria a significar a última possibilidade. Após uma pausa de vários minutos, o animal parou atrás da baliza finlandesa e, pouco depois, Jonatan Johansson marcou no outro lado, ajudando ao triunfo dos nórdicos por 2-0. Desde então, a Huuhkaja passou a ser adoptada como a mascote da equipa e, também, a sua alcunha.

Nova era
O triunfo da República da Irlanda frente ao País de Galespor 1-0, é já pouco mais do que uma nota de rodapé na fase de qualificação do UEFA EURO 2008™, mas o primeiro jogo de futebol realizado em Croke Park revelou-se um momento monumental na história do desporto irlandês. A Federação dos Desportos Gaélicos, que superintende as modalidades tradicionais irlandesas desde 1884 por entre a ascensão do futebol e outros “jogos estrangeiros”, nunca permitira a realização de encontros de futebol no seu, entretanto, renovado recinto. No dia em que Stephen Ireland apontou o tento da vitória, a Irlanda conseguiu colocar o passado para trás das costas. A Inglaterra também entrou numa nova era com a reabertura de Wembley. Infelizmente para os seus adeptos, a maior recordação será a derrota com a Croácia, que custou o apuramento para o UEFA EURO 2008™.

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