Emoção e divisão de pontos no Dragão
terça-feira, 15 de junho de 2004
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Alemanha 1-1 Holanda
Ruud van Nistelrooy anulou o golo inaugural do alemão Torsten Frings num emocionante jogo do Grupo D.
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Alemanha e Holanda empataram 1-1 num jogo, que apesar de só ter tido dois golos, prendeu os espectadores à cadeira, até ao último segundo.
A Holanda, campeã europeia em 1988, e a Alemanha, que ergueu o ceptro em 1996, foram as duas últimas selecções a entrar em campo num dos jogos mais aguardados da primeira ronda. Após o triunfo da República Checa sobre a Letónia, por 2-1, era importante para qualquer uma destas formações evitar a derrota.
A Alemanha iniciou o jogo apenas com um avançado, Kevin Kuranyi, que se destacou na época de estreia na UEFA Champions League ao serviço do VfB Stuttgart. Como é usual, grande parte da responsabilidade ofensiva recaiu sobre Michael Ballack, elemento incumbido de apoiar Kuranyi no ataque. Dick Advocaat iniciou o encontro num sistema de 4-3-3. Ruud van Nistelrooij, foi a escolha para o “onze” inicial, em detrimento de Roy Makaay, Patrick Kluivert e ainda de Pierre van Hooijdonk.
Com um ambiente de grande festa nas bancadas do Estádio do Dragão, as duas equipas entraram em campo algo receosas, preocupadas, sobretudo, em controlar a bola. Talvez por isso, não tenha surgido qualquer remate à baliza nos primeiros 15 minutos de jogo. A primeira jogada de perigo do encontro, surgiu para aos alemães, aos 21 minutos, através de um potente remate de Wörns, de fora da área, a obrigar Van Der Sar a defender por cima da barra, para canto.
Uma jogada que galvanizou os germânicos, que chegaram ao golo nove minutos depois, por intermédio de Frings. O médio alemão cobrou um livre descaído sobre esquerda, a castigar falta de Cocu sobre Lahm, a bola cruzou a área entrando ao segundo poste, perante uma estática defesa holandesa. Um golo que premiou a equipa mais ofensiva, embora nenhuma tivesse feito muito para merecer a vantagem.
Antes de Anders Frisk apitar para o intervalo, a Holanda esteve perto de chegar à igualdade, quando Van Der Vaart ganhou espaço na área, após trabalho de Van Nistelrooij, e rematou cruzado com a bola a sair muito perto do poste esquerdo da baliza de Oliver Kahn. Dick Advocaat mexeu no início do segundo tempo fazendo sair Davids e Zenden para os lugares de Sneijder e Overmars, respectivamente. Alterações que não provocaram grandes melhorias à equipa holandesa, que continuou com dificuldades no último terço do terreno, apesar de manter mais tempo de posse de bola. Os alemães aproveitavam a toada mais ofensiva dos holandeses, para explorarem jogadas de contra-ataque, causando alguns problemas a Van Der Sar.
A incerteza no marcador conferia, nesta fase do jogo, muita emoção à partida, com ambas as equipas a darem o tudo por tudo para chegarem ao golo, apesar de o fazerem de forma atabalhoada, na grande maioria das vezes. Aos 80 minutos a Holanda chegou, finalmente, ao golo. Van Hooijdonk ganhou a bola e desmarcou Van der Meyde pelo lado direito. O extremo do FC Internazionale levou a melhor sobre Lahm e cruzou de primeira para o remate à meia-volta de Van Nistelrooij, que, acossado por um defesa, conseguiu o desvio vitorioso, fazendo a bola entrar junto ao poste. Ambas as equipas partiram à procura do golo e criaram oportunidades em ambas as balizas. Galvanizada, a Holanda demonstrou alguma superioridade, mas não conseguiu a reviravolta.
"Onzes"
Alemanha: Kahn (c); Lahm, Nowotny, Wörns, Friedrich; Frings (Ernst 79), Baumann, Ballack, Hamann, Schneider (Schweinsteiger 68); Kurányi (Bobic 85)
Suplentes: Lehmann, Hildebrand, Hinkel, Klose, Brdarić, Kehl, Jeremies, Ziege, Podolski
Seleccionador: Rudi Völler
Holanda: Van der Sar; Van Bronckhorst, Bouma, Stam, Heitinga (Van Hooijdonk 74); Zenden (Sneijder 46), Davids (Overmars 46), Van der Vaart, Cocu (c), Van der Meyde; Van Nistelrooy
Suplentes: Westerveld, Waterreus, Reiziger, Kluivert, Makaay, Frank de Boer, Robben, Bosvelt
Seleccionador: Dick Advocaat
Árbitro: Anders Frisk (Suécia)
Melhor em Campo: Michael Ballack (Alemanha)