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Losango holandês no caminho dos gregos

Dick Advocaat vai testar um novo modelo de jogo frente à Grécia, em Eindhoven.

Por Berend Scholten e Paris Ayiomamitis

A menos de sete semanas do seu jogo de estreia no EURO 2004™, frente à Alemanha, o seleccionador holandês, Dick Advocat, vai testar um novo modelo de jogo.

Losango no meio-campo
No encontro com a congénere da Grécia que se disputa esta quarta-feira, em Eindhoven, Advocaat vai abdicar do habitual 4-3-3, para apresentar um losango no meio-campo, com dois pontas-de-lança na frente de ataque. "No passado, não construímos muitas oportunidades de golo com o nosso esquema táctico habitual que se baseava num 4-3-3, com uma frente de atacante aberta", referiu Advocaat, justificando a sua decisão.

"Sistema perigoso"
"Existem várias equipas da nata do futebol europeu, como FC Porto, [AS] Mónaco [FC] e AC Milan, que usam, actualmente, esta táctica e, quando se tem os jogadores certos, ela pode ser muito eficiente e perigosa. Penso que a Holanda dispõe de jogadores aptos a executar este sistema e ainda desfrutamos de tempo para nos acostumarmos a ele". O médio do Milan, Clarence Seedorf, poderá ser um dos beneficiados com a mudança, apesar de enfrentar a concorrência de Mark van Bommel e Wesley Sneijder no papel de organizador de jogo.

Avançados
Outra razão, segundo o técnico, prende-se com o desejo de utilizar dois pontas-de-lança. Ruud van Nistelrooij, Patrick Kluivert, Roy Makaay e Pierre van Hooijdonk, estão todos na calha para viajar até Portugal, e o técnico sente que "é uma pena utilizar apenas um deles".

Lista de indisponíveis
Kluivert está recuperado e deverá actuar de início, mas Van Nistelrooij não poderá defrontar o conjunto helénico - o dianteiro do Manchester United FC lidera a lista ausentes, que integra Andy van der Meyde, Edgar Davids e Philip Cocut. A inclusão, à última hora, de Paul Bosvelt, médio do Manchester City FC, deixa a formação de Advoccat com um  total de 18 elementos.

"Excelente equipa"
Advocaat espera um desafio difícil, frente "a uma excelente equipa", imbatível há 15 jogos. O seu homólogo, Otto Rehhagel, retribui os elogios, descrevendo a Holanda como "um adversário forte" e o "tipo de equipa que a Grécia vai defrontar em Portugal".

Atento à defesa
O técnico germânico, de 53 anos de idade, manifestou esperança de ver a sua selecção realizar uma sólida prestação defensiva em Eindhoven: "Especialmente neste encontro, direi aos meus jogadores para serem rigorosos defensivamente e travarem o futebol harmonioso da Holanda, para não nos acontecer o mesmo que à Escócia, que sofreu seis golos".

Sem receio
A selecção helénica apenas concedeu um golo nos três últimos particulares, frente a Portugal, Bulgária e Suíça e - tal como afirmou na segunda-feira o ponta-de-lança do Panathinaikos FC, Dimitrios Papadopoulos -, a Grécia "já provou que pode jogar contra qualquer equipa". De qualquer forma, isso não impede a imprensa grega de considerar o desafio "um teste de fogo", ante a selecção que, no mês passado, em Roterdão, quebrou a série vitoriosa da França, que já durava há 14 jogos.

Kapsis ausente
Para este jogo, a Grécia não poderá contar com Mihalis Kapsis, do AEK Athens FC, que contraiu uma lesão muscular no último fim-de-semana, mas Rehhagel saúda os regressos de Stylianos Venetidis, defesa-esquerdo do Olympiacos CFP, e Giorgios Karagounis, jogador do FC Internazionale. Ambos estão totalmente restabelecidos das respectivas lesões e serão, provavelmente, titulares, numa formação que apresenta poucas alterações em relação à que venceu a Suíça, por 1-0, no mês passado.