"BBC" é garantia de solidez para Itália
quinta-feira, 9 de junho de 2016
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O "BBC" do Real Madrid é o segredo do seu poderio ofensivo, mas a versão da Itália, com Leonardo Bonucci, Andrea Barzagli e Giorgio Chiellini, mantém a solidez defensiva nos "azzurri".
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Quando a Itália iniciar, na segunda-feira, a participação no UEFA EURO 2016 frente à Bélgica, em Lyon, irá fazê-lo confiando nas bases sólidas em que assenta o seu desafio.
À frente do magistral Gianluigi Buffon na baliza, estão Leonardo Bonucci, Andrea Barzagli e Giorgio Chiellini: o “BBC” da Itália.
Este quarteto não forma apenas o bastião defensivo da Juventus que venceu os últimos cinco títulos da Serie A; é também a espinha dorsal que o antigo treinador da “vecchia signora” e actual seleccionador de Itália, Antonio Conte, espera que ajude a sustentar a sua busca pela glória em França.
“É definitivamente uma vantagem poder confiar em quatro jogadores da Juventus que jogam juntos há tanto tempo na defesa e, claro, estamos a construir algo forte a partir dessa base”, disse ao UEFA.com, Conte. “Mas tal como já havia dito, gosto de um estilo de jogo proactivo e, para isso, o equilíbrio é fundamental, tanto a atacar como a defender.”
Na verdade, enquanto o famoso “BBC” do Real Madrid, constituído por Gareth Bale, Karim Benzema e Cristiano Ronaldo, acrescenta peso à hipótese de que o ataque é a melhor defesa, a versão italiana confirma o oposto: a defesa é a melhor forma de atacar.
"O que é seguro é que a tarefa de defender abrange também os avançados”, disse o defesa-central Bonucci. “O nosso trabalho é facilitado pelo facto dos nossos avançados, tal como quer Conte, serem os nossos primeiros defesas. Eles exercem uma pressão contínua no meio-campo ofensivo, permitindo-nos ser mais agressivos.”
Isso foi claro na campanha de qualificação notável da Itália na qual não perdeu qualquer partida – apesar de apenas ter vencido dois jogos por mais do que um golo. Isso atesta uma eficiência que Chiellini espera sejam capazes de manter até 10 de Julho - a data da final.
“Não penso que uma equipa precise de marcar tantos golos; apenas há que marcar mais um que o adversário e sofrer menos um do que ele”, disse o jogador de 31 anos. “Isso é o que realmente conta. Além disso, historicamente a Itália não é uma selecção que sofra muitos golos.”