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Análise ao Trabalho de Equipa na Conference League: os pontos fortes do Chelsea e do Betis

A unidade de análise de desempenho da UEFA examina os golos dos finalistas da Conference League, que sugerem um duelo equilibrado em Wroclaw.

Antony e Isco (à direita) festejam o quarto golo do Betis contra o Vitória SC
Antony e Isco (à direita) festejam o quarto golo do Betis contra o Vitória SC Getty Images

A final da UEFA Conference League, em Wroclaw, vai opor o Real Betis ao Chelsea e os resultados das duas equipas até agora na competição sugerem um jogo disputado e pleno de emoções.

No âmbito da série Trabalho de Equipa Exemplar da Conference League, apresentada pela Engelbert Strauss, os Observadores Técnicos da UEFA Haakon Lunov e David Adams analisam o remate rasteiro de Noni Madueke pelo Chelsea contra o Djurgården e a cereja no topo do bolo de Isco pelo Betis contra o Vitória SC.

Veja Noni Madueke finalizar contra o Djurgården

Noni Madueke: Djurgården 1-4 Chelsea

O segundo golo dos Blues na primeira mão das meias-finais, em Estocolmo, mostrou a mestria da equipa de Enzo Maresca na execução de passes curtos e precisos em zonas perigosas, bem como a compreensão do espaço por parte dos seus jogadores. A finalização de Madueke é certeira, mas é a movimentação dos companheiros que lhe dá liberdade para executá-la.

Haakon Lunov sobre o golo de Madueke 

“Quando Reece James rompe o meio-campo, fá-lo com uma abertura de 50 cm entre o extremo e o médio-centro do Djurgården. O passe não tem mais de dez metros, e estas distâncias curtas facilitam a perfeição na execução do passe. Depois, o movimento e a interacção entre Kiernan Dewsbury-Hall e Tyrique George antes de receberem a bola é de grande qualidade."

“Quando Dewsbury-Hall começa a movimentar-se no meio-campo do Djurgården, George reage, movendo-se na direcção oposta e dando assim ao defesa do Djurgården um dilema e uma situação de 1 para 2. Isto dá a Dewsbury-Hall o tempo e a oportunidade de se virar e usar o espaço à sua frente para olhar, tomar uma boa decisão e encontrar Enzo Fernández com mais um passe preciso e firme."

“Os jogadores sabem quase telepaticamente onde cada um está a toda a hora. Tudo isto aconteceu em espaços muito reduzidos, com distâncias curtas entre seis jogadores do Chelsea, em seis segundos, desde o passe de James até Madueke colocar a bola na baliza.”

David Adams sobre o golo de Madueke

"A sua fase estruturada e criativa num esquema 3-2-2-3 faz com que os dois números 10 estejam sempre a jogar entre as linhas e os três da frente a pressionar a linha defensiva. Isto significa que, assim que Dewsbury-Hall recebe a bola atrás da linha do meio-campo, o Chelsea dispõe de cinco avançados contra a linha defensiva adversária. O peso, o timing e a apreciação do passe estão a um nível elevado, com uma excelente execução dos passes e também da finalização."

Veja a finalização de Isco pelo Betis contra o Vitória SC

Isco: Vitória SC 0-4 Real Betis

Depois de um empate 2-2 em Sevilha na primeira mão dos oitavos-de-final, este parecia ser um jogo difícil para a equipa de Manuel Pellegrini, mas acabou com uma vitória esmagadora. O derradeiro golo surgiu de um contra-ataque rápido; Antony podia ter rematado após ter ultrapassado um defesa na área, mas acabou por dar a bola ao companheiro de equipa Isco para uma finalização fácil.

Haakon Lunov sobre o golo de Isco

“Não é o golo em si que se destaca, mas o colectivo da equipa na forma como é criado. Começa com uma equipa muito bem organizada defensivamente, com distâncias curtas. Reparem como os dois avançados estão próximos do meio-campo quando ganham a bola. Isto permite que quem ganha a bola encontre facilmente o seu companheiro de equipa com um primeiro passe para a frente, o que cria o desequilíbrio do adversário."

“A seguir, a rotação e o passe eficazes para colocar o extremo no um contra um, o mais cedo possível, de modo a que não possa haver qualquer apoio defensivo. Isto permite que o extremo explore esta situação com uma habilidade brilhante no um para um."

"Ele reduz a velocidade do defesa antes de dar um toque e consegue, assim, bater o defesa com velocidade, evitando o poder físico do defesa. Depois, aquele pequeno olhar para cima para encontrar o companheiro de equipa disponível e um passe preciso para dentro. Dez segundos, em 70 metros, com três passes – é essa a magia."

David Adams sobre o golo de Isco

“Defender para contra-atacar é uma estratégia fundamental em todos os níveis do jogo. No entanto, ao mais alto nível, a execução de cada acção requer precisão; caso contrário, o adversário pode recuperar rapidamente a sua forma."

“Em transição, o perfil de Isco é fundamental para a eficácia dos contra-ataques, com uma elevada eficiência na recepção, segurança e precisão no passe para a frente. O posicionamento do extremo oposto, Antony, permite a Isco libertar-se para um jogador capaz de ganhar o um contra um, resultando no golo de Isco ao avançar oportunamente para a área."

“Nos treinos, trata-se de algo que normalmente é transmitido de forma mais subliminar, através de exercícios de ondas ou de ataque contra defesa. Normalmente, é referido quando se trabalham as formas defensivas na antevéspera ou na véspera do dia do jogo. Saber que o adversário vai atacar de uma determinada forma significa que podemos preparar-nos para contra-atacar se eles libertarem os laterais ou desocuparem o meio, utilizando o extremo oposto ou o número 10.”