Entrevista a Vitinha: português no topo da Europa e na história após mais uma época de sonho
segunda-feira, 1 de junho de 2026
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Entrevista exclusiva ao médio português, eleito Melhor em Campo na final.
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Em quatro épocas em Paris, o médio português Vitinha, de 26 anos, tornou-se num dos melhores do Mundo. Eleito Melhor em Campo na final da UEFA Champions League 2025/26 é também bicampeão europeu e nesta entrevista exclusiva reflectiu sobre a vitória frente ao Arsenal.
O Paris é novamente campeão europeu. O que significa para o clube fazer história na competição desta forma?
Vitinha: Como disse, é isso mesmo: história. E isso significa tudo. É difícil encontrar palavras neste momento porque ainda estou a viver um turbilhão de emoções, mas é realmente incrível e acho que todos nós merecemos.
Ao ser eleito Melhor em Campo na final da UEFA Champions League, dificilmente a noite podia ter corrido melhor.
É verdade e acho que é a melhor sensação do mundo. Aprecio muito a distinção mas importa também falar da equipa; isso é realmente o mais importante, e foi por isso que ganhámos.
Recordando o jogo, o que lhe passou pela cabeça durante o desempate por grandes penalidades?
Passou-me tanta coisa pela cabeça e até rezei: para que ganhássemos, para que o (Matvey) Safonov defendesse algum e por todos os nossos jogadores que foram chamados a cobrar um penálti. Felizmente correu bem para nós, mas acho que merecíamos ter ganho sem ser preciso penáltis. Sofremos mais mas somos justos vencedores.
Ao longo das últimas duas épocas recebeu muitos elogios tanto de adversários como da imprensa. Isso torna estas conquistas ainda mais especiais?
Com certeza. Acho que o que torna tudo ainda mais especial é que gostamos muito de jogar nesta equipa. Jogamos um futebol bonito, muito atractivo e que dá prazer ver jogar. Além disso, conseguimos ganhar títulos, entre eles duas Champions League consecutivas. É incrível poder dizer isto; é muito bom e transbordamos de felicidade.
Recordando a final de Munique, no ano passado, como compara estas duas épocas e estas duas finais?
Penso que não consigo escolher uma campanha em detrimento da outra. Claro que no ano passado foi a primeira vez que chegámos à final, o que foi muito especial. Mas este ano, como disse, fizemos história ao revalidar o título. É difícil escolher mas foram ambas campanhas muito boas e nas quais fomos recompensados, e isso é que interessa.
Luis Enrique tornou-se no treinador mais premiado na história do clube, com 12 títulos. O que o torna tão especial?
Penso que já o era, mas agora, com esta segunda Champions League seguida, isso realça muito mais a sua qualidade e o quanto transformou o clube e a equipa. É o melhor, tão simples quanto isso.
Apenas nove clubes na história da prova conseguiram revalidar o título. Quão difícil é esta tarefa e o que é necessário para a conseguir?
Acho que todos viram o quão difícil e complicada é uma tarefa deste género. Foi muito difícil logo desde o início. Não tivemos muito tempo para recuperar após o Mundial de Clubes e também não tivemos grande preparação para a época. Muitos jogos, muitos minutos em campo, muitas viagens. Mas jogo após jogo fomos avançando, cumprindo os objectivos e no fim chegámos ao jogo mais importante na Europa e ganhámos. Nada nos foi dado de mão beijada, lutámos e conseguimos.