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Final para a história

Para além de entrar na história, esta vitória do Liverpool lembra uma era em que o futebol de ataque reinava na Europa.

A grande vitória do Liverpool FC sobre o AC Milan na 50ª final da Taça dos Clubes Campeões Europeus recordou uma era em que o futebol aberto e de ataque dominava o panorama europeu, onde os jogos com muitos golos aconteciam com regularidade.

A maior reviravolta
A partida da noite de quarta-feira, que acabou empatada a três bolas após prolongamento, com o Liverpool a ganhar por 3-2 no desempate por grandes penalidades, revelou-se como a maior reviravolta numa final, depois de os ingleses estarem a perder por 3-0 ao intervalo. Esta recuperação suplantou as outras duas grandes reviravoltas em finais da Taça dos Campeões Europeus.

Primeiras finais
A primeira delas aconteceu logo na primeira final, jogada em Paris, em 1956, quando o Stade de Reims Champagne fez 2-0 contra o Real Madrid CF logo nos primeiro dez minutos do encontro. Contudo, os “merengues” acabariam por ganhar por 4-3, seguindo-se a vitória nas quatro edições seguintes da competição. A outra final em que uma equipa conseguiu recuperar de uma desvantagem de dois golos foi jogada em Amesterdão, em 1962, altura em que o Real Madrid foi derrotado pelo Benfica, isto apesar de ter estado por duas vezes em vantagem no marcador.

Surge Eusébio
Ferenc Puskás, que dois anos antes marcara quatro golos quando o Real Madrid ganhou ao Eintracht Frankfurt, por 7-3, em Hampden Park, bateu, aos 17 e 25 minutos, Costa Pereira. O Benfica, campeão europeu em título, fez o 2-2 no espaço de oito minutos. Puskás voltou, ainda antes do intervalo, a colocar os espanhóis na frente, mas acabou por entrar na história por ser o único jogador a fazer um “hat-trick” e a perder a final. Mário Coluna e dois golos do jovem Eusébio deram ao Benfica a vitória por 5-3.

Crespo infeliz
O 3-3 registado em Istambul foi a final com mais golos desde a última ganha pelo Benfica e Hernán Crespo tornou-se no primeiro jogador, desde Puskás em 1962, a marcar dois golos numa final e a perdê-la. Este encontro também entra na história por outras razões: ao dar ao Liverpool o seu quinto título europeu e o primeiro desde 1984, colocou a Inglaterra como o país com mais competições europeias ganhas (28 troféus), à frente da Itália e da Espanha, ambas com 27.

Maldini de novo
O golo de Paolo Maldini logo no primeiro minuto, que fez do italiano de 36 anos o jogador mais velho a marcar numa final, foi o mais rápido de sempre, a par do de Enrique Mateos, pelo Real Madrid, na outra final jogada com o Stade Reims, em 1959. O capitão do Milan juntou-se a Alfredo di Stéfano ao disputar sete finais, uma menos que outra lenda "merengue", Francisco Gento, que disputou oito finais da Taça dos Campeões Europeus.

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