O "onze" português da fase de grupos
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
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Vários portugueses deram cartas ao longo das seis jornadas e a redacção portuguesa do UEFA.com apresenta-lhe as suas escolhas do "onze" luso da fase de grupos.
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Apesar de apenas uma das três equipas portuguesas em prova na fase de grupos ter conseguido seguir em frente para os oitavos-de-final, com o FC Porto a garantir o primeiro lugar do Grupo H, foram vários os portugueses espalhados pelas diferentes equipas em competição a dar cartas ao longo das seis jornadas. A redacção portuguesa do UEFA.com apresenta-lhe as suas escolhas para um "onze" luso da fase de grupos da UEFA Champions League 2014/15.
Guarda-redes
Rui Patríco (Sporting Clube de Portugal)
Apesar dos 12 golos sofridos pelo Sporting, o habitual dono da baliza da selecção portuguesa raramente vacilou e na memória fica a extraordinária exibição realizada na recepção ao Chelsea FC, na segunda joranda. O "nº1" dos "leões" manteve a sua equipa na discussão do encontro com uma série de extraordinárias defesas e só foi batido por um cabeceamento de Nemanja Matić; no final, recebeu rasgados elogios de José Mourinho, treinador dos "blues".
Defesas
Mário Sérgio (APOEL FC)
O lateral-direito alinhou os 90 minutos em todos os seis jogos da fase de grupos, depois de ter sido igualmente totalista na pré-eliminatória e "play-off". A turma cipriota somou apenas um ponto no Grupo F, mas conseguiu dar trabalho aos gigantes FC Barcelona e Paris Saint-Germain, tendo perdido apenas por 1-0 tanto na Catalunha como em França e teve em Mário Sérgio um dos seus esteios.
André Almeida (SL Benfica)
Talvez o mais consistente dos jogadores do SL Benfica na decepcionante campanha dos campeões portugueses nesta UEFA Champions League, graças à sua enorme versatilidade. Actuando quase sempre como lateral, não comprometeu e conseguiu travar Hulk durante praticamente os 90 minutos da decisiva visita das "águias" ao terreno do FC Zenit.
Paulo Oliveira (Sporting Clube de Portugal)
O jovem defesa-central contratado esta época ao Vitória SC afirmou-se em definitivo no centro da defesa do Sporting após saltar do banco para substituir o lesionado Maurício no decorrer da recepção ao Chelsea. A partir daí não mais largou a titularidade, assumindo-se como o líder do sector mais recuado dos "leões".
Ricardo Carvalho (AS Monaco FC)
O veterano defesa-central foi titular indiscutível nos cinco primeiros jogos, tendo falhado apenas a sexta jornada, devido a castigo. O Mónaco teve o melhor registo defensivo da fase de grupos, com apenas um golo sofrido, e deve-o em grande parte à experiência do internacional português.
Médios
Fábio Espinho (PFC Ludogorets Razgrad)
Após ter sido decisivo nas pré-eliminatórias, onde apontou um golo, Fábio Espinho alinhou nos seis jogos da fase de grupos e foi um dos jogadores mais consistentes da sua equipa, ajudando-a a somar a primeira vitória de sempre de uma formação búlgara na UEFA Champions League, ao actuar os 90 minutos no triunfo por 1-0 sobre o FC Basel, na terceira jornada.
Adrien Silva (Sporting Clube de Portugal)
Adrien só não esteve em campo durante nove minutos da campanha do Sporting no Grupo G, liderou o meio-campo "leonino" e, com dois golos, quase conduziu o conjunto "verde-e-branco" a uma memorável recuperação no terreno do FC Schalke 04, na terceira jornada.
João Moutinho (AS Monaco FC)
Moutinho esteve em dois dos quatro golos apontados pela turma monegasca no Grupo C; começou por apontar o golo da vitória sobre o Bayer 04 Leverkusen na primeira jornada e realizou, depois, uma fantástica exibição no decisivo encontro da sexta jornada, frente ao FC Zenit, coroada com uma sublime assistência para o segundo golo dos vice-campeões franceses.
Avançados
Nani (Sporting Clube de Portugal)
O extremo emprestado pelo Manchester United FC foi um dos principais responsáveis por o Sporting ter sonhado até ao fim com o apuramento. Assinou quatro golos e duas assistências em cinco jogos e é inevitável pensar que talvez o destino dos "leões" tivesse sido outro se uma inoportuna lesão não tivesse impedido Nani de dar o seu contributo à equipa na derradeira jornada, em Londres.
Ricardo Quaresma (FC Porto)
Quaresma foi titular em três dos cinco jogos do Porto nesta fase de grupos, mas foi num dos dois encontros em que saltou do banco que mais sobressaiu, ao entrar no decorrer da segunda parte da recepção ao Athletic Club para, com um grande golo, oferecer o terceiro triunfo em três jogos aos "dragões".
Cristiano Ronaldo (Real Madrid CF)
Ronaldo não atingiu os números da fase de grupos da edição transacta, mas ainda assim assinou cinco golos na campanha 100 por cento vitoriosa do Real Madrid CF no Grupo B, ultrapassando o registo histórico de Raúl González e tornando-se no segundo melhor marcador de sempre da história da competição.
Treinador
Leonardo Jardim (AS Monaco FC)
Foram seis os treinadores portugueses nesta fase de grupos, com três deles a seguirem em frente. Se o apuramento do Chelsea de José Mourinho não é surpresa, a passagem à próxima fase do Basileia de Paulo Sousa e, sobretudo, do Mónaco de Leonardo Jardim causaram sensação. O técnico madeirense assistiu à saída de vários jogadores importantes mal assumiu o leme do clube monegasco mas, apesar disso, conseguiu levar a equipa do principado ao primeiro lugar de um Grupo C extremamente equilibrado, mostrando uma consistência defensiva notável.