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Torres e a paixão eterna pelo Atlético

"Trata-se de esforço, sacrifício, luta e crença", disse Fernando Torres ao UEFA.com ao falar dos principais valores ao longo da sua vida como adepto do Atlético.

Torres a desfrutar do regresso ao Atlético

O Club Atlético de Madrid venceu a "dobradinha" em Espanha pouco antes de Fernando Torres chegar ao clube, com dez anos de idade. Agora de regresso ao seu emblema do coração, após sete épocas e meia noutras paragens, o atacante de 31 anos espera que voltem as comemorações ao clube brevemente, a nível interno, mas também na UEFA Champions League.

UEFA.com: Como explica a sua ligação ao Atlético?

Fernando Torres: Não dá para explicar. Sou adepto desde que comecei a jogar futebol. Tive a sorte de vir treinar no Atlético aos dez anos. Vencemos a "dobradinha" – campeonato e Taça [em 1995/96] – e foram momentos fantásticos. Depois passámos por momentos maus, que incluíram a descida de divisão. Mas com esperança e paixão, os adeptos e a equipa mantiveram-se unidos.

Crescemos num clube e evoluímos como pessoa. O clube mostra e ensina-nos os seus valores e é isso que seguimos e defendemos diariamente – nas nossas vidas também. Trata-se de esforço, sacrifício, luta e crença.

UEFA.com: Como foi chegar à primeira equipa e tornar-se capitão aos 19 anos?

Torres: Bom, depende de como olhamos para a situação. Na altura jogávamos na segunda divisão, o que reduz as possibilidades de contratar jogadores, pelo que o clube teve de olhar para os atletas das camadas jovens. Não fui só eu, mas outros como Antonio López e David Cubillo, que chegaram à primeira equipa para tentar levar-nos de novo à primeira divisão. As nossas hipóteses aumentaram e tive a sorte de tudo correr bem. Aproveitei a oportunidade e fiquei no plantel principal na época seguinte, depois de termos garantido a subida.

UEFA.com: O que torna Diego Simeone num líder tão forte?

Simeone e Torres foram colegas de equipa entre 2003 e 2005
Simeone e Torres foram colegas de equipa entre 2003 e 2005©Getty Images

Torres: O seu carácter como jogador e agora como treinador, que inspira a equipa. Ele sabe que somos um conjunto que precisa de conhecer as suas forças e fraquezas, mas, acima de tudo as fraquezas, para que então possamos implementar os nossos pontos fortes. Ele fazia isso como jogador, como colega e como capitão, e agora está a repeti-lo como treinador.

UEFA.com: Até onde pode chegar o Atlético na UEFA Champions League da presente temporada?

Torres: Quanto mais longe se chega na época anterior, mais altas são as expectativas, mas claro que são muito difíceis de alcançar. Na temporada passada as outras equipas queriam que lhes calhássemos no sorteio, mas agora as pessoas não sabem se querem mesmo defrontar-nos. Somos uma formação difícil de bater nas fases a eliminar, pelo que temos de usar esse facto a nosso favor.