Chelsea prevalece no Mestalla
terça-feira, 10 de abril de 2007
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Desde o início da partida decisiva dos quartos-de-final, entre Valência e Chelsea, que se tornou óbvio que este se tratava de um jogo à moda antiga.
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O Chelsea FC e o Valencia CF podem ser equipas treinadas pelos melhores técnicos da nova geração, construídas com orçamentos do séc. XXI, mas desde o início do seu encontro na segunda mão dos quartos-de-final da UEFA Champions League que se tornou claro que esta seria uma eliminatória à moda antiga.
Ambiente magnífico
Foi isso mesmo que se verificou desde o início, com ambas as formações dispostas em esquemas de 4-4-2, motivadas para o ataque e incentivadas pela tradicionalmente ruidosa multidão do Estádio Mestalla. Foi o Valência a primeira equipa a acercar-se da baliza adversária, com Joaquín Sánchez e David Silva nos flancos a alimentarem a perigosa dupla atacante constituída por Fernando Morientes e David Villa. Posteriormente, seria o Chelsea a assumir o controlo do jogo, com os cantos marcados por Frank Lampard a semearem o pânico na defesa espanhola em mais do que uma ocasião.
Experiência
Mas Morientes é um dos mais experientes jogadores nesta prova e, com o Valência sob pressão, o avançado decidiu que era altura de marcar o seu 33º golo na UEFA Champions League. Esteve perto de o fazer quando desferiu um violento remate de pé esquerdo ao poste e, com a estrutura da baliza ainda a vibrar, acorreu a um cruzamento de Joaquín e marcou com um movimento surpreendentemente ágil para um jogador que completou recentemente 31 anos de idade. Morientes, no entanto, não era o único jogador em campo com um gosto especial pelos golos nos grandes palcos europeus.
Shevchenko brilha
Andriy Shevchenko fez o empate aos 52 minutos e, apesar de não ter sido o mais espectacular dos seus 59 tentos nas competições europeias, a técnica e presença de espírito do ucraniano foram suficientes para bater Santiago Cañizares, apesar do bom posicionamento do espanhol. O histórico guarda-redes do Valência também tem pergaminhos na prova e a forma como chegou a um remate de cabeça de Michael Ballack foi absolutamente magnífica – tal como tinha sido outra defesa perto do intervalo, a negar o golo a Didier Drogba.
A mestria de Mourinho
Continuava a ser o Chelsea a formação mais perigosa, especialmente após o intervalo, quando José Mourinho colocou Joe Cole em campo para combinar com Shevchenko e Drogba, fazendo lembrar tempos recentes em que os londrinos dominaram o futebol inglês com um dinâmico esquema de 4-3-3. Com um golo decisivo de Michael Essien aos 90 minutos, os “blues” estão agora a apenas três jogos de conquistar, finalmente, a Europa, apesar de Liverpool FC e Manchester United FC terem, seguramente, ideias diferentes.