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Histórias das Pessoas da UEFA: a experiência de Valérie a trabalhar em duas equipas diferentes

Pessoal da UEFA

Na UEFA, valorizamos a colaboração entre talentos diversos em diferentes equipas. Conheça a história de Valérie Robert-Tissot, que passou da Academia da UEFA para o departamento de Comunicação Corporativa.

Valérie na final do UEFA EURO 2024 em Berlim, na Alemanha
Valérie na final do UEFA EURO 2024 em Berlim, na Alemanha Valérie Robert-Tissot

Da equipa da Academia da UEFA até ao departamento de Comunicação Corporativa, Valérie Robert-Tissot nunca teve receio de trilhar novos caminhos. Após uma ausência de seis meses, regressou à UEFA numa função completamente diferente e nunca mais olhou para trás. Apaixonada por contar histórias e por estabelecer ligações entre as equipas, ela partilha como cada mudança a ajudou a ter uma visão mais abrangente da missão da UEFA e por que razão experimentar algo novo pode ser uma das melhores formas de crescer.

Como começou a sua trajectória na UEFA e o que aprendeu ao trabalhar em diferentes funções ou departamentos?

Entrei para a UEFA em Janeiro de 2020, apenas três meses antes de o mundo mudar com a COVID. Comecei na Academia da UEFA como assistente de promoção e gestão, onde passei dois anos a promover os nossos programas educativos, a gerir as comunicações em plataformas digitais e impressas e a organizar eventos.

Depois disso, passei para a equipa de Comunicação, primeiro como Coordenadora de Comunicação de Conteúdos e agora como Especialista. Juntamente com a equipa, faço a gestão das contas corporativas da UEFA nas redes sociais, contribuo para o site e crio conteúdos como artigos e newsletters. É uma combinação dinâmica de jornalismo, gestão de comunidades e coordenação de projectos.

O que mais gostei na Academia da UEFA foi o espírito de startup que se vivia dentro de uma organização de maior dimensão. A criatividade era incentivada, especialmente durante a pandemia, quando tivemos de repensar a forma como ministrávamos a formação e tornar a aprendizagem online envolvente. Foi um verdadeiro curso intensivo de adaptabilidade. Desempenhei várias funções: escrever publicações nas redes sociais, organizar eventos, fazer a ligação com o departamento jurídico, gerir orçamentos, entre outras coisas. Acho que isso me ajudou muito a ganhar confiança e a sair bastante da minha zona de conforto.

"O que mais gostei na Academia da UEFA foi o espírito de startup que se vivia dentro de uma organização de maior dimensão."

Reuniões diárias online da equipa durante o confinamento
Reuniões diárias online da equipa durante o confinamentoValérie Robert-Tissot

Na área da Comunicação, o que mais aprecio é a variedade e a oportunidade de colaborar com tantas equipas diferentes. Não há dois dias iguais. Num dia estou a escrever sobre uma parceria com a Disney para incentivar as raparigas a praticarem futebol; no dia seguinte, estou a cobrir um projecto da Fundação da UEFA; e, depois, posso estar num jogo da Champions League a promover um evento de inovação. É uma descoberta constante de novas histórias e recantos da organização que eu nem sequer sabia que existiam.

"Num dia estou a escrever sobre uma parceria com a Disney para incentivar as raparigas a praticarem futebol; no dia seguinte, estou a cobrir um projecto da Fundação da UEFA; e, depois, posso estar num jogo da Champions League a promover um evento de inovação."

De que forma cada mudança influenciou a sua compreensão da missão e da cultura da UEFA?

Trabalhar em duas equipas diferentes, em duas divisões distintas (e até em dois edifícios diferentes) ampliou bastante a minha visão sobre a UEFA. Isso ajudou-me a perceber o quanto tudo está interligado.

Para além de alargar a minha rede de contactos, também passei a perceber como a cultura e a energia podem variar de uma equipa para outra. Essa consciência é extremamente valiosa na minha função actual, na qual compreender diferentes perspectivas é fundamental para uma comunicação eficaz.

"Trabalhar em duas equipas diferentes, em duas divisões distintas (e até em dois edifícios diferentes) ampliou bastante a minha visão sobre a UEFA."

Também aprendi como as interações presenciais são importantes. Quando as pessoas nos conhecem pessoalmente, tendem a confiar mais no nosso trabalho, a ser pro-activas e a partilhar informações. Isso ajuda a quebrar barreiras. Quando estamos profundamente envolvidos num único projeto, pode parecer que é a coisa mais importante do mundo, mas trabalhar na área da comunicação dá-nos uma visão mais ampla. Percebemos como tudo se encaixa e essa perspectiva é realmente útil.

Isso é algo que procuro activamente promover no meu cargo: estabelecer ligações, incentivar uma abordagem unificada e garantir que as equipas estejam a par do trabalho que as outras estão a realizar. Por vezes, pode acontecer que alguém num edifício esteja a iniciar um projecto que se alinha perfeitamente com algo que outra equipa já está a fazer, mas que ambas as partes desconhecem a existência uma da outra. Parte do meu trabalho consiste em reunir essas pessoas para que possamos criar uma mensagem final mais coerente e impactante.

"Parte do meu trabalho consiste em reunir essas pessoas para que possamos criar uma mensagem final mais coerente e impactante."

Em que outro departamento estaria interessada em trabalhar e porquê?

Visita ao projeto Calcio Sociale, apoiado pela Fundação UEFA, em Roma, na Itália
Visita ao projeto Calcio Sociale, apoiado pela Fundação UEFA, em Roma, na ItáliaValérie Robert-Tissot

Estaria interessada em explorar tanto o departamento de Marketing como a Fundação da UEFA para as Crianças. O Marketing atrai-me devido à minha formação académica e à liberdade criativa que oferece. A Fundação, por outro lado, está em sintonia com a minha paixão pelo trabalho humanitário. Já trabalhei para a Cruz Vermelha no passado e fui voluntária na Amnistia Internacional, e sempre que tenho a oportunidade de trabalhar em projectos que sensibilizam para causas significativas, sinto-me incrivelmente realizada. Conhecer os beneficiários e ver o impacto em primeira mão é sempre inspirador.

Uma das minhas experiências mais memoráveis com a Fundação UEFA foi a visita ao projecto Calcio Sociale, em Roma. Este projecto está sediado em Corviale, um bairro não muito longe do centro da cidade, da Fonte de Trevi e de todos os pontos turísticos mais conhecidos. Mas, apesar da proximidade de toda essa beleza, Corviale é um local marcado pela corrupção, pela violência e por problemas relacionados com a droga.

Tivemos a oportunidade de visitar um projecto verdadeiramente inspirador liderado por um homem que está a usar o futebol para levar alegria e esperança às crianças da região. Através da sua academia de futebol, ele está a criar um espaço seguro onde as crianças podem sonhar, crescer e simplesmente ser crianças. Foi uma forte lembrança do verdadeiro impacto que o futebol pode ter para além do campo.

Was there someone who supported or inspired you during your transitions?

Com o Andy, o meu chefe, na final da Women's Champions League de 2024, em Bilbau, Espanha
Com o Andy, o meu chefe, na final da Women's Champions League de 2024, em Bilbau, EspanhaValérie Robert-Tissot

Pode parecer um cliché, mas cada um dos meus superiores contribuiu com algo único para a minha trajectória, e essa é uma das razões pelas quais acredito que a mobilidade interna é tão valiosa. Temos a oportunidade de conhecer diferentes estilos de liderança, expectativas e formas de pensar.

Na Academia da UEFA, Thomas Junod ensinou-me a importância do rigor e da melhoria contínua, valores que estão profundamente enraizados na cultura da Academia. Acho que nunca conheci ninguém com uma ética de trabalho tão forte e com tanta vontade de ir mais além.

Depois, quando entrei para a equipa de Comunicação, o Andy Jones ajudou-me a ganhar confiança desde o primeiro dia. Já estava a liderar projectos e até fiz a minha primeira viagem de trabalho apenas três semanas depois de ter entrado! Ele também me ensinou como o mundo digital é acelerado e em constante mudança, e como é importante manter a capacidade de adaptação. Aprendi também que a comunicação corporativa exige uma percepção apurada das dinâmicas internas e externas: qualquer coisa pode tornar-se um tema delicado.

Mais recentemente, tive a oportunidade de trabalhar com o Andy James (sim, outro Andy!), que traz uma visão muito clara para a equipa. Para além do dia-a-dia, ele tem uma orientação clara a longo prazo, algo que aprecio muito; isso dá sentido e estrutura ao nosso trabalho e ajuda-nos a mantermo-nos alinhados enquanto equipa.