Checos aguentaram a força holandesa
sábado, 29 de março de 2003
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Holanda-República Checa, 1-1
Os líderes do Grupo 3 dividiram os pontos em Roterdão.
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A Holanda teve de se contentar com um empate (1-1) frente à República Checa, em jogo de qualificação para o UEFA EURO 2004™ disputado em Roterdão.
Tudo na mesma
A República Checa chegou ao empate através de um golo de Jan Koller, depois de Ruud van Nistelrooij ter dado vantagem à equipa da casa, já em período de compensação na primeira parte. Este resultado deixa tudo na mesma no Grupo 3, com ambas as equipas a ocuparem o primeiro lugar, com sete pontos em três jogos, mais um do que os conquistados pela Áustria.
Pressão inicial
A Holanda começou o jogo a todo o gás no Estádio do Feijenoord, colocando os checos sob pressão logo aos três minutos, quando Tomas Ujfalusi cometeu uma falta sobre Van Nistelrooij à entrada da área. O remate de Clarence Seedorf parecia destinado ao golo, mas o poste salvou Petr Cech.
Oportunidades perdidas
Aos 11 minutos, foi o próprio Van Nistelrooij que esteve perto de marcar, depois de um passe de Fernando Ricksen, mas o remate saiu ligeiramente ao lado. Apesar dos visitantes terem, aos poucos, respondido ao melhor início dos holandeses, só Tomáš Rosický criou perigo, com um remate de longe.
Golo de Van Nistelrooij
A equipa da casa adiantou-se no marcador já em período de compensação, na primeira parte, quando Rafael van der Vaart, que entrou aos 39 minutos para o lugar do lesionado Giovanni van Bronckhorst, lançou Edgar Davids na esquerda. O médio da Juventus FC centrou ao segundo poste, onde surgiu Van Nistelrooij a cabecear para o 1-0.
Stam salvou sobre a linha
O ponta-de-lança do Manchester United FC esteve perto de marcar o segundo golo aos 57 minutos, com mais um golpe de cabeça, mas pouco depois a República Checa mostrou a sua tendência ofensiva, quando Tomáš Rosický entrou na área e rematou para golo; o defesa Jaap Stam salvou sobre a linha fatal.
Amuleto da sorte
Rosický foi substituído por Milan Baroš aos 68 minutos e o avançado do Liverpool FC provou ser um verdadeiro amuleto da sorte. Na primeira vez que tocou na bola, lançou Koller, que bateu o guarda-redes Waterreus. Os checos mostraram-se satisfeitos com o empate, mas, além de um cabeceamento de Patrick Kluivert, os holandeses não voltaram a estar perto do golo.
Riscos desnecessários
O seleccionador holandês, Dick Advocaat, considerou que a sua equipa desperdiçou dois pontos: "Criámos seis oportunidades de golo na primeira parte e jogámos exactamente como eu queria. O golo checo era desnecessário e significou que tivemos de correr riscos desnecessários. Atendendo ao jogo, desperdiçámos dois pontos".
Bruckner satisfeito
Já o treinador da República Checa, Karel Bruckner, estava bem mais satisfeito. "Sabíamos aquilo que nos esperava, atendendo ao poder ofensivo dos holandeses", disse. "A minha equipa esteve muito bem, à excepção do lance do qual nasceu o golo do nosso adversário. Tive que mudar os meus planos, porque queria substituir o Rosický ao intervalo, já que ele ainda não está a 100 por cento".