Tristán derruba resistência arménia
quarta-feira, 2 de abril de 2003
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Espanha-Arménia, 3-0
O atacante quebrou o nulo e conduziu a Espanha para uma vantagem de quatro pontos no Grupo 6.
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Os golos de Diego Tristán, Iván Helguera e Joaquín, que começou o jogo no banco, todos apontados na segunda parte, permitiram à Espanha derrubar a resistência da Arménia, que se apresentou determinada no Estádio Antonio Amilivia, em Léon, e ampliar para quatro pontos a vantagem para o segundo classificado do Grupo 6 de apuramento para o EURO 2004™.
Intenção atacante
O treinador Iñaki Sáez expôs as suas intenções atacantes desde o início, com Tristán e Juan Carlos Valerón a alinharem ao lado de Raúl, mas o trio atacante teve que lutar para fazer valer a sua presença no jogo contra a bem organizada defesa arménia, muito bem liderada por Romik Khachatryan, no seu regresso após lesão, e por Harutyun Vardanyan.
Primeira oportunidade
Moralizada pelo vitória (1-0) de sábado sobre a Irlanda do Norte, no primeiro jogo sob o comando de Mihai Stoichita, a Arménia jogou com confiança e criou a primeira oportunidade de golo, com Artur Petrosyan a rematar ligeiramente ao lado, depois de rasgar a defesa espanhola, ao fim de dez minutos.
Desarticulados
Sáez fez cinco alterações à equipa que viu a vitória ser-lhe negada, no sábado, nos últimos minutos da partida com a Ucrânia, que terminou num empate a dois golos, e a Espanha pareceu desarticulada nos momentos iniciais. Aos 12 minutos, Joseba Etxeberría cruzou para o cabeceamento de Tristán, defendido por Roman Berezovsky, mas, na maior parte das ocasiões, o jogo da equipa da casa era largamente canalizado pelo centro do terreno, onde os espanhóis eram obrigados a rematar de longe ou a ver os seus ataques desfeitos no limite da área arménia.
Karamyan quase marcou
Quando a oportunidade surgiu, a Arménia despontou com confiança e se Artavazd Karmyan tivesse revelado mais calma quando o passe de Artur Voskanyan caiu a seus pés, a Espanha poderia ter sido obrigada a lidar com maior embaraço do que aquele que a exibição irregular da primeira parte já fazia transparecer.
Casillas nega o golo
A Espanha só conseguiu ameaçar verdadeiramente o adversário depois de explorar as alas. Aos 28 minutos, Berezovsky evitou o pior para a sua equipa, ao afastar, com os punhos, o cabeceamento de Tristán, que parecia destinado a ser golo, na sequência de um cruzamento de Raúl, na esquerda. Mas, apesar do futebol inteligente de Tristán, Valerón e Raúl, faltava à Espanha um estilo cortante e poderia ter tombado aos 53 minutos. Artavazd Karamyan rematou forte, à entrada da área, e Iker Casillas foi obrigado a estirar-se para desviar a bola, fazendo-a passar junto ao poste.
Tristán marca
Espicaçada, a Espanha pressionou e quebrou o nulo aos 62 minutos, ultrapassando, finalmente, a defesa arménia, num lance que se desenrolou na esquerda. O suplente Vicente surgiu junto à linha final e cruzou para trás, convidando Tristán a marcar.
Helguera de volta
A Espanha relaxou e, pouco depois, dobrou a vantagem. Aos 68 minutos, Berezovsky desviou, com a ponta dos dedos, um remate de Tristán, mas foi impotente para negar o golo de Helguera, no seu regresso depois da suspensão, na sequência do cabeceamento ao pontapé de canto que se seguiu.
"Chapéu" de Joaquín
Já em período de descontos, Joaquín recebeu um passe de Raúl antes de fazer um chapéu a Berezovsky, desenhado à entrada da área e dando a expressão convincente ao resultado pelo qual os adeptos da casa aguardavam.