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Alemanha implacável

Alemanha - Islândia, 3-0
Michael Ballack, Fredi Bobic e Kevin Kuranyi marcaram os golos que garantiram a presença germânica no UEFA EURO 2004™.

Michael Ballack, Fredi Bobic e Kevin Kuranyi marcaram os golos que garantiram a presença da Alemanha na fase final do UEFA EURO 2004™. A selecção germânica venceu, por 3-0, a Islândia que viu, assim, a sua impressionante campanha de apuramento terminar da pior forma, não conseguindo, sequer, um lugar no "play-off".

Escócia segue em frente
Os islandeses necessitavam de uma vitória em Hamburgo para alcançarem o primeiro lugar do Grupo 5. Não o conseguiram e a Escócia aproveitou, ao vencer a Lituânia por 1-0, para garantir o segundo posto do agrupamento e a consequente presença no "play-off".

Estreia de Hinkel
As lesões não facilitaram a tarefa das duas selecções, com Andreas Hinkel a estrear-se como lateral-direito dos germânicos. Do lado islandês, destaque para o regresso de Hermann Hreidarsson, que já não participava em qualquer partida desde que estas duas equipas se defrontaram em Setembro.

Marcar cedo
A Alemanha esteve muito perto de marcar logo nos segundos iniciais da partida, mas o guarda-redes da Islândia, Árni Gautur Arason, defendeu o remate de Michael Ballack. Adivinhava-se o golo germânico, que acabou mesmo por surgir aos nove minutos. Bobic conduziu a jogada pelo flanco direito, cruzando para a entrada triunfante de Ballack, que inaugurou o marcador.

Arason sempre em acção
A selecção da casa manteve a pressão sobre o adversário e Arason continuou em grande destaque. Aos 22 minutos, o guarda-redes islandês negou o golo a Bobic, depois do avançado alemão ter surgido completamente isolado à sua frente. Só depois da meia hora de jogo é que a Islândia conseguiu criar algum perigo, mas Oliver Kahn susteve os remates de Hreidarsson e Helgi Sigurdsson.

Vantagem dilatada
A Islândia regressou do intervalo com outra postura e superiorizou-se à Alemanha, mas Kahn voltou a brilhar, negando o golo a Gudjohnsen. No entanto, as esperanças islandesas evaporaram-se em apenas 60 segundos. Os forasteiros ainda marcaram o golo do empate por Hreidarsson, mas o árbitro russo, Valentin Ivanov, assinalou uma falta ao avançado. Na jogada que se seguiu a este lance, a Alemanha marcou o segundo e garantiu, desde logo, o apuramento directo. Ballack lançou Kuranyi, que assitiu Bobic para um golo fácil.

Castigo pesado
Foi um duro castigo para os jogadores islandeses. Festejaram o empate, viram o seu golo anulado e sofreram o segundo logo a seguir. Como se isto não bastasse, poucos minutos depois, souberam que a Escócia vencia a Lituânia, o que significava o adeus definitivo à presença em Portugal.

Kuranyi fechou contagem
A desilusão dos forasteiros ficou completa bem perto do final, quando o recém-entrado Miroslav Klose conduziu a jogada que permitiu a Kuranyi fechar o marcador com um remate para a baliza deserta.

Völler radiante
O seleccionador da Alemanha, Rudi Völler, disse: "Tivemos um início de jogo em grande estilo. Michael Ballack é muito importante para nós e, por vezes, é o primeiro a marcar. Estamos muito contentes por não ter-mos de ir aos 'play-offs'. Mas o resultado não é, propriamente, justo para a Islândia. Pois eles pressionaram-nos bastante".

"Aquele golo quebrou-nos"
O homólogo de Völler, Asgeir Sigurvinsson, considerou o golo anulado a Hreidarsson como o momento determinante do jogo. "Em vez de empatarmos, ficámos a perder por 2-0. Isso quebrou-nos por completo. Mas a Alemanha mereceu a vitória. Muitos dos meus jogadores nunca haviam jogado num estádio assim, perante tantas pessoas", disse o técnico islandês.